O Irmão esportista XXII – Niver do Dé.
Depois de todas as bombas que caíram em minha casa, já tinham se passado 3 meses e as coisas tinham melhorado muito, minha mãe já aceitava o Dé la em casa, dormia lá, eu dormia na casa dele, só evitávamos beijos e caricias na frente dela, aos poucos vamos acostuma-la. O meu pai nem se fala, cara que viajem o meu veio, ele vai jantar com a gente, a gente se beija, se amassa na frente dele e ele nem liga... hahahahahhaha... eu morro de vergonha.
Dia do Aniversario do meu love. Eu já tinha pensado em algumas coisas, mas precisava de grana, e sabe como é né, um pouco aqui, um pouco ali sempre se consegue o que quer, hahhhaha.
- Manu?
- Oi!
- Olha só.
- O que tu que dessa vez?
- É que amanha é aniversario do André, e eu queria compra alguma coisinha pra ele, ai precisava de dindim extra. Aquela cara de santo.
- E eu vou pagar o presente dele?
- A manu, não tenho dinheiro.
- Trabalha que você tem.
- Ta não precisa mais, sacoo. Já fiquei brabo também.
- Quanto você precisa?
- 50,00 ta bom.
- Pega, tais me devendo essa.
- Ok. Hahahahhahah...
- Valeu manu.
Guardei o dinheiro e fui pegar um iogurte. Quando subi para a sala sentei para ver a novela com o pai e a mãe. Assisti um pouco da novela e quando deu a propaganda falei com o pai.
- Pai.
- Oi.
- Eu queria 50,00 reais.
- Pega na carteira do pai, esta lá no criado mudo.
- Valeu pai.
Voltei pro quarto todo sorridente, hahahhahahahha... viu como se arranja 100,00 reais, o mais... o Rodrigo tava deitado lendo um livro. Eu entrei na net um pouco e depois fui dormir.
No outro dia pela manha, conversei com a Liana e marquei com ela de a tarde ela ir comprar as coisas comigo. Na verdade eu não iria comprar um presente, eu queria fazer uma noite toda especial.
À tarde, por volta das 14hs nos encontramos na casa dela, passei lá, conversei com a mãe dela e saímos.
- Você pensa em comprar o que pra ele? Perguntou a Liana.
- Segredo, você vai descobrir enquanto eu compro.
- Ai larga de se chato, fala de uma vez.
- Larga você de ser curiosa.
- Bixa.
- Também te amo. Hahahhahahahhahha.
- Vamos que o ônibus ta chegando.
E assim fomos. Primeiro passamos numa loja de tecidos e eu comprei um pedaço de ceda vermelha, linnnddoooooo o tecido.
- O que tu vai fazer com um pedaço de ceda?
- Vou coloca sobre a cama.
- Que?
- Ai chata, vem.
- Uix só eu pra te aquentar né. Disse ela.
- Ta eu digo. E assim expliquei tudo nos mínimos detalhes pra ela.
- Ai que tudooooo Nando, aix luxooo ele vai amar.
Sei que vocês estão curiosos, mas só depois eu falo. Hahahhaha... depois fomos a um supermercado e eu comprei algumas coisas que iria necessitar para fazer um jantar.
- Vamos onde agora Nando?
- Na loja do Gui.
- Vais comprar roupa pro Dé? não fica muito na cara?
- Não vou comprar Roupa, vou comprar um cd.
- Ahmmm... qual?
- Ai curiosa.
- Fala.
- Do ColdPlay.
- Aix luxo.
Fomos ate a loja do Gui, compramos o cd e enquanto voltávamos pra casa.
- O Lia, preciso comprar rosas, mas num sei se compro hoje ou amanha.
- Amanha né, faz assim, deixa as rosas comigo ok?
- Como tu vai arranjar as rosas posso saber?
- Onde se arranja rosas o sua besta?
- Idiota.
- Bixa.
- Sapa.
- Hahahhahhahahhah... os dois na gargalhada no meio da rua.
- Isso pode ficar na tua casa lia?
- Pode.
- Ok, amanhã nós nos vimos na casa do Dé, ok?
- Ok... beijossss...
- Xau.
Cheguei em casa, tomei meu banho, fiz uns fichamentos para a faculdade, depois fui jantar. Depois que jantei fui pro quarto e liguei pro Dé.
- Oie.
- Oi Nando tudo bom?
- Tudo meu aniversariante na véspera do seu niver. Hehehhehehhehehhe...
- Ahm, você lembrou foi?
- Claro né amor, hoje não é 18/10?
- É sim.
- Então.
- Estava brincando com você meu gatinhu.
- O mor?
- Fale.
- Amanha ao meio dia eu queria ver você.
- Ok, passa aqui em casa, eu venho almoçar em casa pra ver você.
- Te amo.
- Eu também te amo Nando.
E assim continuamos nosso papo, sobre minha faculdade, sobre o trabalho dele, essas coisas que todos os namorados falam só pra ouvir a vós da outra pessoa, você nem sabe o que e nem o porque esta falando aquilo, não é assim com vocês?
No outro dia eu só sai da facul as 11:30 e fui direto pra casa do Dé. Já tinha conversado com o pai dizendo que não almoçava em casa e nem dormia. Quando cheguei no prédio dele, fiquei na frente da garagem esperando ele chegar de carro, cheguei cedo. Não demorou muito pro meu gato chegar lindo como sempre, bem vestido, aquele cabelinho lindo, aixxxxxxxx....
Ele chegou e parou o carro pra abrir a porta da garagem e nesse momento entrei no carro.
- Oi.
- Oi.
- Que lindo que você ta hoje, assim de social.
- Obrigado, o trabalho faz milagre, deixa ate a gente bonito.
- Você é quem deve deixar o seu trabalho bonito, e aquelas piranhas que trabalham com você devem cair em peso em cima de você.
- Deixa disso, Você sabe que eu só amo o meu neném. Aix deixa eu curtir esse momento... hahahhahahahhah.
- Fiquei com vergonha agora. (estávamos descendo do carro.)
- Porque? Só disse a verdade.
- Aix brigado, me senti agora.
- Hahahhahahha tava demorando. (entramos no elevador)
- Agora sim eu vou dar oi. Agarrei ele e beijei muito.
- Uhm...
- Seu chato, já to di piupiu dulu. Eu disse pra ele.
- É deixa o Dé vê esse piupiu. Ele pegou no meu pau sobre a calça e fico apertando.
- Uhm, será que ele morde ou só ladra? Perguntou o Dé.
- Num sei.
- Me beija vai. E assim foi.
Entramos no apartamento dele, tava uma zona né. Isso que era só uma terça feira
- Agora sim, FELIZ ANIVERSARIO MEU GATU. Fui abraçando ele.
- Essa esta sendo a melhor parabenização que eu já recebi hoje.
- Eu te amo sabia?
- Eu também te amo Fernando.
- Bezu... hehehheheh.
- Deixa eu liga o som. E lá foi o metido.
- Eu vou fazer algo pra gente comer.
- Uhuwwwww.... tava tocando Marcelo D2 na radio.
- Quem que joga fumaça pro alto? Planet Ramp!... chega na cena e toma de assalto? Planet Ramp!, conexão entre o morro e o asfalto? Planet Ramp!, e faz da vida um verdadeiro palco? Planet Ramp... eu sou o primeiro e como sempre eu to inteiro, e se a policia chegar eu jogo tudo no banheiro e do descarga, e finjo que só vou fazer na farra e só vou relaxar quando sair um homem de farda, e sigo em frente mantendo a corrente forte, o coração bate sempre sentido zona norte. Represento o rip rop o pesadelo do pop.
- Você gosta de Planet ramp?
- Amo.
- Quem é que joga fumaça pro alto? Planet Ramp!...
- Pode ser pizza? Perguntou o Dé.
- Claro amor.
Ele preparou a pizza e fez um suco, enquanto eu arrumava a mesa para comermos. Sempre entre beijos e risadas. Cara um papo entre nós, não existe coisa melhor na vida do que esses momentos simples ao lado do seu amor. As coisas mais simples são as mais emocionantes, as mais marcantes, tocantes, simples somente simples...
Olhar ele comendo, cortando a pizza, com aquela massa fina menos de 1cm de espessura, coberta com aquele creme vermelho, visto penas nas arestas cortadas dessa fatia retirada de uma massa grande arredondada. O queijo exalando aquela fumaça branca e flutuante. O queijo amarelo coberto de orégano com algumas azeitonas picadas sobre a fatia de pizza. (ta parecendo comercial de pizza. Hahahhahah).
Sabe, contemplar isso parece algo completamente sem graça para alguém que não sabe o que é a paixão, para alguém que não a sente na pele, mas felizmente algumas pessoas conseguem entender exatamente o que eu pretendia passar. O amor essa é a frase.
- O que foi? O André me perguntou.
- Estou te olhando.
- Tem algo errado comigo? Perguntou ele desconfiado.
- Eu já disse hoje que eu te amo? Ele me olhou com aquela carinha meiga e envergonhada de quem acaba de receber um elogio.
- Eu também te amo.
E assim terminamos de comer e após ele escovar os dentes e eu tirar a mesa e lavar a louça, fomos pra sala ver tv e ficar namorando um pouco antes de ele ter que sair pra trabalhar. Estava passando num canal o clip da musica “Song for the lonely – Cher”.
- Assiste esse dvd é muito show. Eu disse.
- Eu gosto dela também, as musicas são dançantes e com uma boa letra.
- Fora que ela é luxo, poderosa, maravilhosa e GAY.
- Hahahhaha só tu Fernando.
- É verdade olha o poder dessa mulher, ela tem quase 60 anos, da pra acreditar?
- É verdade, nisso tens razão.
- (vendo tv)
- Bom tenho que ir. Disse o Dé
- Aix, num quero i num... eu falei bem manhosinhu...
- Fica ai.
- Vou fica mesmo.
- Fica, assim você cuida do apto.
- Então ta.
- Beijos, não saio sem um bom beijo de aniversario.
- É? Só um beijo? Ahm?... comecei a passar a mão no pau dele.
- Fernando, agora não posso, deixa eu ir.
- Aixxxxxx.....
- À noite a gente se vê, eu passo na tua casa e te pego antes de vir pra casa.
- Ta te espero.
Ele colocando os pés pra fora de casa, desliguei a tv, coloquei uma musica e esperei o carro dele sair para ligar em seguida para a Liana. Ela estava vindo pra casa do Dé, enquanto isso eu fui passando uma vassoura na casa e dando uma ajeitada em tudo. Não que o André seja um bagunceiro, mas sabe como é né, homi, aixxxx... o mais Marinete. Hahahhahahha.
O interfone tocou, era a Liana. Fui abrir a porta e esperar essa loka subir.
- Oi.
- Oi.
- Trouxe tudo?
- Aham...
- Então ta.
- Pega as flores. Disse ela.
- Você pode me dizer onde encontrou essas rosas?
- Peguei emprestada!
- Liana?
- A ta, sabe a minha vizinha, ela tem um jardim cheio, ai ela não tava em casa, eu pulei o muro e peguei algumas.
- Só tu mesmo né, roubando rosas, coisa de sapatão mesmo né.
- E daí, ela é chata mesmo.
- Hahahahhaah...
Começamos a arrumar tudo. Arrumei o quarto, peguei um roupão e uma cueca branca para colocar no banheiro, pra ele não ter que entrar no quarto. A Liana me deu uma idéia, ela foi pra casa pegar um abajur que ela tem que é daqueles que roda um painel todo desenhado refletindo os desenhos na parede. O que ela trouxe um vermelho com rosa, cheio de corações, lindo. Bom no fim estava tudo arrumado, a salada que eu preparei estava pronta, era só dar uns últimos retoques, o arroz estava lavado e pronto para ser cozido.
Fui pra casa, isso já eram umas 18hs. O Dé sai sempre lá pelas 20hs. Nesse tempo eu tomei banho, me perfumei e me arrumei bem simples, bem fofinhu, arrumei uma mala para levar minhas coisas para a casa do Dé e fiquei esperando ele.
20hs ele buzina lá em casa, já tinha me ligado dizendo que buzinava, pois não queria entrar pra evitar brigas, bom já relatei aqui né. Fomos pra casa dele, conversando normalmente, apesar dos elogios que recebi, hahaahhaa...
Logo que entramos, ele avisou que iria tomar um banho, e eu disse pra ele ir direto no banheiro que a roupa dele estava lá, ele me olhou com um sorrisinho e perguntou o que eu estava aprontando, eu respondi que nada e sai para a cozinha. Enquanto ele tomava banho, coloquei o arroz cozinhar e fui ate o quarto ligar o abajur. Nossa fazia um efeito lindo no quarto, meia luz avermelhada e não ficava parecendo uma zona, era tudo suave, lindo e romântico.
Terminei a salada e comecei a arrumar a mesa, nisso o Dé terminou seu banho e veio ate mim com seu roupão branco e me abraça por trás me beijando.
- O Que o meu gatinho ta aprontando em?
- Nada não, só como hoje é seu niver, fiz uma coisinha pra você comer.
- Uhm... assim vou querer casar logo.
- Hehehehhehe... olha que eu quero em.
Jantamos e depois de tudo pronto, fomos para a sala onde eu já tinha deixado sobre o sofá o seu presente, um dvd do ColdPlay. Eu não estava mais agüentando olhar pra ele só de roupão e cuequinha, uix eu não via a hora de passar a mão naquele corpo e fazer ele suar muito.
- Isso aqui no sofá é pra mim?
- Deve ser, abre!
- uhm, (ele abrindo) puts que legal nando, não precisava, mas brigadão meu gato. e assim ganhei um puta beijo (morram de inveja... ) hahahahahhahahah...
Ele levantou e colocou o dvd a rodar, quando a primeira música começou a tocar o André veio até onde eu estava, eu permanecia sentado quando ele chegou estendeu a mão e me tirou para dançar (isso eu não esperava). Ele me abraçou, coloquei meus braços sobre seus ombros envolvendo seu pescoço, ele colocou suas mãos em minha cintura e desta forma iniciamos os primeiros paços, desajeitados, mas os primeiros.
Aos poucos a música e o clímax foram penetrando em nós e tomando conta do momento, meu rosto estava apoiado no ombro direito dele, o Dé aos poucos foi encostando e acarinhando minha face com a sua mão e com isso ele me despertou do transe que eu estava do momento e roubando-me um beijo, um beijo calmo, carinhoso, amoroso e sem deixar de ser excitante. Nossa sentir aquele homem colado em mim apenas de roupão e cueca, sentindo seu volume em minha cintura, beija-lo e olhar aqueles olhos faiscando de prazer, MY GOD!!!!!...
Naquele beijo eu sentia que esse era o meu homem, cada vez mais suas mão aos poucos e lentamente deslizando pelas minhas costas, cada momento, cada sensação que ele me despertava do mundo e sabia que ele era o meu homem. Beija-lo, toca-lo, respira-lo, senti-lo por inteiro, era como sentir a parte que me faltava, a ilusão do real, e do surreal, minha paixão, meu prazer, meu suor, minha pele, meu coração, meu pênis sentia-o como todo, tudo que faz parte de mim e dele. Nisso fomos nos beijando e eu o levei ate o quarto. O quarto estava lindo, sobre a cama a ceda vermelha e muitas pétalas de rosas... o quarto iluminado somente pelo abajur da liana.
Com esses beijos que fomos, aos poucos, nos despindo, ele tirou minha camisa, e beijou meu corpo todo, fez com que eu sentisse-o a cada toque de seus lábios em minha pele, beijando-me foi ajoelhando-se aos meus pés, tirou minha calça e pouse a beijar meu sexo, meu pênis, meu pau, minha carne de prazer, dando-me um prazer fora do normal, um tesão e um amor, uma paixão por ele, pelo meu namorado, que estava me amando no dia do seu aniversario. Quando ele levantou, coloquei-me a beija-lo com avidez, coloquei minhas mão em seu peito e deslizando-as por seu ombro, tirei seu roupão, eu tinha ali na minha frente colado a mim, apenas de cueca branca, o meu homem, o cara que me acarinhava, que me seduzia, me olhava, me amava estava ali na minha frente e eu podendo sentir tudo isso em seus beijos contínuos e molhados, as músicas do ColdPlay – fix you – square one – speed of soude – a massage – twisted logic - amsterdan – politik – in my place – god put a smile on your face – the scientist – clocks – dayligh – green eyes – warning sign – a whisper – a rush of bloond to the head. Nossa... trilha sonora completa. Embalavam nosso prazer, nosso momento, nosso só nosso. Ajoelhei-me e beijando sua barriga e suas coxas, comecei a beijar o sexo do Dé, a sentir o calor dentro de sua carne. Cara como eu amo esse cara. Passando minha face em seu pau, despindo seu órgão de sua cueca e podendo sentir seu membro na minha boca, comecei lambendo-o sentindo o odor, o sabor do meu homem, chupei com carinho, com toque, senti sua glande preencher minha boca, minha garganta, meu corpo. Sentir a sua potencia, sua virilidade, sua masculinidade, junto com seu amor, seu afeto, seu carinho, é fora do real, amar alguém de verdade e poder senti-la.
Ele me deitou em sua cama e ali permanece-mos para nos amar, ele enquanto dizia no meu ouvido que eu era o amor da sua vida, que ele sentia prazer comigo, que era em mim que ele deitava a cabeça todos os dias a noite e pensava, que ele parava no meio do dia para me ligar e apenas dizer te amo e desligar o telefone. Enquanto seus dedos adentravam minhas nádegas e seus dedos vorazes alisavam e acarinhavam meu anus, me pediam passagem para seu sexo. Eu não falava, eu somente respirava, sentia, via, era ele, seu corpo quente, sua boca úmida, leve, seus olhos que a cada olhar me faiscavam por dentro. Ele deitou-se sobre mim deixando-me de bruços, colocou seu membro na entradinha do meu cu, e foi penetrando-me como da primeira vez que eu me entreguei a ele, e entre gemidos e grunhidos de dor, ele me possuiu, cravou-me com seu membro rijo, com seu amor, eu estava sentindo o meu André me aquecendo por dentro, me machucando e cravando sua passagem por este caminho.
O Dé me possuiu, me amou por inteiro, me comeu me mando, não foi grosseiro nem foi parado, ele foi seduzindo-me, me fodendo com força, mas com delicadeza, seu pau me extremessia por dentro. Ele suspirava em meu ouvido e mostrava seu prazer e seu tesão enquanto me possuía freneticamente e intensamente a cada entrada e saída do seu pau no meu cuzinho. Seu suor escorria por sua face e misturando-se com nosso beijo, me fazia sentir o sabor do seu prazer.
- Nando eu te amo cara, que tesão que você me da meu anjo. Ahmmm cara eu te amo. Dizia ele em meu ouvido gemendo de prazer.
- me sente amor, sou seu presente de aniversario, me ama Dé.
Continuamos a nos amar, e eu sentindo cada milímetro de seu pau dentro de mim, estávamos sem camisinha, essa era a única vez que fizemos isso, queríamos nos sentir apenas uma vez, no amor, no sexo em tudo.
- Você é tão molhado amor, tão suave, tão quente, tão prazeroso Nando. Carinha como eu te amo.
- apenas sente Dé. E nós estávamos, eu queimava de amor, de prazer.
Naquela mesma posição ele me possuiu ate começar a se movimentar com rapidez e intensidade, ate gozar. Sem avisar, só deixou seu prazer explodir dentro de mim. Eu sentia seu sêmen deslizar dentro de mim, quente e vivo. Eu gozei sem tocar em meu pau. O auge é extremo, o André meu namorado meu amor meu homem estava me possuindo. O prazer é sem explicações, não se descreve, é apenas surreal. No som ja tinha acabado o cd do ColdPlay e trocando de cd tocava Norah Jones – what am i to you? Nossa aquela musica traduzia tudo o que eu sentia, eu ouvia a musica e olhava para o Dé. Cara como eu amava aquele guri, meu Deus. Logo tocou Norah Jones – Those sweet words. Falei ao Dé.
- obrigado pro você existir meu amor, cara eu te amo tanto Dé, te amo pra caramba cara, não sei mais viver sem você. Ele me olhou nos olhos, afagou minha face e enxugando meu suor ele me disse .
- Nando, você é meu cara, eu que tenho que agradecer de ter você pra mim carinha, cara eu te amo, Fernando põe na tua cabeça guri, eu te amo.eu quase tive um treco quando ele me disse isso, poxa gente, ter alguém no nosso meio já é difícil, imagina amar alguém e ouvir essas coisas da pessoa que você ama é tudo de bom.
Transamos três vezes esta noite, seguidas... o prazer é indescritível... Assim adormecemos, acordei no outro dia, um sol lindo, e o Dé estava ali do meu lado peladinho, dormindo feito um anjo, que coisa mais linda, fui beijar seu rosto, seus lábios e ele acordou.
- Bom dia meu anjinhu, falei susurrando em seu ouvido.
- bom dia meu gatinho. Nossa como eu dormi bem. Falou ele se espreguiçando na cama.
- Dormiu bem? Perguntou ele.
- Você ainda pergunta? Respondi com aquele sorriso no rosto.
- Obrigado pela noite, eu te amo Fernando. Disse ele olhando no fundo dos meus olhos.
- Você merece muito mais. Respondi dando um beijinho nele. Aiiiiieeeeeeeee... deixa eu vibrar em pouco. Hahahhahaha.
- Bom deixa eu tomar um banho.
Falou levantando-se e indo ate o banheiro, peladinhu, aquele corpo todo maravilhoso e aquele bundinha virada pra mim... ai que homem era aquele, agradeci a Deus por ele ter me arranjado o Dé.
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
O Irmão Esportista XXI – Volta pra casa
O Irmão Esportista XXI – Volta pra casa.
Chegando em casa pela manha, após o medico me dar alta. Quem foi me buscar foi meu pai, estava chegando à hora de conversar com minha mãe, puts tava com muito medo cara, de ouvir tudo aquilo de novo, de ela não me aceitar, de tudo cara, foda...
- Pai, to com medo.
- Medo de que Fernando?
- Da mãe.
- Fica tranqüilo. Nisso estávamos indo pra casa de carro.
Logo que cheguei, eram umas 9:35 da manha, minha mãe estava na cozinha. Abrimos a porta e entramos, quando o pai fechou a porta ela apareceu, meu corpo gelou, subiu aquele arrepio pela espinha gelando tudo...
- Tudo bem meu filho? Ela disse calma.
- Tu...do sim... mãe. Falei tremulo.
- Se você fizer isso de novo Fernando eu te bato garoto, acha que pode deixar a gente preocupada assim. Disse ela como se nada tivesse acontecido.
- Pode deixar mãe. Hahahahhahahha... e comecei a rir, nunca esperava uma reação dessas da minha mãe.
- Ta rindo de que Fernando? Perguntou ela.
- Nada mãe esquece.
- Bom, vamos pro quarto que o senhor tem que repousar. Disse meu pai.
- A pai que saco, não aquento mais fica de cama.
- Olha... disse minha mãe.
Bem e assim foi meu dia, no quarto sem fazer nada, na verdade li uns livros pra faculdade, mentira, só enrolei, odeio ler livro obrigado. Minha mãe me tratou normal, e eu nem tentei puxar o assunto, deixei como estava, não estava mais em condições psicológicas pra discutir com ela.
A tarde resolvi bancar o esperto e liguei pro mano.
- Manu.
- Fala pirralho?
- É que... coff... cofffff... (fingindo).
- Tais bem Nando? Perguntou o mano preocupado.
- To sim, não é nada, Coffff... olha só, aluga uns filmes pra mim ver?
- Ok eu alugo, quando sair do trabalho eu alugo e te levo, depois eu vou correr.
- Ta eu quero, As Panteras II, A espera de um milagre e o musical da Cher que a liana me indicou, The Farewell Tour, é todo rosa e só tem a cara dela na frente.
- Ok, vai querer pipoca também, refrigerante?
- Não obrigado...
- Tchal.
- Xau. Hahahahahhahahha vitimaaaaaa.... essa é a minha psicologia, hahahahaha o mais...
Final da tarde o manu chega em casa com os dvds, vai ate o quarto e me entrega, troca de roupa e sai pra correr. Eu liguei o dvd e comecei a ver a espera de um milagre, aix choreiiiii... hahahahahhaah... puts muito lindo o filme, na hora que ele ta com as meninas no colo chorando, nossa... muito bom o filme. Indico mesmo. Quando tava na cozinha pegando uma maça pra comer o telefone toca, atendo e adivinha quem era?
- bixaaaaa...
- o que foi sua loka?
- Pq não foi pra aula? Ta dando ataque agora.
- Cala boca.
- To indo ai.
- Vem.
Ela literalmente não bate bem da cabeça... voltei pro quarto, coloquei o meu cd do Armandinho e fiquei ouvindo.... ate a musica que o mano curte, Bomba netuno... “O netuno o mande pra mim a onda mais linda e perfeita do mar, se vc não quiser trazer para mim, vou ter que pedir pra iemanjá, é que netuno saiu de férias pra onde ele foi viajar, foi pra escondido, Peru, Costa rica, Noronha, Maldivas ou pro Panamá, netuno ultimamente tem andado numa boa foi para Indonésia tirar férias COM A PATROA O MAR DESSE VERÃO ATE PARECE UMA LAGOA, DEIXEI A PRANCHA EM CASA E TO LEVANDO UMA CANOA... BOMBA NETUNOO MANDA UMA BOA PRA MIM... BOMBA NETU...” (o manu e a lia entram no quarto cantando tb).
- Dae meu gatu... disse a lia enquanto me abraçava.
- Oiieeee....
- E ai ta melhor?
- Você já sabe?
- Seu irmão me falou. Olhei pra ele, ele levantou as sobrancelhas e foi tomar banho.
- É to bem... e assim ficamos tricotando sobre isso. Ate começar mais uma música que eu e a lia amamos.
- A MELANCOLIA DAS ONDAS QUEBRANDO SOZINHA SEM VC, LEMBRANDO TEU BEIJO SALGADO E PEDINDO UM ABRAÇO PRA AQUECER, POR DO SOL VAI LEMBRAR VOCÊ... (os dois cantando)
- Hahahahhahahahhahah the best of the best....
- Hhahahhahahahahhahahahhahahahha.... bezuuuuuu e la veio ela.
- Ui socorro uma rachada me atacando... hahahahhaah
- Bixaaaaa....
- Haahhahahhahhahahahahhahahah....
- Vocês dois, vamos assistir algum DVD?
- Vamos, o da Cher! Afirmei.
- Não quero ver o filme. Disse meu irmão.
- Eu já vi.
- Ta ta coloca ai.
Deitamos e ficamos ali assistindo, eu e a liana na cama do manu e ele na minha. Cara que show é aquele? Na hora que ela canta Song For the Lonely eu pulava na cama, e as letras? Puts de mais. Muito, muito bom. Adorei quando ela chamou a Britney Spears de vaca, hahhahahahhah. A Liana adora a Britney e fico puta, eu me afinava da cara dela. Outra, o que é aquele bailarino com barba no queixo, MEU PAI, puts lindoooooooooo, puts. Começou a canção All Or Nothing, ai eles tudo dançando com aquelas roupas linda.
- Meu Deus olha esse bailarino atrás dela, com o cavanhaque de três risquinhos, que lindo, nossa... dizem que bailarino fode bem, esse ai deve se tudo, my godddd...
- Prefiro aquela loira ali oh, linda... (liana)
- E tu mano?
- O moreninho, olha a cara de safadinho, deve da implorando pra vc mete mais.
- Ta né. Disse a liana.
Puts cara o show é de mais, Dark Lady eu amei, e quando eles dançam Take me home, que ficam se esfregando hahhahahha, sem comentários. E aquela musica tema de um filme dela, acho que é After All, nossa que letra tudo, ficava pensando no Dé, aixxxx... e pra finaliza a trilogia tuuddooooo, Strong Enough, If I could turn back time e Believe... ela descendo no lustre só mexendo o cabelinho vermelho luxooooo. E as letras, numa ela manda o cara embora e diz que é forte o bastante pra viver sozinha, depois se arrepende e diz que quer voltar no tempo pra retirar o que disse e depois o cara não volta e ela pergunta, “vc acredita em vida após o amor? LUXOOOO... acho que já contei o dvd todo, mas olha vale mesmo a pena assistir, muito bom.
- Bom eu vou pra casa que já ta tarde. Disse a Lia.
- Eu te levo, posso pegar o carro mano?
- A chave ta no mural.
- Ok, vamos.
- Vamos.
Quando voltei o mano já estava deitado na sua cama, eu tirei a roupa e me deitei também. Ficou aquele silencio sabe, quando eu tava quase dormindo o mano começa.
- Nando?
- Ummm...
- Nando!
- Que foi saco, deixa eu dormir.
- Sabe o que eu queria?
- Quero, quer dizer!
- Quero e muito.
- O que é? Respondi.
- Não imagina
- Num
- O piu piu du Manu ta doidão, dai eu queria pedi ajuda sua?
- E...?
- Vc ajuda?
- Olha só, pus a cabeça pra fora, olha ai.
- Uhm, é então...
Eu estava deitadinhu na cama, tirei minha cueca e fiquei peladinhu, com uma perna dobrada, olhando pra ele só de samba canção, com o pau duraço, me olhando com aquela carinha de safado, dai eu levantei uma mão e com o dedo indicador gesticulei movimentando-o chamando o manu, ai ele veio ate a minha cama e subiu colocando suas mãos nas minhas pernas e veio engatinhando, esfregando as mãos nelas, abaixando-se ele colou seu corpo ao meu fazendo com que seu peito tb tocasse minhas pernas. Sempre me olhando, ate ele chegar com suas mãos na minha virilha, ele parou, me olhou, olhou pro meu pau e me deixando bem surpreso e louco de prazer, o mano começou a me chupar. Pela primeira vez, ele pegou no meu pau e ficou batendo uma punheta lentamente enquanto lambia minhas bolas. Logo após ele apertou minhas coxas e levantou-as um pouco deixando meu cusinho todo a sua disposição, ele foi chupando minhas bolas, descendo as vezes e dando umas lambidas, daquelas com a língua toda pra fora bem larga, me molhando todinhu e me arrepiando ate a espinha.
Ele voltou a baixar minhas pernas, com suas mãos em minha cintura o mano me chupava mais um pouco, eu pegava na cabeça dele segurando pela nuca e metendo com força fazendo ele se engasgar. O Rodrigo parava, me olhava e dava aquele sorrisinho safado eu ia ao delírio. Ele ia me beijando ate o umbigo, me beijava, lambia e mordia. continuava a subir ate chegar em meus mamilos, seu corpo todo colado no meu, aquele calor gostoso, aquela pele morena que começava a ficar úmida de suor, e seu pelos que me arranhavam pois ele tinha depilado o peito e estes estavam começando a crescer. O Rodrigo lambia muito, passa a pontinha de sua língua, mordia e beijava meus mamilos. Quando ele parou, me olhou e veio ate minha boca me beijando, seu pau colado no meu e ele começou a fazer movimentos como se tivesse me fodendo. Veio ate meu ouvido e disse bem baixinhu:
- Te amo
- Também te amo. Respondi.
- Você vai dar esse rabinho pra mim hoje
- Você já sabe que ele é todo seu.
- É né sua putinha, gosta de dar esse rabinho pro seu irmão né?
- E eu adoro, muito meu mano.
Ele sentou na cama e ficou escorado, sentado sobre seus pés jogando o corpo para trás e se escorando com nos braços atrás do corpo. Eu já estava lambendo aquele corpo e sentindo aqueles pelos raspando minha língua me deixando ardido e excitado. Quando cheguei no meu desejo chupei como nunca, colocava tanto que dava em minha boca e tirava deixando bem babado, cuspia nele e deixava aquele mastro bem lambuzado (adoro chupar assim). O manu me pegou pelo pescoço, levantou meu rosto e mandou eu abrir a boca, fazendo isso ele cuspiu em minha boca me pegando pelos cabelos e forçando minha chupada. Quando voltei a chupar por minha conta, segurava todo aquele mastro bem na base e o passava pela boca só para deixá-lo cheio de saliva bem molhadinhu, olhando pro manu me afasto de seu pau e digo - cospe nele vai. O Rodrigo deixa cair aquele cuspe sobre seu pau e eu vou lá e chupo ele mais forte ainda, segurando na base ate a cabecinha na boca, fico chupando passando a língua e raspando os dentes. Depois chupei ele normalmente tirava da boca e ficava batendo com ele na minha cara, segurando ele com os dedos, só a cabeça e ficava punhetando só a cabeça bem rápido.
- Issu sua puta vai que ta vindo seu gozo
- Goza na minha boquinha vai.
- Isso viadinho, pede leite pede, que eu vou goza na sua cara, vai porra.
Não demorou muito e o Rodrigo começou a gemer e socar uma punheta gostosa, eu deitado na cama meio de lado batia uma punheta pra mim. Quando ele deu um gemido mais forte e mandou eu abrir a boca ele gozou, tudo na minha boca. Nem coloque a língua pra fora nada, só sentia ela se enchendo de porra, cara adoro isso, puts... com a boca cheia de porra e chupando o pau do manu gozei rapidamente sujando toda a minha cama.
- Ahmmmm que delicia cara, ahmmmm uuuuuuffffffff.... (ele gemia e suspirava quando colocava sua glande em minha boca cheia de porra)
- Delicia, nossa, tava com saudades disso. Falei.
- E eu não conta?
- Deixa eu me lavar.
- Vamos.
Durante o banho o mano me pergunta.
- Estava com saudades de vc, e vc estava com saudades do manão aqui?
- Aham.
- Você curte mesmo o André né?
- Aham.
- Vou me secar e dormir.
Nisso ele saiu do Box, se secou e foi deitar. Eu fiquei no chuveiro pensando o porque daquelas perguntas, ta eu sei que era ciúme, mais pela cara que ele fez tinha quase certeza que não era só isso. Será que ele e o Gui brigaram de novo? Ah esses dois. Fui deitar também e liguei pro Dé pra dar boa noite.
- Oi... ele atendeu.
- Oi mor.
- Sim não ta dormindo ainda pq? Ele perguntou.
- Porque só vou dormir depois de desejar que você tenha uma ótima noite, que sonhe comigo e que Deus te abençoe.
- Uhm, pra você também meu gatinhu.
- DA PRA DESLIGAR A PORRA DESSE CELULAR QUE EU QUERO DORMIR! Gritou o Rodrigo.
- Não torra ta Rodrigo. Eu respondi.
- Bom é melhor desligarmos, não quero que você brigue com ele. Disse o André.
- Boa noite então.
- Amanha conversamos.
- Ok. Te amo.
- Também te amo.
Viu era ciúmes, mas por que isso agora, bom se bem conheço o Rodrigo ele não deve estar muito bem com o Guilherme não. Tenho uma raiva disso, quando trás os problemas da rua pra casa e desconta nos outros, só imagino os filhos dele o quanto vão sofrer. Hahahahahha.
Bom mais um dia, mais uma vez pra faculdade e tentando voltar ao normal. A Liana não me largou, e acabei comentando com ela sobre o Rodrigo, e o pior é que ela me disse que viu o mano no shopping com uma menina, e que ela já tinha visto eles juntos outras vezes, ela não me falou nada na noite passada porque ele estava lá e ele não tinha visto ela no shopping.
- Bom agora não sei mais nada.
- Nem te estressa, e o André? Aix a gente podia ir no apto. dele incomoda um pouco né.
- Ahm jura que eu vou pro apto. do meu gato e quero vc lá, hahahhahahhahah sonha bem.
- Cala boca ta, você da pra ele quando eu sair, uix essas beshas que só querem queima a rosca, cruzis.
- Nem vou comentar nada.
- É bom mesmo.
- Aiiiiiiii me empresta 1 real? Me pediu ela.
- Não.
- Cala boca e me da logo, olha que doce mais lindo.
- Ai nem vou fala nada, ó pega.
- Brigado amor.
- Ta né! Mereço isso? Olha, só eu mesmo.
- Aiiii delicia vou ter orgasmos múltiplos uhnnnnnn...
- Cala boca.
- Nando olha ali, ali óoooo... ela apontou pro lado.
- O gato da Fisioterapia.
- Ai nem posso olhar, por favor, Deus da minha vida.
- Eu ainda quero saber pq ele te encara. Disse a liana.
- Gay ele não é, lutador de jiu-jitsu e ta sempre com mulher atrás dele, eu acho que ele já sacou que eu sou gay e encaro ele.
- Uhm, bom isso não é difícil né, você é uma travesti mesmo.
- Cala boca o caminhoneira.
- Ele é lindo mesmo nando, nossa, se ele te desse bola tu traia o André?
- Com ele sim, só com ele, sei lá ele mexe comigo, sexualmente. Sei lá. Tesão.
- Uiiii já ta de pé, uiiiiiiii, deixa eu sai de perto.
- Não ta não, que pega pra ver?
- Não obrigado.
Quando volto pra casa ao meio dia, encontro minha mãe e meu pai na cozinha já sentados nós esperando para almoçar. Foi diferente sabe, chegar em casa e sentar a mesa com meus pais, sabendo que quem sentou ali pela primeira vez de verdade, era o Fernando, filho deles que é gay e não tem mais que mentir foi esquisito mais muito bom.
Não demorou muito para meu irmão chegar, mas ele passou voando para o quarto, e nem ouviu quando minha mãe o chamou para comer. Será que a coisa com o Gui foi feia mesmo? Ah que se dane, eu vou comer, pensei.
Porque o Rodrigo esta assim brabo.... só no próximo... hahahhhahahha
Chegando em casa pela manha, após o medico me dar alta. Quem foi me buscar foi meu pai, estava chegando à hora de conversar com minha mãe, puts tava com muito medo cara, de ouvir tudo aquilo de novo, de ela não me aceitar, de tudo cara, foda...
- Pai, to com medo.
- Medo de que Fernando?
- Da mãe.
- Fica tranqüilo. Nisso estávamos indo pra casa de carro.
Logo que cheguei, eram umas 9:35 da manha, minha mãe estava na cozinha. Abrimos a porta e entramos, quando o pai fechou a porta ela apareceu, meu corpo gelou, subiu aquele arrepio pela espinha gelando tudo...
- Tudo bem meu filho? Ela disse calma.
- Tu...do sim... mãe. Falei tremulo.
- Se você fizer isso de novo Fernando eu te bato garoto, acha que pode deixar a gente preocupada assim. Disse ela como se nada tivesse acontecido.
- Pode deixar mãe. Hahahahhahahha... e comecei a rir, nunca esperava uma reação dessas da minha mãe.
- Ta rindo de que Fernando? Perguntou ela.
- Nada mãe esquece.
- Bom, vamos pro quarto que o senhor tem que repousar. Disse meu pai.
- A pai que saco, não aquento mais fica de cama.
- Olha... disse minha mãe.
Bem e assim foi meu dia, no quarto sem fazer nada, na verdade li uns livros pra faculdade, mentira, só enrolei, odeio ler livro obrigado. Minha mãe me tratou normal, e eu nem tentei puxar o assunto, deixei como estava, não estava mais em condições psicológicas pra discutir com ela.
A tarde resolvi bancar o esperto e liguei pro mano.
- Manu.
- Fala pirralho?
- É que... coff... cofffff... (fingindo).
- Tais bem Nando? Perguntou o mano preocupado.
- To sim, não é nada, Coffff... olha só, aluga uns filmes pra mim ver?
- Ok eu alugo, quando sair do trabalho eu alugo e te levo, depois eu vou correr.
- Ta eu quero, As Panteras II, A espera de um milagre e o musical da Cher que a liana me indicou, The Farewell Tour, é todo rosa e só tem a cara dela na frente.
- Ok, vai querer pipoca também, refrigerante?
- Não obrigado...
- Tchal.
- Xau. Hahahahahhahahha vitimaaaaaa.... essa é a minha psicologia, hahahahaha o mais...
Final da tarde o manu chega em casa com os dvds, vai ate o quarto e me entrega, troca de roupa e sai pra correr. Eu liguei o dvd e comecei a ver a espera de um milagre, aix choreiiiii... hahahahahhaah... puts muito lindo o filme, na hora que ele ta com as meninas no colo chorando, nossa... muito bom o filme. Indico mesmo. Quando tava na cozinha pegando uma maça pra comer o telefone toca, atendo e adivinha quem era?
- bixaaaaa...
- o que foi sua loka?
- Pq não foi pra aula? Ta dando ataque agora.
- Cala boca.
- To indo ai.
- Vem.
Ela literalmente não bate bem da cabeça... voltei pro quarto, coloquei o meu cd do Armandinho e fiquei ouvindo.... ate a musica que o mano curte, Bomba netuno... “O netuno o mande pra mim a onda mais linda e perfeita do mar, se vc não quiser trazer para mim, vou ter que pedir pra iemanjá, é que netuno saiu de férias pra onde ele foi viajar, foi pra escondido, Peru, Costa rica, Noronha, Maldivas ou pro Panamá, netuno ultimamente tem andado numa boa foi para Indonésia tirar férias COM A PATROA O MAR DESSE VERÃO ATE PARECE UMA LAGOA, DEIXEI A PRANCHA EM CASA E TO LEVANDO UMA CANOA... BOMBA NETUNOO MANDA UMA BOA PRA MIM... BOMBA NETU...” (o manu e a lia entram no quarto cantando tb).
- Dae meu gatu... disse a lia enquanto me abraçava.
- Oiieeee....
- E ai ta melhor?
- Você já sabe?
- Seu irmão me falou. Olhei pra ele, ele levantou as sobrancelhas e foi tomar banho.
- É to bem... e assim ficamos tricotando sobre isso. Ate começar mais uma música que eu e a lia amamos.
- A MELANCOLIA DAS ONDAS QUEBRANDO SOZINHA SEM VC, LEMBRANDO TEU BEIJO SALGADO E PEDINDO UM ABRAÇO PRA AQUECER, POR DO SOL VAI LEMBRAR VOCÊ... (os dois cantando)
- Hahahahhahahahhahah the best of the best....
- Hhahahhahahahahhahahahhahahahha.... bezuuuuuu e la veio ela.
- Ui socorro uma rachada me atacando... hahahahhaah
- Bixaaaaa....
- Haahhahahhahhahahahahhahahah....
- Vocês dois, vamos assistir algum DVD?
- Vamos, o da Cher! Afirmei.
- Não quero ver o filme. Disse meu irmão.
- Eu já vi.
- Ta ta coloca ai.
Deitamos e ficamos ali assistindo, eu e a liana na cama do manu e ele na minha. Cara que show é aquele? Na hora que ela canta Song For the Lonely eu pulava na cama, e as letras? Puts de mais. Muito, muito bom. Adorei quando ela chamou a Britney Spears de vaca, hahhahahahhah. A Liana adora a Britney e fico puta, eu me afinava da cara dela. Outra, o que é aquele bailarino com barba no queixo, MEU PAI, puts lindoooooooooo, puts. Começou a canção All Or Nothing, ai eles tudo dançando com aquelas roupas linda.
- Meu Deus olha esse bailarino atrás dela, com o cavanhaque de três risquinhos, que lindo, nossa... dizem que bailarino fode bem, esse ai deve se tudo, my godddd...
- Prefiro aquela loira ali oh, linda... (liana)
- E tu mano?
- O moreninho, olha a cara de safadinho, deve da implorando pra vc mete mais.
- Ta né. Disse a liana.
Puts cara o show é de mais, Dark Lady eu amei, e quando eles dançam Take me home, que ficam se esfregando hahhahahha, sem comentários. E aquela musica tema de um filme dela, acho que é After All, nossa que letra tudo, ficava pensando no Dé, aixxxx... e pra finaliza a trilogia tuuddooooo, Strong Enough, If I could turn back time e Believe... ela descendo no lustre só mexendo o cabelinho vermelho luxooooo. E as letras, numa ela manda o cara embora e diz que é forte o bastante pra viver sozinha, depois se arrepende e diz que quer voltar no tempo pra retirar o que disse e depois o cara não volta e ela pergunta, “vc acredita em vida após o amor? LUXOOOO... acho que já contei o dvd todo, mas olha vale mesmo a pena assistir, muito bom.
- Bom eu vou pra casa que já ta tarde. Disse a Lia.
- Eu te levo, posso pegar o carro mano?
- A chave ta no mural.
- Ok, vamos.
- Vamos.
Quando voltei o mano já estava deitado na sua cama, eu tirei a roupa e me deitei também. Ficou aquele silencio sabe, quando eu tava quase dormindo o mano começa.
- Nando?
- Ummm...
- Nando!
- Que foi saco, deixa eu dormir.
- Sabe o que eu queria?
- Quero, quer dizer!
- Quero e muito.
- O que é? Respondi.
- Não imagina
- Num
- O piu piu du Manu ta doidão, dai eu queria pedi ajuda sua?
- E...?
- Vc ajuda?
- Olha só, pus a cabeça pra fora, olha ai.
- Uhm, é então...
Eu estava deitadinhu na cama, tirei minha cueca e fiquei peladinhu, com uma perna dobrada, olhando pra ele só de samba canção, com o pau duraço, me olhando com aquela carinha de safado, dai eu levantei uma mão e com o dedo indicador gesticulei movimentando-o chamando o manu, ai ele veio ate a minha cama e subiu colocando suas mãos nas minhas pernas e veio engatinhando, esfregando as mãos nelas, abaixando-se ele colou seu corpo ao meu fazendo com que seu peito tb tocasse minhas pernas. Sempre me olhando, ate ele chegar com suas mãos na minha virilha, ele parou, me olhou, olhou pro meu pau e me deixando bem surpreso e louco de prazer, o mano começou a me chupar. Pela primeira vez, ele pegou no meu pau e ficou batendo uma punheta lentamente enquanto lambia minhas bolas. Logo após ele apertou minhas coxas e levantou-as um pouco deixando meu cusinho todo a sua disposição, ele foi chupando minhas bolas, descendo as vezes e dando umas lambidas, daquelas com a língua toda pra fora bem larga, me molhando todinhu e me arrepiando ate a espinha.
Ele voltou a baixar minhas pernas, com suas mãos em minha cintura o mano me chupava mais um pouco, eu pegava na cabeça dele segurando pela nuca e metendo com força fazendo ele se engasgar. O Rodrigo parava, me olhava e dava aquele sorrisinho safado eu ia ao delírio. Ele ia me beijando ate o umbigo, me beijava, lambia e mordia. continuava a subir ate chegar em meus mamilos, seu corpo todo colado no meu, aquele calor gostoso, aquela pele morena que começava a ficar úmida de suor, e seu pelos que me arranhavam pois ele tinha depilado o peito e estes estavam começando a crescer. O Rodrigo lambia muito, passa a pontinha de sua língua, mordia e beijava meus mamilos. Quando ele parou, me olhou e veio ate minha boca me beijando, seu pau colado no meu e ele começou a fazer movimentos como se tivesse me fodendo. Veio ate meu ouvido e disse bem baixinhu:
- Te amo
- Também te amo. Respondi.
- Você vai dar esse rabinho pra mim hoje
- Você já sabe que ele é todo seu.
- É né sua putinha, gosta de dar esse rabinho pro seu irmão né?
- E eu adoro, muito meu mano.
Ele sentou na cama e ficou escorado, sentado sobre seus pés jogando o corpo para trás e se escorando com nos braços atrás do corpo. Eu já estava lambendo aquele corpo e sentindo aqueles pelos raspando minha língua me deixando ardido e excitado. Quando cheguei no meu desejo chupei como nunca, colocava tanto que dava em minha boca e tirava deixando bem babado, cuspia nele e deixava aquele mastro bem lambuzado (adoro chupar assim). O manu me pegou pelo pescoço, levantou meu rosto e mandou eu abrir a boca, fazendo isso ele cuspiu em minha boca me pegando pelos cabelos e forçando minha chupada. Quando voltei a chupar por minha conta, segurava todo aquele mastro bem na base e o passava pela boca só para deixá-lo cheio de saliva bem molhadinhu, olhando pro manu me afasto de seu pau e digo - cospe nele vai. O Rodrigo deixa cair aquele cuspe sobre seu pau e eu vou lá e chupo ele mais forte ainda, segurando na base ate a cabecinha na boca, fico chupando passando a língua e raspando os dentes. Depois chupei ele normalmente tirava da boca e ficava batendo com ele na minha cara, segurando ele com os dedos, só a cabeça e ficava punhetando só a cabeça bem rápido.
- Issu sua puta vai que ta vindo seu gozo
- Goza na minha boquinha vai.
- Isso viadinho, pede leite pede, que eu vou goza na sua cara, vai porra.
Não demorou muito e o Rodrigo começou a gemer e socar uma punheta gostosa, eu deitado na cama meio de lado batia uma punheta pra mim. Quando ele deu um gemido mais forte e mandou eu abrir a boca ele gozou, tudo na minha boca. Nem coloque a língua pra fora nada, só sentia ela se enchendo de porra, cara adoro isso, puts... com a boca cheia de porra e chupando o pau do manu gozei rapidamente sujando toda a minha cama.
- Ahmmmm que delicia cara, ahmmmm uuuuuuffffffff.... (ele gemia e suspirava quando colocava sua glande em minha boca cheia de porra)
- Delicia, nossa, tava com saudades disso. Falei.
- E eu não conta?
- Deixa eu me lavar.
- Vamos.
Durante o banho o mano me pergunta.
- Estava com saudades de vc, e vc estava com saudades do manão aqui?
- Aham.
- Você curte mesmo o André né?
- Aham.
- Vou me secar e dormir.
Nisso ele saiu do Box, se secou e foi deitar. Eu fiquei no chuveiro pensando o porque daquelas perguntas, ta eu sei que era ciúme, mais pela cara que ele fez tinha quase certeza que não era só isso. Será que ele e o Gui brigaram de novo? Ah esses dois. Fui deitar também e liguei pro Dé pra dar boa noite.
- Oi... ele atendeu.
- Oi mor.
- Sim não ta dormindo ainda pq? Ele perguntou.
- Porque só vou dormir depois de desejar que você tenha uma ótima noite, que sonhe comigo e que Deus te abençoe.
- Uhm, pra você também meu gatinhu.
- DA PRA DESLIGAR A PORRA DESSE CELULAR QUE EU QUERO DORMIR! Gritou o Rodrigo.
- Não torra ta Rodrigo. Eu respondi.
- Bom é melhor desligarmos, não quero que você brigue com ele. Disse o André.
- Boa noite então.
- Amanha conversamos.
- Ok. Te amo.
- Também te amo.
Viu era ciúmes, mas por que isso agora, bom se bem conheço o Rodrigo ele não deve estar muito bem com o Guilherme não. Tenho uma raiva disso, quando trás os problemas da rua pra casa e desconta nos outros, só imagino os filhos dele o quanto vão sofrer. Hahahahahha.
Bom mais um dia, mais uma vez pra faculdade e tentando voltar ao normal. A Liana não me largou, e acabei comentando com ela sobre o Rodrigo, e o pior é que ela me disse que viu o mano no shopping com uma menina, e que ela já tinha visto eles juntos outras vezes, ela não me falou nada na noite passada porque ele estava lá e ele não tinha visto ela no shopping.
- Bom agora não sei mais nada.
- Nem te estressa, e o André? Aix a gente podia ir no apto. dele incomoda um pouco né.
- Ahm jura que eu vou pro apto. do meu gato e quero vc lá, hahahhahahhahah sonha bem.
- Cala boca ta, você da pra ele quando eu sair, uix essas beshas que só querem queima a rosca, cruzis.
- Nem vou comentar nada.
- É bom mesmo.
- Aiiiiiiii me empresta 1 real? Me pediu ela.
- Não.
- Cala boca e me da logo, olha que doce mais lindo.
- Ai nem vou fala nada, ó pega.
- Brigado amor.
- Ta né! Mereço isso? Olha, só eu mesmo.
- Aiiii delicia vou ter orgasmos múltiplos uhnnnnnn...
- Cala boca.
- Nando olha ali, ali óoooo... ela apontou pro lado.
- O gato da Fisioterapia.
- Ai nem posso olhar, por favor, Deus da minha vida.
- Eu ainda quero saber pq ele te encara. Disse a liana.
- Gay ele não é, lutador de jiu-jitsu e ta sempre com mulher atrás dele, eu acho que ele já sacou que eu sou gay e encaro ele.
- Uhm, bom isso não é difícil né, você é uma travesti mesmo.
- Cala boca o caminhoneira.
- Ele é lindo mesmo nando, nossa, se ele te desse bola tu traia o André?
- Com ele sim, só com ele, sei lá ele mexe comigo, sexualmente. Sei lá. Tesão.
- Uiiii já ta de pé, uiiiiiiii, deixa eu sai de perto.
- Não ta não, que pega pra ver?
- Não obrigado.
Quando volto pra casa ao meio dia, encontro minha mãe e meu pai na cozinha já sentados nós esperando para almoçar. Foi diferente sabe, chegar em casa e sentar a mesa com meus pais, sabendo que quem sentou ali pela primeira vez de verdade, era o Fernando, filho deles que é gay e não tem mais que mentir foi esquisito mais muito bom.
Não demorou muito para meu irmão chegar, mas ele passou voando para o quarto, e nem ouviu quando minha mãe o chamou para comer. Será que a coisa com o Gui foi feia mesmo? Ah que se dane, eu vou comer, pensei.
Porque o Rodrigo esta assim brabo.... só no próximo... hahahhhahahha
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Camisinha
Descobertas
O Irmão Esportista XX - Descobertas
Como terminei no conto anterior, estranhei muito a atitude de meu pai, ele sempre foi super carinhoso comigo, e agora me ignorou daquele jeito, mas como disse, eu estava muito cansado para pensar nisso e acabei indo me deitar. Na cama ainda rezei e pedi a Deus proteção, que iluminasse meus paços, agradeci por ser tão amado e ter uma família tão especial.
Acordei umas 11:20 da manhã, estava dormindo somente eu e o mano, o resto já tinha levantado. Depois de ir ao banheiro e cuidar de minha higiene pessoal, fui ate a cozinha para comer alguma coisa, onde encontrei o Dé.
- Bom dia. Eu disse.
- Bom dia Fernando. Disse ele frio.
- O que aconteceu? Falei baixo.
- Não sei mas seu pai esta estranho, ele não falou comigo.
- Aix, espera. Me levantei e fui ate a área onde meu pai estava sentado. Pude reparar que o carro do tio César não estava mais, já deviam ter ido.
- Bom dia pai. Fui ate meu pai para beijá-lo e ele virou o rosto.
- O que foi? Aconteceu algo pai? Perguntei preocupado.
- ENTRA. Foi a única coisa que ele me disse entrando na cozinha sem olhar pra mim. Eu entrei né.
- Pai o que esta acontecendo? Insisti.
- Vai no quarto e chama seu irmão. Rápido! Falou ele brabo.
Fui ate o quarto e acordei o Rodrigo.
- Mano, acorda cara.
- O que foi Fernando, vai te fude. Disse ele.
- O pai cara, esta te chamando, ele ta brabo não fala com ninguém, to com medo.
- O que tu apronto agora seu pirralho? Disse ele levantando e colocando o shorts.
- Não... sei... já falei segurando meu choro.
E assim fomos ate a cozinha onde o Dé estava sentando na mesa parado. Meu pai andando na cozinha. Minha mãe também estava preocupada.
- Fala home de Deus o que você tem? Ele nem dava bola. Entrarmos na cozinha.
- Bom agora que está todo mundo aqui.
- O que esta acontecendo pai. Pergunto o Rodrigo com a cara toda amassada.
- Não tem nada com você Rodrigo, é com o Fernando. Nossa eu gelei.
- O que tem eu pai?
- Eu que te pergunto Fernando! Não tens nada pra contar a sua família? Disse ele me olhando muito mais muito serio.
- N... ao,... pai.... eu engolindo a seco.
- Tem certeza?
- Tenho...
- E você André, não tem nada pra contar? Disse meu pai olhando o André que estava com uma cara de serio também... mas cara quando ele disse isso, eu juro que comecei a chora, olhei pro mano e ele estava me olhando preocupado.
- Não senhor Rômulo.
- Vocês pensam que eu sou idiota? Ahm? Ele falava e olhava pra mim e pro Dé.
- Pai.... eu disse.
- Tudo bem eu refresco a memória de vocês... hoje eu acordei cedo e fui pescar, e sabe o que eu vi na beira mar? Ahm?
Cara eu queria morrer, meu pai viu a gente na beira mar, meu Deus, cara eu desabei no choro, meu irmão ficou muito preocupado, pois eu poderia me ferrar, bom o André ficou do jeito que estava, olhando serio pro meu pai.
- Há quanto tempo vocês estão juntos? Disse ele, olhando pra gente.
- P...aiiii...
- Responde Fernando.
- Quatro meses. Disse o André.
- Quatro meses? Fernando olha pra mim. Disse meu pai, Eu chorava, cara eu já estava soluçando.
- O que esta acontecendo? Disse minha mãe.
- Simples Ana, seu casula namora o André, ele é gay.
- Fernando... minha mãe começou a chorar também, ai eu desabei de vez, ela pôs a mão na boca e ficou espantada.
- Pai se acalma, disse o mano.
- Seu cretino, o que você esta fazendo com o meu menino? Vou chamar a policia. Minha mãe partiu pra cima do André que tentou se esquivar.
- Para mãe. Eu berrei, pela primeira vez eu estava falando. Ela parou e me olhou.
- Para mãe por favor, o André não tem culpa, eu que quis ficar com ele, nada disso estaria acontecendo se eu não quisesse, para m...ã... e...
- Vem comigo mãe. Disse o Rodrigo indo ate minha mãe e fazendo ela sentar numa cadeira.
Silêncio.
- André? Chamou meu pai.
- Fale seu Rômulo. Respondeu o Dé educadamente.
- O que tu que exatamente com o meu filho? Nossa eu congelei mais do que já estava, tinha medo do pai querer bater no André, ele podia me bater, mas não no meu Dé.
- Sinceramente seu Rômulo?
- Sim.
- Eu amo seu filho, e o respeito muito, quero construir uma vida ao lado dele, o seu menino sempre foi e será o meu menino também. Cara eu e o mano nos olhamos, olhamos pra cara do André, nossa que coragem, enfrentar meu pai assim. Putz.
- E Você Fernando? Perguntou meu pai.
- Pai, desculpa, mas eu amo o Dé pai.... não faz nada com a gente por favor.
- Chega Fernando.
- Ai meu bebe, ai Deus... minha mãe. E a Liana meu filho? Vocês namoravam, ela te adora meu filho. Disse minha mãe.
- Mãe a liana é minha amiga, nunca afirmei nada que estava com ela, Desculpa mãe. Eu não sabia de onde estava tirando aquela força pra responder as perguntas e enfrentar aquela situação, acho que ver o Dé manter a postura e falar cara a cara com meu pai me ajudou a levantar minha cabeça também.
- Meu Deus... cara minha mãe tava passando mal.
- Mãe vem comigo. O Rodrigo levou a mãe pro quarto.
- Fernando. Disse meu pai, ele fala sempre com imponência, mas estava chorando também, se segurando, mas estava, cara isso me cortava o coração.
- (silêncio) somente fiquei olhando pra ele.
- Nando, tudo o que eu sonhei na minha vida era formar uma família, vencer na vida e ter meus filhos, pra depois ver eles se casarem e encherem essa casa de crianças correndo e me chamando de vô, nunca me passou pela cabeça isso, ver meu filho se envolvendo com outro homem, sempre foi contra meus conceitos, a gente sempre acha que isso só acontece na casa do vizinho e nunca na nossa, e agora estamos aqui... (ele limpava as lagrimas que escorriam por seu rosto) hoje Fernando não foi fácil pra mim, ver o meu menino nos braços de um homem (ele olhou pro Dé) meu menino Nando... o pai falhou em alguma coisa pra você fazer isso comigo?
- Pai... o senhor sempre foi o melhor pai do mundo... ta doendo ver o senhor chorar assim, mas não posso fazer nada, eu amo o André pai, eu só sinto prazer com outro homem pai... me desculpa... nunca quis decepcioná-lo, tenho orgulho de ter o senhor como meu pa..i... (o mano voltou do quarto e me abraçou)
- Você já sabia Rodrigo?
- Já pai.
- E vocês esconderam de mim? Porque?
- Medo pai, medo do senhor me tranca em casa e não me deixar sair, medo do senhor me bater, medo pai...
- Fernando. O pai te ama meu filho, porque iria te bater? Nossa eu desabei mais ainda.
- Eu também te amo pai.
- Vem aqui, da um abraço no seu pai. Eu olhei pra ele vi ele abrindo os braços e eu corri, cara foi o melhor abraço que eu já recebi na minha vida, nunca me senti tão amado e protegido como nesse abraço do meu pai. Sabe você sempre pensa que o pior vai acontecer, eu imaginava meu pai me surrando, me jogando pra fora de casa e dizendo que eu não era filho dele, mas isso eu nunca esperava...
- Desculpa pai.
- Não peça desculpas meu menino, porque você não esta fazendo nada de errado, o que me interessa agora é te ver feliz, o pai só quer te ver feliz meu filho, só isso...
- Paiiiiiiieeeee... Nos abraçamos mais forte ainda.
- André. Disse meu pai, nos três o olhamos.
- Sim seu Rômulo. Ele também estava chorando.
- Cuida bem do meu menino. Cara eu quase cai nessa hora, sei que estava sendo difícil ele falar isso, mas cara quem não queria um pai assim? Meu pai fez um sinal e chamou o Dé ali com a gente.
- Seu Rômulo eu amo seu filho e cuidarei dele da melhor forma possível.
Nos três nos abraçamos, meu pai pegou em minha cabeça, me fez olhar pra ele e me beijou a testa.
- Você será sempre o menino do pai. Eu só sorri e abracei ele.
Ficamos ali nos abraçando, o mano também foi ate nós (metido) hahahhahah... foi muito bom, tudo, cada palavra que ele me disse, cada olhar dele, do mano, do André, puts muito bom, só tinha um problema, minha mãe. O mano disse que deu um calmante pra ela dormir, tudo bem, mas ainda tinha que encará-la e eu sabia que ela não levaria tudo na boa como meu pai.
Depois disso meu pai foi tomar um banho, eu fui pro quarto deitar e o mano e o André foram juntos, eu não queria conversar com ninguém, nada, só queria ficar no meu canto, pensar como seria a minha vida de hoje em diante.
Acabei pegando no sono e acordando umas 18h, quando acordei estava sozinho no quarto, levantei e fui para a cozinha, minha mãe estava fazendo a janta, meu pai estava molhando a grama e o mano e o Dé eu não avistei. Quando cheguei na cozinha e sentei, minha mãe larga já de cara:
- Tudo o que eu ouvi é verdade Fernando? Puts...
- Que eu sou gay e que namoro o André? É sim mãe... eu tremia que nem vara verde...
- Não me fale o nome dele, já botei aquele Demo... pra correr... disse minha mãe enxugando as lagrimas.
- O que mãe? Você mandou o André embora? Meu sangue tava subindo pra cabeça cara, minha respiração foi aumentando de freqüência e sentia meu coração disparar.
- Sim Fernando, mandei sim, seu irmão foi atrás dele, mas eu quero você longe dele, não esta vendo Fernando que ele ta fazendo sua cabeça, você não é assim...
- CALA BOCA MÃE... cala boca caralho... eu amo o André mãe, dói em você aceitar que eu nasci gay, eu gosto de homem, gosto de sentir um homem sobre mim mãe, gosto... e o meu homem é o André, não me importa o que você acha ou deixa de achar, ele é o meu homem... (nisso meu pai ouviu meu grito e veio correndo)
- Os dois querem fazer o favor de parar com isso. Disse meu pai me segurando.
- Você não veio de mim assim Fernando, vai querer dizer que um homem que trai a mulher já nasceu assim?
- Chega Ana.
- Eu não estou fazendo nada Rômulo, eu estou apenas abrindo os olhos do meu filho, que esta sendo manipulado por aquele demonio, meu menino não é assim... nosso menino Rômulo.
- Cala boca mãe... E eu sou gay sim, se é isso que dói em você... eu sou viado simmmm... eu chorava muito, minha mãe também, cara era uma situação horrivel, eu lembro que suava muito, meu coração estava na boca e meu corpo queimava de ódio de medo de sei lá cara...
- Para de mandar eu cala a boca Fernando, você é o único errado aqui, você vai se afastar dele eu não vou deixar mais você chegar perto daquele rapaz, tu vai fica trancado em casa ate parar com isso...
- Ana chega! Disse meu pai.
- Eu te odeio...
Disse pra minha mãe e sai correndo... fui pro mar cara, meu pai foi atrás de mim, mas voltou quando percebeu que não iria me alcançar... eu não pensava em nada, apenas chorava, chorava muito, fui pra beira mar e fiquei andando, pensando em tudo cara e andando, como viveria, como amaria o André com a minha mãe fazendo isso comigo? Como cara... minha mãe falando aquelas coisas pra mim, minha memória parecia estar contra mim, por mais que eu tentasse esquecer, eu não conseguia tirar da minha cabeça cada frase dita pela minha mãe, cada gesto que ela fazia, tudo, eu pensava no André no que ela poderia ter dito pra ele, eu me culpava por fazer ela sofrer assim, porque eu não nasci hétero pra não ter que passar por essas coisas? Porque eu tinha que fazer as pessoas sofrer assim? Eu queria morrer cara...
Andei muito, lembro que passei da plataforma de pesca que fica a uns 3km da minha casa e continuei andando, no fim acabei adormecendo na arreia da praia depois de ter andado muito, eu nem sabia mais onde estava, andei ate minhas pernas cansarem... quando isso aconteceu sentei na areia, deitei e adormeci com a imagem da minha mãe em minha mente...
Acordei com alguém me chamando, me juntando e me colocando dentro de um carro, o sol estava alto, mal consegui abrir meus olhos, quando me colocaram no carro eu adormeci novamente... voltei a acordar num quarto branco, com alguns aparelhos ligados a mim, olhei para os lados e avistei uma janela, era noite, não reconheci o lugar de imediato, mas confirmei minha suspeita quando uma enfermeira veio trocar meu soro...
- Onde eu to? Perguntei
- Num hospital. Respondeu a enfermeira.
- Porque eu to aqui?
- Você foi achado na praia. Tentei sentar.
- Aiiiiii... meu corpo tava todo dolorido e vermelho. Isso que da ser branco que nem vela.
- Pode ficar quietinho ai, você não esta em condições de levantar.
Me deitei, esperei ela terminar de trocar meu soro e quando ela saiu do quarto fiquei ali pensando no que tinha acontecido, cara era muito foda, tudo voltava na minha mente, o André cara, o que aconteceu com ele? Tinha que falar com ele. Ate que o mano entrou no quarto.
- Manuuuuu... e eu já voltei a chorar mais ainda.
- Porra Fernando que mata a gente do coração seu merda?
- O Dé manu? Cadê o Dé cara? Ele se aproximou e me deu um beijo na testa.
- Não sei. Eu tentei falar come ele, mas no apartamento ninguém atende.
- Silencio.
- Nando? Ta tudo bem carinha, eu não vou deixar que nada aconteça com você, você é meu irmãozinho.
- Ai manu dói cara, tudo fica martelando na cabeça, porque eu tenho que ser assim mano? Porque cara? A mãe manu.
- Hei, calma cara, as coisas não são assim e nem vão se resolver assim.
- Porque a mãe cara? Poxa minha mãe manu.
- Fernando olha pra mim, e o pai em? onde fica ele nisso tudo? Você já esqueceu as coisas que ele te disse? Em?
- Não, mas por que a mãe me disse aquelas coisas cara?
- Você sempre soube que o pai era mais moderno, sempre viveu na cidade, tem um curso superior, ele é uma pessoa de mente mais aberta, já a mãe não, foi criada no interior, religiosa, você sabe Fernando, mas poxa cara de valor a quem te quer bem, o pai ta ali fora sofrendo querendo te ver, como eu também estava.
- Me abraça manu. Cara eu tava muito mal... carente...
- A mãe falou aquelas coisas na hora da raiva Fernando, é difícil pra ela aceitar isso, poxa você que faz psicologia devia saber isso mais do que eu...
- Faço sim mais também so gente... já falei brabo, sempre cara, você só por estar fazendo psicologia tem que ser sempre alegre, amoroso, carismático, entender todo mundo, não pode fica brabo não pode nada... a vai a merda não é pq sou psicólogo que deixo de ser humano.
- Ta desculpa... mas o que eu quero dizer é que...
- Tudo bem mano...
Silêncio...
- Fernando?
- Oi?
- Posso pedir pro pai entrar?
- Pode...
- Vou lá, fica bem pirralho, e não faz mais isso se não tu apanha... ahhahhahaah esse é o Rodrigo que eu conheço.
- Ta bom... primeiro sorriso que eu abri depois de tudo o que aconteceu.
Quando o pai entrou no quarto, eu fiquei completamente sem graça, sei lá tenho que me acostumar com a situação de meu pai saber da minha vida intima.
- Posso entrar? Disse ele na porta, ele também estava constrangido.
- Pode pai.
- Esta tudo bem filho?
- Ta sim pai...
- Filho?
- Fala pai?
- Não faz isso com seu pai, não é fácil pra um velho passar por isso.
- Desculpa... eu... e comecei a chorar...
- Fernando, da um abraço no pai, o pai te ama meu filho, não importa a sua orientação sexual ou qualquer coisa, o pai te ama e vai estar sempre do seu lado. Putssss eu desabei né...
E fiquei ali no melhor dos abraços e dos aconchegos, o abraço do meu pai... deitei no colo dele e fiquei ali ate me sentir melhor...
- Pai?
- Fala filho.
- Como ta o André, quero ver ele pai... por favor...
- Fernando nós estamos tentando falar com ele, mas ninguém atende na casa dele...
- Liga pro celular pai.
- Qual o número? Ai passei pra ele o número que ele gravou na memória do celular
- Depois eu ligo meu filho, agora diz pro pai, porque você fez isso?
- Porque eu tava com medo pai, medo de vocês, medo de perder o Dé, medo pai...
- Fernando e a conversa que tivemos ontem?
- Descul... voltei a chorar.
- Tudo bem meu filho, conversamos depois, da uma abraço no pai...
- Desculpa pai, eu te amo tanto, tenho medo de você não me querer mais como filho...
- Fernando, você sempre vai ser o meu filho. Puts cara, é foda, eu tava muito mal, mesmo cara... só quem já passou por isso sabe do que eu falo.
- E a mãe?
- A sua mãe esta um pouco melhor, depois que você saiu correndo, nós discutimos muito e no fim acabamos sentando e conversando, pra ela é difícil isso, ela foi criada no meio onde a aparência e a moralidade era bem vista, vida rural mesmo, eu não, eu sempre tive acesso a toda e qualquer informação, por isso entendo a sua posição meu filho.
- O Rodrigo já me falou, mas é minha mãe pai, porque logo ela? E a choradeira continua.
- Fernando, olha pro pai, eu vou te contar uma coisa que vai ficar só entre nos dois, nunca contei nada disso a ninguém.
- Pode confiar pai.
- Quando eu tinha a sua idade, um pouco mais novo uns 18 anos acho eu, na minha rua tinha um carinha da minha idade também, um dia estávamos em casa a tarde na minha casa vendo uma revista de contos eróticos que na época era novidade para nós, enquanto líamos estávamos muito excitados e com os hormônios a flor da pele pela idade, nós acabamos tendo uma intimidade.
- Que tipo de intimidade pai? Eu hiper surpreso né.
- Nós transamos. Por isso Fernando que eu sei o que você sente, mais ou menos.
- Você é gay pai? Eu queria me enfiar no chão quando percebi o que perguntei.
- Não, deixe eu terminar primeiro. Ele ficou assustado com a minha pergunta, nunca fui tão direto. Hahahahahhaha
- Nós transamos, mas depois ficamos sem nos falar por uns 2 anos, na época era algo completamente horrendo, e o que aconteceu entre nós foi apenas curiosidade de adolescente, rolou como vocês dizem, e eu percebi que não era o meu ramo.
- Hahahahhahhahhahah... desculpa pai mas tenho que rir. Eu me afinava, tentando me controlar mais eu fui obrigado.
- HAHAHAHAHA... meu pai também soltou umas gargalhadas.
- Pai?
- Fala meu garoto.
- Obrigado por ser esse pai que o senhor é pra mim.
- Não faço mais que a obrigação meu filho. Nós abraçamos.
- Pai?
- Oi.
- O senhor deu ou comeu?
- Fernando!
- Há pai fiquei curioso. Ahahahahahah o mais cara de pau.
- Eu vou pra casa tomar um banho, trocar de roupa e pegar uma roupa pra você. Falou ele se levantando e trocando de assunto.
- Liga pro Dé pai.
- Oi ligo sim meu filho, agora descansa você tem que repousar.
- Ok.
Me deitei e fiquei ali pensando em nossa conversa, sabe não era tão fácil assim pra mim, tudo que minha mãe me disse ficava martelando em minha memória, era estranho, ao mesmo tempo em que eu entendia a situação dela, não me sentia bem em saber se ela ficou daquele jeito por minha causa. Tudo era muito difícil... assim fiquei ate dormir.
Acordei com a enfermeira olhando meu soro.
- Boa noite. Disse ela sorridente.
- Oi... ahm... que horas são?
- Quase 3h da madrugada.
- Uhm.
- Silencio....
- Meu pai esta ai fora?
- Ele foi ao banheiro, esperou eu entrar para sair, você tem que agradecer pelo pai que tem, é raro um pai ficar no hospital pelo filho, sempre quem fica é a mãe.
Sorri.
- Pela manha eu volto para trocar o soro.
- Obrigado.
- Quer se sentar?
- Quero sim.
- Levanta que eu levanto o encosto da cama.
- Ok.
- Obrigado de novo.
Meu pai abre a porta.
- Tais acordado filho?
- Aham.
- E ai se sentindo bem?
- To bem sim pai, quero ir pra casa, não agüento mais soro.
- Tem que se cuidar.
- Pai.
- Oi.
- O André esta ai? (parece que eu já sentia a presença dele... hehehehe)
- Ele esta lá fora. Não podemos ficar em 2 no quarto.
- Posso falar com ele?
- Eu vou descer pra tomar um café e peço pra ele subir.
- Obrigado pai.
Eu estava com medo de ver o André, o que ele iria me dizer, como ele estava? O que minha mãe tinha dito a ele? Estava ansioso. Ate a porta se abrir.
- Posso entrar?
- Pode.
- E ai? Esta tudo bem? Ele foi entrando e fechando a porta.
- É estou louco pra ir pra casa.
- Hospital não é um lugar agradável.
- É verdade.
Silêncio... ele foi chegando perto e sentando no pé da cama. Quando ele resolve quebrar o gelo.
- Porque você fez isso?
- A mãe cara, tava com tanto medo... e assim contei tudo o que aconteceu, ele sentado apenas me ouvindo, sem me interromper, apenas ouvindo.
- Fernando? Você acha certo o que você fez?
- Não.
- E porque fez então? Falou ele serio.
- Você não veio aqui pra me dar bronca veio? Por favor Dé tudo o que eu menos preciso é de alguém brigando comigo, principalmente meu namorado.
- Nando ninguém esta brigando com você, nos só vamos conversar.
- Pode falar.
- Seu irmão já tinha me contado tudo que você me falou, mas eu quis ouvir a sua versão. Fernando, não é fugindo de seus problemas que eles irão se resolver, essa não será, nem a primeira, nem a ultima vez que você vai se decepcionar na sua vida cara.
- Mas é qu...
- Posso terminar? Agora me escuta, depois você pode falar. Nossa... ate me assustei.
- Ok.
- Como eu dizia, você ainda vai quebrar muito a cara, e daí? Você vai fugir e deixar as pessoas que te ama preocupadas com você? Não acha que isso é egocentrismo de mais? Você não pensa nas pessoas ao seu redor? Ta na hora de você crescer um pouco Fernando, você tem 21 anos, já é um homem perante a lei cara. Quando você cair, e isso vai acontecer varias vezes porque é natural da vida, levante sacode a poeira e segue em frente, só assim você vai crescer, errando e sabendo passar por cima do erro tirando a sua lição. Você me entende nando?
- Entendo... desculpa.
- Não tens que pedir desculpa, agora é se recuperar e bola pra frente garoto, não é porque você vai ser mais homem que você vai deixar de ser o meu neném.
- Hehehhehe... brigado, te amo.
- Eu também te amo.
- Me abraça. Nos abraçamos.
- Nando, eu tenho que ir.
- Porque?
- Amanhã eu trabalho...
- É verdade.
- Fica com Deus, depois nos falamos.
- Beijos, boa noite.
- Fernando?
- Oi.
- Eu te amo seu pirralho.
- Eu também te amo meu gato, mas pirralho não né, já basta o Rodrigo.
- Hahahhahahahha....
Nos beijamos.
Quando ele saiu, fiquei pensando em tudo que ele disse, no meu pai, no manu... porque muitas vezes precisamos que alguém que gostamos muito fale com a gente de forma grossa, ou que briguemos para nos dar conta de algumas coisas? É... como disse o Dé, é a vida... ate a próxima.
Como terminei no conto anterior, estranhei muito a atitude de meu pai, ele sempre foi super carinhoso comigo, e agora me ignorou daquele jeito, mas como disse, eu estava muito cansado para pensar nisso e acabei indo me deitar. Na cama ainda rezei e pedi a Deus proteção, que iluminasse meus paços, agradeci por ser tão amado e ter uma família tão especial.
Acordei umas 11:20 da manhã, estava dormindo somente eu e o mano, o resto já tinha levantado. Depois de ir ao banheiro e cuidar de minha higiene pessoal, fui ate a cozinha para comer alguma coisa, onde encontrei o Dé.
- Bom dia. Eu disse.
- Bom dia Fernando. Disse ele frio.
- O que aconteceu? Falei baixo.
- Não sei mas seu pai esta estranho, ele não falou comigo.
- Aix, espera. Me levantei e fui ate a área onde meu pai estava sentado. Pude reparar que o carro do tio César não estava mais, já deviam ter ido.
- Bom dia pai. Fui ate meu pai para beijá-lo e ele virou o rosto.
- O que foi? Aconteceu algo pai? Perguntei preocupado.
- ENTRA. Foi a única coisa que ele me disse entrando na cozinha sem olhar pra mim. Eu entrei né.
- Pai o que esta acontecendo? Insisti.
- Vai no quarto e chama seu irmão. Rápido! Falou ele brabo.
Fui ate o quarto e acordei o Rodrigo.
- Mano, acorda cara.
- O que foi Fernando, vai te fude. Disse ele.
- O pai cara, esta te chamando, ele ta brabo não fala com ninguém, to com medo.
- O que tu apronto agora seu pirralho? Disse ele levantando e colocando o shorts.
- Não... sei... já falei segurando meu choro.
E assim fomos ate a cozinha onde o Dé estava sentando na mesa parado. Meu pai andando na cozinha. Minha mãe também estava preocupada.
- Fala home de Deus o que você tem? Ele nem dava bola. Entrarmos na cozinha.
- Bom agora que está todo mundo aqui.
- O que esta acontecendo pai. Pergunto o Rodrigo com a cara toda amassada.
- Não tem nada com você Rodrigo, é com o Fernando. Nossa eu gelei.
- O que tem eu pai?
- Eu que te pergunto Fernando! Não tens nada pra contar a sua família? Disse ele me olhando muito mais muito serio.
- N... ao,... pai.... eu engolindo a seco.
- Tem certeza?
- Tenho...
- E você André, não tem nada pra contar? Disse meu pai olhando o André que estava com uma cara de serio também... mas cara quando ele disse isso, eu juro que comecei a chora, olhei pro mano e ele estava me olhando preocupado.
- Não senhor Rômulo.
- Vocês pensam que eu sou idiota? Ahm? Ele falava e olhava pra mim e pro Dé.
- Pai.... eu disse.
- Tudo bem eu refresco a memória de vocês... hoje eu acordei cedo e fui pescar, e sabe o que eu vi na beira mar? Ahm?
Cara eu queria morrer, meu pai viu a gente na beira mar, meu Deus, cara eu desabei no choro, meu irmão ficou muito preocupado, pois eu poderia me ferrar, bom o André ficou do jeito que estava, olhando serio pro meu pai.
- Há quanto tempo vocês estão juntos? Disse ele, olhando pra gente.
- P...aiiii...
- Responde Fernando.
- Quatro meses. Disse o André.
- Quatro meses? Fernando olha pra mim. Disse meu pai, Eu chorava, cara eu já estava soluçando.
- O que esta acontecendo? Disse minha mãe.
- Simples Ana, seu casula namora o André, ele é gay.
- Fernando... minha mãe começou a chorar também, ai eu desabei de vez, ela pôs a mão na boca e ficou espantada.
- Pai se acalma, disse o mano.
- Seu cretino, o que você esta fazendo com o meu menino? Vou chamar a policia. Minha mãe partiu pra cima do André que tentou se esquivar.
- Para mãe. Eu berrei, pela primeira vez eu estava falando. Ela parou e me olhou.
- Para mãe por favor, o André não tem culpa, eu que quis ficar com ele, nada disso estaria acontecendo se eu não quisesse, para m...ã... e...
- Vem comigo mãe. Disse o Rodrigo indo ate minha mãe e fazendo ela sentar numa cadeira.
Silêncio.
- André? Chamou meu pai.
- Fale seu Rômulo. Respondeu o Dé educadamente.
- O que tu que exatamente com o meu filho? Nossa eu congelei mais do que já estava, tinha medo do pai querer bater no André, ele podia me bater, mas não no meu Dé.
- Sinceramente seu Rômulo?
- Sim.
- Eu amo seu filho, e o respeito muito, quero construir uma vida ao lado dele, o seu menino sempre foi e será o meu menino também. Cara eu e o mano nos olhamos, olhamos pra cara do André, nossa que coragem, enfrentar meu pai assim. Putz.
- E Você Fernando? Perguntou meu pai.
- Pai, desculpa, mas eu amo o Dé pai.... não faz nada com a gente por favor.
- Chega Fernando.
- Ai meu bebe, ai Deus... minha mãe. E a Liana meu filho? Vocês namoravam, ela te adora meu filho. Disse minha mãe.
- Mãe a liana é minha amiga, nunca afirmei nada que estava com ela, Desculpa mãe. Eu não sabia de onde estava tirando aquela força pra responder as perguntas e enfrentar aquela situação, acho que ver o Dé manter a postura e falar cara a cara com meu pai me ajudou a levantar minha cabeça também.
- Meu Deus... cara minha mãe tava passando mal.
- Mãe vem comigo. O Rodrigo levou a mãe pro quarto.
- Fernando. Disse meu pai, ele fala sempre com imponência, mas estava chorando também, se segurando, mas estava, cara isso me cortava o coração.
- (silêncio) somente fiquei olhando pra ele.
- Nando, tudo o que eu sonhei na minha vida era formar uma família, vencer na vida e ter meus filhos, pra depois ver eles se casarem e encherem essa casa de crianças correndo e me chamando de vô, nunca me passou pela cabeça isso, ver meu filho se envolvendo com outro homem, sempre foi contra meus conceitos, a gente sempre acha que isso só acontece na casa do vizinho e nunca na nossa, e agora estamos aqui... (ele limpava as lagrimas que escorriam por seu rosto) hoje Fernando não foi fácil pra mim, ver o meu menino nos braços de um homem (ele olhou pro Dé) meu menino Nando... o pai falhou em alguma coisa pra você fazer isso comigo?
- Pai... o senhor sempre foi o melhor pai do mundo... ta doendo ver o senhor chorar assim, mas não posso fazer nada, eu amo o André pai, eu só sinto prazer com outro homem pai... me desculpa... nunca quis decepcioná-lo, tenho orgulho de ter o senhor como meu pa..i... (o mano voltou do quarto e me abraçou)
- Você já sabia Rodrigo?
- Já pai.
- E vocês esconderam de mim? Porque?
- Medo pai, medo do senhor me tranca em casa e não me deixar sair, medo do senhor me bater, medo pai...
- Fernando. O pai te ama meu filho, porque iria te bater? Nossa eu desabei mais ainda.
- Eu também te amo pai.
- Vem aqui, da um abraço no seu pai. Eu olhei pra ele vi ele abrindo os braços e eu corri, cara foi o melhor abraço que eu já recebi na minha vida, nunca me senti tão amado e protegido como nesse abraço do meu pai. Sabe você sempre pensa que o pior vai acontecer, eu imaginava meu pai me surrando, me jogando pra fora de casa e dizendo que eu não era filho dele, mas isso eu nunca esperava...
- Desculpa pai.
- Não peça desculpas meu menino, porque você não esta fazendo nada de errado, o que me interessa agora é te ver feliz, o pai só quer te ver feliz meu filho, só isso...
- Paiiiiiiieeeee... Nos abraçamos mais forte ainda.
- André. Disse meu pai, nos três o olhamos.
- Sim seu Rômulo. Ele também estava chorando.
- Cuida bem do meu menino. Cara eu quase cai nessa hora, sei que estava sendo difícil ele falar isso, mas cara quem não queria um pai assim? Meu pai fez um sinal e chamou o Dé ali com a gente.
- Seu Rômulo eu amo seu filho e cuidarei dele da melhor forma possível.
Nos três nos abraçamos, meu pai pegou em minha cabeça, me fez olhar pra ele e me beijou a testa.
- Você será sempre o menino do pai. Eu só sorri e abracei ele.
Ficamos ali nos abraçando, o mano também foi ate nós (metido) hahahhahah... foi muito bom, tudo, cada palavra que ele me disse, cada olhar dele, do mano, do André, puts muito bom, só tinha um problema, minha mãe. O mano disse que deu um calmante pra ela dormir, tudo bem, mas ainda tinha que encará-la e eu sabia que ela não levaria tudo na boa como meu pai.
Depois disso meu pai foi tomar um banho, eu fui pro quarto deitar e o mano e o André foram juntos, eu não queria conversar com ninguém, nada, só queria ficar no meu canto, pensar como seria a minha vida de hoje em diante.
Acabei pegando no sono e acordando umas 18h, quando acordei estava sozinho no quarto, levantei e fui para a cozinha, minha mãe estava fazendo a janta, meu pai estava molhando a grama e o mano e o Dé eu não avistei. Quando cheguei na cozinha e sentei, minha mãe larga já de cara:
- Tudo o que eu ouvi é verdade Fernando? Puts...
- Que eu sou gay e que namoro o André? É sim mãe... eu tremia que nem vara verde...
- Não me fale o nome dele, já botei aquele Demo... pra correr... disse minha mãe enxugando as lagrimas.
- O que mãe? Você mandou o André embora? Meu sangue tava subindo pra cabeça cara, minha respiração foi aumentando de freqüência e sentia meu coração disparar.
- Sim Fernando, mandei sim, seu irmão foi atrás dele, mas eu quero você longe dele, não esta vendo Fernando que ele ta fazendo sua cabeça, você não é assim...
- CALA BOCA MÃE... cala boca caralho... eu amo o André mãe, dói em você aceitar que eu nasci gay, eu gosto de homem, gosto de sentir um homem sobre mim mãe, gosto... e o meu homem é o André, não me importa o que você acha ou deixa de achar, ele é o meu homem... (nisso meu pai ouviu meu grito e veio correndo)
- Os dois querem fazer o favor de parar com isso. Disse meu pai me segurando.
- Você não veio de mim assim Fernando, vai querer dizer que um homem que trai a mulher já nasceu assim?
- Chega Ana.
- Eu não estou fazendo nada Rômulo, eu estou apenas abrindo os olhos do meu filho, que esta sendo manipulado por aquele demonio, meu menino não é assim... nosso menino Rômulo.
- Cala boca mãe... E eu sou gay sim, se é isso que dói em você... eu sou viado simmmm... eu chorava muito, minha mãe também, cara era uma situação horrivel, eu lembro que suava muito, meu coração estava na boca e meu corpo queimava de ódio de medo de sei lá cara...
- Para de mandar eu cala a boca Fernando, você é o único errado aqui, você vai se afastar dele eu não vou deixar mais você chegar perto daquele rapaz, tu vai fica trancado em casa ate parar com isso...
- Ana chega! Disse meu pai.
- Eu te odeio...
Disse pra minha mãe e sai correndo... fui pro mar cara, meu pai foi atrás de mim, mas voltou quando percebeu que não iria me alcançar... eu não pensava em nada, apenas chorava, chorava muito, fui pra beira mar e fiquei andando, pensando em tudo cara e andando, como viveria, como amaria o André com a minha mãe fazendo isso comigo? Como cara... minha mãe falando aquelas coisas pra mim, minha memória parecia estar contra mim, por mais que eu tentasse esquecer, eu não conseguia tirar da minha cabeça cada frase dita pela minha mãe, cada gesto que ela fazia, tudo, eu pensava no André no que ela poderia ter dito pra ele, eu me culpava por fazer ela sofrer assim, porque eu não nasci hétero pra não ter que passar por essas coisas? Porque eu tinha que fazer as pessoas sofrer assim? Eu queria morrer cara...
Andei muito, lembro que passei da plataforma de pesca que fica a uns 3km da minha casa e continuei andando, no fim acabei adormecendo na arreia da praia depois de ter andado muito, eu nem sabia mais onde estava, andei ate minhas pernas cansarem... quando isso aconteceu sentei na areia, deitei e adormeci com a imagem da minha mãe em minha mente...
Acordei com alguém me chamando, me juntando e me colocando dentro de um carro, o sol estava alto, mal consegui abrir meus olhos, quando me colocaram no carro eu adormeci novamente... voltei a acordar num quarto branco, com alguns aparelhos ligados a mim, olhei para os lados e avistei uma janela, era noite, não reconheci o lugar de imediato, mas confirmei minha suspeita quando uma enfermeira veio trocar meu soro...
- Onde eu to? Perguntei
- Num hospital. Respondeu a enfermeira.
- Porque eu to aqui?
- Você foi achado na praia. Tentei sentar.
- Aiiiiii... meu corpo tava todo dolorido e vermelho. Isso que da ser branco que nem vela.
- Pode ficar quietinho ai, você não esta em condições de levantar.
Me deitei, esperei ela terminar de trocar meu soro e quando ela saiu do quarto fiquei ali pensando no que tinha acontecido, cara era muito foda, tudo voltava na minha mente, o André cara, o que aconteceu com ele? Tinha que falar com ele. Ate que o mano entrou no quarto.
- Manuuuuu... e eu já voltei a chorar mais ainda.
- Porra Fernando que mata a gente do coração seu merda?
- O Dé manu? Cadê o Dé cara? Ele se aproximou e me deu um beijo na testa.
- Não sei. Eu tentei falar come ele, mas no apartamento ninguém atende.
- Silencio.
- Nando? Ta tudo bem carinha, eu não vou deixar que nada aconteça com você, você é meu irmãozinho.
- Ai manu dói cara, tudo fica martelando na cabeça, porque eu tenho que ser assim mano? Porque cara? A mãe manu.
- Hei, calma cara, as coisas não são assim e nem vão se resolver assim.
- Porque a mãe cara? Poxa minha mãe manu.
- Fernando olha pra mim, e o pai em? onde fica ele nisso tudo? Você já esqueceu as coisas que ele te disse? Em?
- Não, mas por que a mãe me disse aquelas coisas cara?
- Você sempre soube que o pai era mais moderno, sempre viveu na cidade, tem um curso superior, ele é uma pessoa de mente mais aberta, já a mãe não, foi criada no interior, religiosa, você sabe Fernando, mas poxa cara de valor a quem te quer bem, o pai ta ali fora sofrendo querendo te ver, como eu também estava.
- Me abraça manu. Cara eu tava muito mal... carente...
- A mãe falou aquelas coisas na hora da raiva Fernando, é difícil pra ela aceitar isso, poxa você que faz psicologia devia saber isso mais do que eu...
- Faço sim mais também so gente... já falei brabo, sempre cara, você só por estar fazendo psicologia tem que ser sempre alegre, amoroso, carismático, entender todo mundo, não pode fica brabo não pode nada... a vai a merda não é pq sou psicólogo que deixo de ser humano.
- Ta desculpa... mas o que eu quero dizer é que...
- Tudo bem mano...
Silêncio...
- Fernando?
- Oi?
- Posso pedir pro pai entrar?
- Pode...
- Vou lá, fica bem pirralho, e não faz mais isso se não tu apanha... ahhahhahaah esse é o Rodrigo que eu conheço.
- Ta bom... primeiro sorriso que eu abri depois de tudo o que aconteceu.
Quando o pai entrou no quarto, eu fiquei completamente sem graça, sei lá tenho que me acostumar com a situação de meu pai saber da minha vida intima.
- Posso entrar? Disse ele na porta, ele também estava constrangido.
- Pode pai.
- Esta tudo bem filho?
- Ta sim pai...
- Filho?
- Fala pai?
- Não faz isso com seu pai, não é fácil pra um velho passar por isso.
- Desculpa... eu... e comecei a chorar...
- Fernando, da um abraço no pai, o pai te ama meu filho, não importa a sua orientação sexual ou qualquer coisa, o pai te ama e vai estar sempre do seu lado. Putssss eu desabei né...
E fiquei ali no melhor dos abraços e dos aconchegos, o abraço do meu pai... deitei no colo dele e fiquei ali ate me sentir melhor...
- Pai?
- Fala filho.
- Como ta o André, quero ver ele pai... por favor...
- Fernando nós estamos tentando falar com ele, mas ninguém atende na casa dele...
- Liga pro celular pai.
- Qual o número? Ai passei pra ele o número que ele gravou na memória do celular
- Depois eu ligo meu filho, agora diz pro pai, porque você fez isso?
- Porque eu tava com medo pai, medo de vocês, medo de perder o Dé, medo pai...
- Fernando e a conversa que tivemos ontem?
- Descul... voltei a chorar.
- Tudo bem meu filho, conversamos depois, da uma abraço no pai...
- Desculpa pai, eu te amo tanto, tenho medo de você não me querer mais como filho...
- Fernando, você sempre vai ser o meu filho. Puts cara, é foda, eu tava muito mal, mesmo cara... só quem já passou por isso sabe do que eu falo.
- E a mãe?
- A sua mãe esta um pouco melhor, depois que você saiu correndo, nós discutimos muito e no fim acabamos sentando e conversando, pra ela é difícil isso, ela foi criada no meio onde a aparência e a moralidade era bem vista, vida rural mesmo, eu não, eu sempre tive acesso a toda e qualquer informação, por isso entendo a sua posição meu filho.
- O Rodrigo já me falou, mas é minha mãe pai, porque logo ela? E a choradeira continua.
- Fernando, olha pro pai, eu vou te contar uma coisa que vai ficar só entre nos dois, nunca contei nada disso a ninguém.
- Pode confiar pai.
- Quando eu tinha a sua idade, um pouco mais novo uns 18 anos acho eu, na minha rua tinha um carinha da minha idade também, um dia estávamos em casa a tarde na minha casa vendo uma revista de contos eróticos que na época era novidade para nós, enquanto líamos estávamos muito excitados e com os hormônios a flor da pele pela idade, nós acabamos tendo uma intimidade.
- Que tipo de intimidade pai? Eu hiper surpreso né.
- Nós transamos. Por isso Fernando que eu sei o que você sente, mais ou menos.
- Você é gay pai? Eu queria me enfiar no chão quando percebi o que perguntei.
- Não, deixe eu terminar primeiro. Ele ficou assustado com a minha pergunta, nunca fui tão direto. Hahahahahhaha
- Nós transamos, mas depois ficamos sem nos falar por uns 2 anos, na época era algo completamente horrendo, e o que aconteceu entre nós foi apenas curiosidade de adolescente, rolou como vocês dizem, e eu percebi que não era o meu ramo.
- Hahahahhahhahhahah... desculpa pai mas tenho que rir. Eu me afinava, tentando me controlar mais eu fui obrigado.
- HAHAHAHAHA... meu pai também soltou umas gargalhadas.
- Pai?
- Fala meu garoto.
- Obrigado por ser esse pai que o senhor é pra mim.
- Não faço mais que a obrigação meu filho. Nós abraçamos.
- Pai?
- Oi.
- O senhor deu ou comeu?
- Fernando!
- Há pai fiquei curioso. Ahahahahahah o mais cara de pau.
- Eu vou pra casa tomar um banho, trocar de roupa e pegar uma roupa pra você. Falou ele se levantando e trocando de assunto.
- Liga pro Dé pai.
- Oi ligo sim meu filho, agora descansa você tem que repousar.
- Ok.
Me deitei e fiquei ali pensando em nossa conversa, sabe não era tão fácil assim pra mim, tudo que minha mãe me disse ficava martelando em minha memória, era estranho, ao mesmo tempo em que eu entendia a situação dela, não me sentia bem em saber se ela ficou daquele jeito por minha causa. Tudo era muito difícil... assim fiquei ate dormir.
Acordei com a enfermeira olhando meu soro.
- Boa noite. Disse ela sorridente.
- Oi... ahm... que horas são?
- Quase 3h da madrugada.
- Uhm.
- Silencio....
- Meu pai esta ai fora?
- Ele foi ao banheiro, esperou eu entrar para sair, você tem que agradecer pelo pai que tem, é raro um pai ficar no hospital pelo filho, sempre quem fica é a mãe.
Sorri.
- Pela manha eu volto para trocar o soro.
- Obrigado.
- Quer se sentar?
- Quero sim.
- Levanta que eu levanto o encosto da cama.
- Ok.
- Obrigado de novo.
Meu pai abre a porta.
- Tais acordado filho?
- Aham.
- E ai se sentindo bem?
- To bem sim pai, quero ir pra casa, não agüento mais soro.
- Tem que se cuidar.
- Pai.
- Oi.
- O André esta ai? (parece que eu já sentia a presença dele... hehehehe)
- Ele esta lá fora. Não podemos ficar em 2 no quarto.
- Posso falar com ele?
- Eu vou descer pra tomar um café e peço pra ele subir.
- Obrigado pai.
Eu estava com medo de ver o André, o que ele iria me dizer, como ele estava? O que minha mãe tinha dito a ele? Estava ansioso. Ate a porta se abrir.
- Posso entrar?
- Pode.
- E ai? Esta tudo bem? Ele foi entrando e fechando a porta.
- É estou louco pra ir pra casa.
- Hospital não é um lugar agradável.
- É verdade.
Silêncio... ele foi chegando perto e sentando no pé da cama. Quando ele resolve quebrar o gelo.
- Porque você fez isso?
- A mãe cara, tava com tanto medo... e assim contei tudo o que aconteceu, ele sentado apenas me ouvindo, sem me interromper, apenas ouvindo.
- Fernando? Você acha certo o que você fez?
- Não.
- E porque fez então? Falou ele serio.
- Você não veio aqui pra me dar bronca veio? Por favor Dé tudo o que eu menos preciso é de alguém brigando comigo, principalmente meu namorado.
- Nando ninguém esta brigando com você, nos só vamos conversar.
- Pode falar.
- Seu irmão já tinha me contado tudo que você me falou, mas eu quis ouvir a sua versão. Fernando, não é fugindo de seus problemas que eles irão se resolver, essa não será, nem a primeira, nem a ultima vez que você vai se decepcionar na sua vida cara.
- Mas é qu...
- Posso terminar? Agora me escuta, depois você pode falar. Nossa... ate me assustei.
- Ok.
- Como eu dizia, você ainda vai quebrar muito a cara, e daí? Você vai fugir e deixar as pessoas que te ama preocupadas com você? Não acha que isso é egocentrismo de mais? Você não pensa nas pessoas ao seu redor? Ta na hora de você crescer um pouco Fernando, você tem 21 anos, já é um homem perante a lei cara. Quando você cair, e isso vai acontecer varias vezes porque é natural da vida, levante sacode a poeira e segue em frente, só assim você vai crescer, errando e sabendo passar por cima do erro tirando a sua lição. Você me entende nando?
- Entendo... desculpa.
- Não tens que pedir desculpa, agora é se recuperar e bola pra frente garoto, não é porque você vai ser mais homem que você vai deixar de ser o meu neném.
- Hehehhehe... brigado, te amo.
- Eu também te amo.
- Me abraça. Nos abraçamos.
- Nando, eu tenho que ir.
- Porque?
- Amanhã eu trabalho...
- É verdade.
- Fica com Deus, depois nos falamos.
- Beijos, boa noite.
- Fernando?
- Oi.
- Eu te amo seu pirralho.
- Eu também te amo meu gato, mas pirralho não né, já basta o Rodrigo.
- Hahahhahahahha....
Nos beijamos.
Quando ele saiu, fiquei pensando em tudo que ele disse, no meu pai, no manu... porque muitas vezes precisamos que alguém que gostamos muito fale com a gente de forma grossa, ou que briguemos para nos dar conta de algumas coisas? É... como disse o Dé, é a vida... ate a próxima.
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Meu Niver de 21 aninhus
O Irmão Esportista XIX – Meu Niver de 21 aninhus.
Dia 06 de Março de 2004, véspera do meu niver, eu estava numa tranqüila na rede lá na casa da praia, pois estávamos na praia desde sexta dia 05. estava lendo um livro muito legal Nas Margens do Rio Piedra Eu Sentei e Chorei do Paulo Coelho, bem linda a história quando o seu Rodrigo chega e deita na rede comigo.
- Da uma vaguinha ai. Disse ele se sentando.
- Ah Mano tem outra rede ali ó, assim você atrapalha a minha leitura. Falei apontando com o dedo a outra rede.
- Eu quero sentar aqui com você. O que tais lendo?
- Nas Margens do Rio Piedra Eu Sentei e Chorei. Do Paulo Coelho.
- É legal? Fala de que?
- Fala da face feminina de Deus, a história desenvolve com um romance, aix bem lindu.
- Uhm... coisa da faculdade você não lê.
- Ai nem vou responde. Falei e voltei a ler.
Não demorou muito ele começou a me incomodar, ficava se mexendo, até que começou a me dar chutes. E eu cada vez mais brabo revidava e ele só ria. Até que ele me estressou.
- Da pra fazer o favor de parar. Disse bem brabo.
- Nossa, ta brabo ta? Hahahahhahaa... maior criança.
- Nossa quanto tempo pra perceber isso.
- Te fode então.
- Idiota.
- Quem é idiota? Disse ele
- A pessoa que esta aqui nessa rede comigo me enchendo o saco.
- É?
- Éeeeee.... respondi
- Então toma. Ele me deu um soco no braço.
- Para.
- Não. E me deu outro
- A é? Então leva também. Dei um soco nele, mas coitado de mim, ele mal sentiu.
- Quem disse pra você me bater em? oh na cara oh. Ele dava tapinhas na minha cara e ria.
- Vai toma no cu, para. Já falei gritando com ele.
- Tu vai ver quem é que vai tomar no cu. Bixinha. A eu me queimei e comecei a dar soco, tapa, chute, o que desse de fazer eu fazia, objetivo era acertar ele.
- Hahahahahha nossa ta violento em? hahahahah vai me acerta, hahhahahahhaha não tem nem força. Ate que ele me segurou pelos braços e trancou minhas pernas embaixo das dele.
- Me solta. Eu me debatendo, hahahhaha não demorava muito a rede arrebentava.
- Hahahahhahahaha fracote, ohhh ohhh galinho de briga, hahahahhaha.
- Para me solta seu cavalo, ridículo.
- Cala boca, na hora que eu quiser eu te solto... hahahahhaha.
- A ta então ta... comecei a berra. PAAAIIEEEEEEEE... olha o manu me batendo.. o PAIIIIIII... virei olhei pra ele e ri da cara dele...
- Bebezinho, tem que ficar chamando o pai... neném oooo neném.... hahhahahahha
Ate que o pai chegou.
- Já estão se estranhando vocês dois, vão crescer quando em?
- Ele que começo pai, eu tava aqui lendo meu livro e ele veio torra o saco esse idiota.
- Cala boca pirralho.
- Calem a boca os dois, Rodrigo, vai lavar meu carro, e Fernando pra dentro ajuda sua mãe. E chega de brigas vocês, querem entra pro pau igual quando eram crianças?
- Mas pai. Tentei argumentar.
- Chega, não tem pai, mãe. Meu pai tava brabo.
- O Rodrigo ainda saiu tirando sarro de mim. Aiii qui ódiooooooooo.
O que eu tinha esquecido de falar é que essa noite o pai faria um churrasco pra comemorar meu niver, então viria um povinho que eu convidei. Durante a tarde toda eu fiquei em casa ajudando a mãe na cozinha, maionese, salada e pão, o manu com o carro pra lá e pra cá, o pai na carne... hehehhehe nada como a tradição gaúcha de um bom churrasco, meu pai é mestre. Então minha tarde correu por causa dos preparativos, não seria nada assim grande, viriam apenas alguns amigos da facul, família e tal.
A noite depois de um bom banho tomado e bem arrumado para esperar os convidados, meu celular toca.
- oi meu xelu. Era o Dé no fone.
- Oi meu gatinho. Disse ele
- Dé porque você não veio ainda?
- Nando eu vou mais tarde né, sou seu convidado porque estaria ai cedo? Não podemos começar a dar muito na telha né gatinhu.
- É verdade. Falei meio triste.
- Fernando por favor é véspera de seu aniversario, vai ficar triste por que?
- Aix Dé, sabe as vezes da vontade de sumir com você, pra um lugar onde eu possa te abraçar no meio da rua, te beijar e dizer que você é meu homem sem precisar ficar cuidando pra ver se os outros estão vendo ou não. Aixxxxxx...
- Fernando, você sabe que não é assim, um dia quem sabe, mas não estamos juntos? Então, quero um sorriso nesse rosto em, depois conversamos sobre isso.
- Ok...
- Eu já falei com a Liana e a paty, eu as levo. Disse ele.
- Ta bom... e meu presenti? Hehehhehehehhe
- Seu presente ta bem guardado. Ele disse com uma vozinha bem maliciosa.
- Uhmmmm... hehehhe beijos amor.
- Beijos, se cuida, ate a noite.
- Xau.
Aixxxxx... (meu aix já ta taxado né? Hahhahah e daí hahahhahah) desci né e fiquei esperando o povo, o manu também já estava pronto, o pai também, só a mãe que estava se arrumando, aixxxx mulheres...
Os primeiros a chegar foram meus tios, e a primarada toda, a pirralhada e os gatinhos, hahahhah ué olhar não é pecado é? Hahahahhah.. e lá vai seu Fernando recebê-los, fazer aquele papel básico de “Não precisava de nada” quando recebia um presente, como manda a boa etiqueta, hahahhahhah... levando cascudo dos primos mais velhos e servindo de brinquedo de parquinho para os mais novos que sempre teimam em trepar em você... (no bom sentido seus maliciosos)
Minhas tias por outro lado me agarrando e me beijando, tenho uma tia que é meio louca, irmã de meu pai, a mais novinha da família, pra vocês verem ela tem apenas 27 anos. Retornando ao assunto, ela é um saco porque desde pequeno ela me pinta inteiro de caneta me desenhando, claro que hoje eu não deixo mais, mas ela vive grudada em mim, e é nandinho pra cá, nandinho da titia pra lá e eu agüento né. Até que chegaram meus primos de POA (Porto Alegre) lembra, o Marcos do Lucas e da CAROL, é aquela prima que da em cima do Rodrigo. Pois bem.
- Tio César tudo bom?
- Feliz aniversario Fernando, muita saúde, paz, que o resto a gente corre atrás não é verdade? Disse ele
- É mesmo. Ele me deu um abraço.
- Oi nando, feliz aniversario. Era minha tia Clarisse, mulher do tio César.
- Obrigado tia.
- E ai nando beleza cara? Feliz aniversario. Era o Marcos.
- Obrigado.
- Oi nando, beijo na prima, feliz aniversario. Era a Carol.
- Obrigado prima. MORRAAA eu pensava comigo mesmo. Hahahhahahahha...
- E ai seu Fernando, da um abraço no primo. Feliz niver primo. Era o Lucas.
- O Nando espero que goste. Ele me entregou um pacote.
- A cara não precisava. (eu disse) hahahhhaha
- Pelas minhas investigações eu achei que esse seria de sua preferência.
- Uhm deixa eu abrir. Era um cd do Nenhum de Nós acústico 2.
- Puts cara e como eu gosto, poxa valeu mesmo.
- É, seu irmão disse que você gostava. Nos demos mais um abraço.
- E ai nando, gostasse? Era o Marcos vindo de dentro de casa depois de cumprimentar todo mundo.
- Cara muito animal...
- Vamos escutar então, cadê o som? Perguntou ele.
- No quarto, vamos lá.
Nenhum de Nós é uma banda gaúcha, muitooo boa, sério mesmo quem puder compre o cd, é música de qualidade com letra, tudo é muito show. E lá no quarto com o mesmo cheio de primos, ficamos escutando.
- “Esse foi um beijo de despedida, que se da uma vez só na vida, explica tudo sem brigas, e clareia o mais escuro dos dias, tudo bem se não deu certo, eu achei que nós chegamos tão perto, mais agora com certeza eu enxergo, que no fim eu amei por nós dois... mas você lembra, você vai lembrar de mim, que o nosso amor valeu a pena, lembra é o nosso final feliz, você vai lembrar vai lembrar sim... (Você vai lembrar de mim)
era eu cantando ta, ainda bem que não da pra ouvir se não eu perderia os leitores, hahahahahhahah.
- Cara muito show, valeu mesmo.
- Legal legal, disse o Lucas.
- Fernando!!!!!! Era minha mãe chamando.
- Oi mãe?
- Seu tio e seu tia chegaram vem recepcioná-los. E lá fui eu.
Voltando pro quarto.
- “Você não ligou quando eu disse para ter cuidado, tinha razão você precisa ser livre. (bis)”. (Das coisas que eu entendo).
- “Por que você não disse que viria, logo agora que eu tinha, me curado das feridas, que você abriu quando se foi, porque chegou sem avisar, eu queria tempo pra me preparar, a roupa limpa a casa em ordem e um sorriso falso pra enganar... eu não entendo a sua volta, não entendo sua indecisão, num dia sou seu grande amor no outro dia não, não, não...” (Eu não entendo)
- “Se eu cantar não chore não, é só poesia, eu só preciso ter você por mais um dia, ainda gosto de dançar, bom dia, como vai você?” (Um girassol da cor do seu cabelo)
- “Amanhã ou depois, tanto faz, se depois for nunca mais, nunca mais...” (Amanhã ou depois)
- “Acho que era julho de 83... ...Adolescência vazia, eu tinha quase 16, ninguém me compreendia e eu não compreendia ninguém.” (Julho de 83)
- “Não vou mais me segurar, vou deixar que você se vá, não vou mais me segurar vou deixar que você se váaaaaaaa... váaaaa...” (Vou deixar que você se vá)
- Flores na cabeça, nossos pés descalços, nossa vida toda de paz e amor... flores na cabeça, nossos pés descalços, nossa vida toda de PAZ e AMOR.” (Paz e Amor)
- Cara essa é a melhor música desse cd, muito showwwwww... eu disse.
- Paz e amor? Perguntou o Marcos.
- Aham!!!.
- FERNADO????
- OI? Alguém me chamou e eu respondi.
- Filho seus amigos da faculdade.
- Já vou.
Quando desci reconheci a Maria Helena e seu Marido o Marcel, a Deise e a Eliane.
- Oi, tudo bom?
- Oi Nando parabéns. ...
E assim se sucedeu com todos, cumprimentos, presentes, para depois apresentá-los a minha família. “Minha Mãe, meu pai, meu irmão... “ hhehhehe básico né. E assim se passou mais uma hora mais ou menos ate o carro que eu mais esperava entrar no pátio de casa. Aixxxx, vem ele ali dirigindo, com as minhas amigas, ele me olhando, depois descer do carro todo sorridente, com uma ropinha social, aiiiixxxxx...
- Oi Nandoooooooo... parabéns meu amorrrr... adivinha quem era? Hahahhahahahhah acertou quem apostou na Liana é claro.
- Oi Lia, aixx que bom você aqui.
- JURAAAAA que eu vou perder essa festa, nem morta e enterrada.
- Hahahhahahhaha... te amo.
- Também, aixxxxx 21.... aninhus Nando você já vai poder colocar silicone...
- Cala boca, hahahhahahahhahahahhahahha...
- Parabensssssss... Óh é pequeno porque eu não queria gastar dinheiro com você. Falou ela na maior me entregando um pacotinho.
- Uhm.... hahhahahahha... aixx qui lindooooo... era uma tornozeleira e uma fitinha de nossa senhora aparecida.
- Bigadinhu....
- Foram 10 reais os dois...
- Chata. Agora sai que quero dar um abraço na paty.
- Vai vai.... Dona Anaaaaaaa.... e lá foi ela atrás da minha mãe, coitada.
- Parabéns Fernando, muitas felicidades, muita paz e saúde pois o resto a gente que consegue. Aixxx a paty é muito fofa com esse ar serio dela.
- Obrigado paty. E assim conversei com a paty até o Dé vir.
- Feliz aniversario Fernando. AAAAAAAIIIIIXXXXXXXXXX.... que fooooofffuuuuuu...
- Obrigado seu André.
Ele me deu um abraço e depois ficamos nos olhando, eu dizendo pra ele o quanto eu o amava somente com meus olhos que se seguravam pra não chorar. Com os lábios ele disse “Eu te amo”, eu quis beija ele agarra e berra que esse era o homem que eu escolhi pra viver comigo pra sempre, masssss... num podia né.
- Vamos lá no carro comigo? Disse ele.
- Aham. Eu todo faceiro achando que ele ia me dar um beijo.
- Entra! Ele disse.
- Pronto, e ai? Eu na maior “inocência” possível.
- É simples, mas é de coração e você vai saber o porque disso mais tarde. Ele falou me entregando um pacotinho me olhando bem serio, fiquei ate com o pé atrás.
- Há..... quando iria falar algo ele disse.
- Abre.
- Espera... uhmmm... Cd do Papas Da Língua acústico.... aixx brigado Dé.
- Agora vamos pra não dar chance de ninguém desconfiar de nada.
- Mas nem um beijo?
- Eu também queria, mas não Fernando, vamos.
- Saco.
Tudo transcorreu normalmente no restante da noite. Sentamos nas mesas, cantaram parabéns, eu fiquei roxo mais abapha o caso... e assim foi. O foda era mal poder dar atenção pro Dé, tinha que ficar fazendo sala pros primos, tios, amigos da faculdade, pai, mãe, irmão, e a Liana que não desgrudava de mim. O Guilherme tadinhu, num pode vir, ele me ligou pedindo desculpa dizendo que a mãe dele não estava muito bem, não era nada grave mais ele ficou com ela, disse que depois a gente conversava. Uma coisa que eu não deixei de reparar eram os olhares que rolavam entre Rodrigo e Carol, teve até uma hora que eu cutuquei a Liana e comentei com ela, e ela disse que também esteve observando isso, mas todo caso não era nada, acho eu.
Já era tarde, estavam em casa apenas o Dé a Liana e a família do tio César. Eram umas 23h quando o manu entra em casa com uma caixa grande meio pesada.
- Feliz aniversario pirralho. Disse ele.
- Obrigado manu, mas o que é isso?
- Seu presente, meu e do pai.
- Uhm... daí eu abri né.
- E ai gostou?
- Que legal, um DVD, nossa que show... fiquei ate espantado.
- Parabéns filho, espero que você tenha gostado. Disse minha mãe vindo me beijar.
- Claro mãe eu adorei, obrigado mãe.
- Parabéns meu garoto. Disse meu pai.
- Aix paiiiiiii... hehehhehehheh.
Perto da 00h o Dé veio conversar comigo e com a Liana pra darmos uma volta, claro que ele queria ficar sozinho comigo, mas tínhamos que achar um jeito de despistar meus primos. Deu que no fim, o Marcos não saiu por causa da namorada, o Lucas ainda não saia, mas a Carol, bem a Carol saiu com meu irmão, eu já saquei que rolaria algo, com toda a certeza. Com o André fomos eu a Liana e a Paty, mas na verdade deixaríamos elas na casa de uma prima, e sairíamos eu e o meu Dézinhu, hehehhehe.
Saindo de casa, fomos pra casa da prima da Liana e a deixamos lá com a Paty. Logo que saímos o Dé aprontou uma comigo, ele vendou os meus olhos e disse que iria me levar ate o meu presente, eu achando o máximo né. Rodamos um pouco de carro ate que senti ele parar o carro e conversar com alguém, logo em seguida o carro seguiu e foi parar num lugar fechado, uma garagem como fui perceber depois.
- Pronto, chegamos, mas nem pense em tirar essa venda. Espera que eu já volto.
- Ele desceu do carro e ouvi o ruído de ele baixar uma porta.
- Vem comigo. Nisso ele abre a porta e me ajuda a descer.
- Dé onde a gente esta? To com medo.
- Não fica assim, vem, você não confia em mim?
- Claro que confio, mas nunca ninguém fez isso comigo.
- Cuidado que tem um degrau.
Ouvi ele trancar uma porta.
- Posso tirar a venda?
- Claro. Nisso eu tirei.
- Meu Deus, onde a gente ta? Eu estava espantado
- Digamos que num lugar especial.
- A gente ta num motel?
- Aham... Gostasse?
- Aixxx que tuudoooo, eu nunca fui num motel... hahahhahahahha
- Então me beija. Beijei-o, mas eu estava mais interessado no quarto, hahhahahah.
- Nossa cama redonda, quanto espelho, nossa o que tem aqui? Aiii que luxxooo sauna, banheira, que lindo. Eu estava assustado mas muito empolgado, ainda não tinha caído a fixa do que se faz num motel, estava achando tudo o máximo, hahahahha.
- Nando? Disse o Dé parado olhando pra mim.
- Oi. AiIIIii que eu me toquei.
- Eu não ganho nada em troca?
- Claro meu gato, desculpa, mas tava tão fascinado, hehehhe primeira vez num motel, hahahhaha.
- E que tal a gente curti tudo isso? Temos a noite toda.
- Eu te amo. Eu falei.
- Eu também te amo meu nenem.
E ali no banheiro pertinho da banheira nos beijamos, o fogo começou a crescer, ele me prensou na parede e foi me beijando com volúpia, mas com muito carinho, eu já estava com saudades de sentir o meu homem me acariciando daquele jeito.
Eu podia sentir sua língua molhada entrar em minha boca e procura minha língua para acariciá-la, seus lábios pareciam mais carnudos do que de costume, seu cheiro estava diferente, tinha algo excitante no ar, que eu não costumava sentir antes, beijava aquela boca como a ultima vez, mordia seus lábios e ao mesmo tempo passava a língua por eles, queria sentir aquele beijo, aquele homem me acariciando me beijando me desejando, nos beijávamos de tal forma com tanta vontade que a região da boca e queixo já estava toda babada, passava minha língua por todo aquele pedaço do meu homem, queria deixá-lo louco, ardendo de tesão. As mãos do André não estavam mais procurando minhas costas e minhas nádegas como sempre o fazia, ele acariciava meu corpo, descendo de meu peito para minha barriguinha ate chegar em meu pênis que já estava muito duro.
Ao contrario de mim que também procurava seu pênis, mas não como antes, também apertava de mais aquela bundinha que é perfeita. Ele me beijava com intensidade, mordia meus lábios junto com sua respiração forte, me deixando louco. Aos poucos ele foi subindo ate chegar em meu ouvido, e depois de muitos beijos e mordidas em minha orelha, sussurrou algumas palavras.
- Hoje eu quero me entregar a você Fernando.
- Ahm?
- Quero me entregar a você, quero que me possua hoje nando.
- Péra, você tem certeza disso André? Eu estava espantado.
- Nunca estive tão certo em toda a minha vida, hoje você vai ser o meu homem nando.
- Mas você não faz passivo, não gosta.
- Mas hoje eu quero ser, só pra você, é uma prova de quanto eu te amo Fernando.
- Eu te amo. Falei baixinho olhando em seus olhos e mostrando aquele rapaz o quando eu realmente o amava.
- Então me beija.
Voltamos a nos beijar com vontade, mais intensamente e assim ele me arrastou ate a cama. Deitando em cima do meu amor, ficamos nos beijando ate que ele tirou minha camisa, e assim aproveitou que eu estava sentado sobre seu corpo, beijos e mordeu muito meus mamilos, deixando-os doloridos e molhados com sua saliva. Também fiz o mesmo com ele, tirando sua camiseta e beijando aquele corpo escultural que Deus me deu.
Num estante de muitos beijos e amassos, ele me virou ficando em cima de mim e assim foi beijando meus lábios, meu pescoço, meu peito, dando um trato mais especial a meus mamilos novamente, minha barriguinha na qual ele brincou muito com meu umbigo, colocando sua língua lá dentro ou passando-a em movimentos circulares por redor do mesmo. Descendo mais e chegando na altura de meu pênis começou a morder meu pau já duro que nem pedra sobe minha bermuda e cueca, ele mordia, as vezes agarrava com a boca e sacudia a cabeça como um cachorro sacudindo seu osso, mas sempre, olhando em meus olhos e fazendo carinha de menino safado. Não demorou muito para o Dé abrir minha bermuda somente o reco e abaixando minha cueca, tirar meu pau pra fora e assim iniciar um joguinho de tesão que me deixou doido.
O André segurava na base de meus pênis para segurar também minha bermuda que ele não havia retirado e assim com meu pau apontado pro alto, foi passando a língua de baixo para cima, as vezes dando aquelas mordidinhas no tronco de meu pau, mas sempre sem chegar a chupá-lo de verdade. Ficou nesse jogo, lambendo, beijando a glande, ate eu não agüentar mais e pedir:
- Chupa.
O André me olhou, deu um sorrisinho de safado, e caiu de boca, chupava ate o possível de sua garganta me enlouquecendo, às vezes chupava só a cabeça passando a língua de uma forma que me deixou louco. Olhar para aquele cara ativo, que na cama me dava um trato incomparável me deixando dolorido, agora estava ali me chupando, brincando com meu pau como se fosse um conhecedor no assunto, cara isso me levava a um transe incomparável de prazer. Teve uma hora que eu me controlei para não gozar, ele estava chupando meu cassete, parou e deu uma cuspida na minha glande deixando-a toda melada e assim voltou a chupá-la retirando meu pênis de sua boca mas deixando aquela babinha saindo de sua boca ate a cabeça de meu pênis, nossa que quase gozei de tento tesão.
- Vem Nando, me fode. Disse o meu Dé levantando e ficando de lado, levantando uma de suas pernas.
- Vai dar esse rabinho pro teu nando é? Eu estava completamente no clima.
- Mete vai.
Coloquei a camisinha e me arrumei atrás dele. Virando seu pescoço recebi um beijo muito caliente e sensual do meu gato. Para logo após ele mesmo se encarregar de direcionar meu pênis para o seu cuzinho.
- Vai cara, mete. Dizia ele.
- Vou mete gostoso em você André.
- Então mete.
E assim o fiz. Foi um pouco difícil pois ele não era acostumado e muito menos eu, mas aos poucos fui sentindo cada milímetro quente e úmido daquele rabinho do Dé, que a essa altura escondia a cara embaixo de seu próprio braço pela dor que sentia, sua respiração denunciava que ele estava com muito tesão, apesar da dor ele queria muito isso, no começo seu pau estava mole. Como eu estava com muito tesão, depois de sentir metade de meu pau dentro dele, segurei sua cintura e com uma força que nem eu sei de onde tirei, penetrei o restante de seu cuzinho com meu cassete, a única coisa que ouvi foi o gemido do Dé.
- Ai Fernando, vai com calma cara, ta doendo.
- Cuzinho maravilhoso Dé, puts de delicia isso. Eu não ouvia suas palavras, só me concentrava em meu tesão que aumentava cada vês mais minha metidas.
- Então mete meu gato, vai me fode... aiiii nandooo.
- Ta gostando né? Então sente.
- Vai cara, vaiiiiii... ahmmmmm.
Estava muito bom aquilo, nossa, aquele reto fazendo uma pressão sobre meu pau, sentir aquele local quente e úmido excitar minha glande, meu cassete inteiro, ouvir o Dé gemendo e sentindo prazer, nossa eu estava nas nuvens. O melhor momento estava por vir. Quando ele ficou de frango pra mim, nossa ai mesmo que eu consegui entrar fundo naquele rabo, nossa.
Eu olhava pro Dé e via ele fazendo varias caretas de tesão, prazer, dor tudo numa mistura hiper excitante. Eu metia fundo nele com uma violência que eu gostava de sentir em mim quando ele me penetrava, eu já estava suando e isso me deixava com mais tesão ainda.
- Me fode Nando, vai carinha.... ahmmmmm fode cara. Dizia o Dé pra mim.
- Ahh delicia André, vai abre mais essas pernas... ahhhhh deixa eu foder fundo vai....
Cara lembro do Dé pegando em minhas nádegas e forçando mais minhas estocadas e assim ele jogava a cabeça pra trás e gemia alto, putz como isso me excitava mais e mais. Eu já estava metendo rapidamente e controlando para não gozar pois estava muito bom, ate que o Dé vendo meu corpo suado (eu estava me apoiando com as mão do lado de sua cabeça) ele começou a passar a mão sobre meu peito e descer ate a barriguinha e assim voltar e sentir suas mão indo ate minha nuca e me puxando para um beijo alucinante, na qual foi o suficiente para eu começar a sentir meu pênis inchar e experimentar a sensação de sentir meu sêmen percorrer o canal da uretra e encher a camisinha de pura porra.
- To gozando Dé.... ahmmmmmmmmm
- Isso vai deixa eu goza também... ele começou a se masturbar e logo gozou.
- Ai cara que coisa boa... puts ahmmmmm... eu estava em extasy...
- Te amo. Disse ele passando a mão em meu rosto limpando o suor que escorria por ele.
- Também te amo... cai sobre seu corpo entrando num beijo lento e amoroso.
Nossas respirações atrapalhavam um pouco nosso beijo, mas não impedia de sentir o gosto de um beijo pós sexo misturado com o extasy do momento e o suor que corria principalmente de minha parte, o sal do nosso suor deixava aquele beijo mais fascinantte ainda. Ficamos ali ate descansarmos. Eu fui tomar um banho e o Dé preparou a banheira pra gente tomar um banho gostoso e relaxar. Entrar naquela banheira e ficar abraçadinho com ele foi a coisa mais maravilhosa. Muita espuma, o Dé encostado na borda da banheira quase sentado e eu deitado sobre seu corpo, escorado em seu peito... Claro que rolou mais vezes, eu penetrei ele mais uma vez e depois ele me penetrou. Antes de sairmos inda rolou uma brincadeira muito gostosa.
O André me colocou ajoelhado na banheira com meu corpo para fora ficando de costas para ele, que atrás de mim começou a me penetrar com seu dedos, aos pouco colocando mais e fazendo movimentos leves de penetração. Ele encostou seu corpo no meu e eu podia sentir seu pênis ereto colar em minha coxa, seu rosto ficou atrás da minha cabeça e ele falava coisas obscenas, mas excitantes ao extremo, mas sem parar de me foder com 3 dedos.
- Ahm? Ta gostando de sentir meu dedos no teu cuzinho em? ta né seu viado?
- Adorando aiii, vai mete mais vai..
- Abre essas pernas vai... ahmmmm delicia de cuzinho...
- AAAAaahhhhh caralho vai mais rápido não para... ele acariciava minha próstata me deixando maluco... ate eu gozar sem tocar em meu pau. Ele também gozou na minha cara para depois bater com seu pênis nela toda e espalhar sua porra por todo meu rosto.
Saímos do Motel eram umas 4:30h da manhã, ainda era escuro e ele me levou para a beira mar para vermos o sol nascer. Deitamos na areia e entre vários beijos presenciamos os primeiros raios de sol brilhar lá no fundo do mar, eu estava deitado sobre seu peito, os dois jogados na areia, ate que ele começou a cantar essa música...
- “Eu sei, tudo pode acontecer, eu sei, nosso amor não vai morrer, vou pedir aos céus, você aqui comigo, vou jogar no mar flores pra te encontrar...” sussurrando ao pé de meu ouvido eu não acreditava, o sol nascendo e eu ali com a pessoa que eu mais amava e ouvindo ele cantar essa música pra mim... comecei a cantar junto com ele e aos poucos fui me virando, olhando dentro de seus olhos.
- “Não sei, porque você disse adeus, guardei o beijo que você me deu, vou pedir aos céus você aqui comigo, vou jogar no mar flores pra te encontrar...” eu já chorava e via os olhos do meu Dé também brilharem e a primeira gota de lagrima rolar em sua face.
- You say godbye... não deixei ele terminar de cantar e olhando bem em seus olhos dizendo com a alma e com as palavras.
- Eu te amo André.
- Eu também te amo Fernando, você é a coisa mais importante na minha vi.... O beijei, um beijo de carinho, de amor... após um beijo desse nos abraçamos e ficamos ali apertadinhos. Era difícil de acreditar que esse cara estava ali comigo e fazendo eu me sentir uma estrela que brilhava no céu, amar e ser correspondido é a melhor coisa desse mundo. Ali ficamos ate o sol raiar
Cara como eu era feliz com ele, sabe essa noite especial, ele se entregar a mim para provar que me amava e que é comigo que ele quer passar o resto de sua vida, e agora esse momento, puts...
Depois que ficamos em silêncio, eu o abracei forte e agradeci a Deus por ele ter colocado alguém como o Dé no meu caminho. Queríamos ficar mais, mas o sol já estava pleno e não queríamos ser vistos por ninguém. Voltamos pra casa e fomos dormir... mas antes disso, ao chegar em casa meu pai já estava acordado e ao passar por ele para dar bom dia, ele não me olhou e passou direto me ignorando por completo. Estranhei muito, mas estava cansado de mais e fui dormir sem dar muita bola...
Dia 06 de Março de 2004, véspera do meu niver, eu estava numa tranqüila na rede lá na casa da praia, pois estávamos na praia desde sexta dia 05. estava lendo um livro muito legal Nas Margens do Rio Piedra Eu Sentei e Chorei do Paulo Coelho, bem linda a história quando o seu Rodrigo chega e deita na rede comigo.
- Da uma vaguinha ai. Disse ele se sentando.
- Ah Mano tem outra rede ali ó, assim você atrapalha a minha leitura. Falei apontando com o dedo a outra rede.
- Eu quero sentar aqui com você. O que tais lendo?
- Nas Margens do Rio Piedra Eu Sentei e Chorei. Do Paulo Coelho.
- É legal? Fala de que?
- Fala da face feminina de Deus, a história desenvolve com um romance, aix bem lindu.
- Uhm... coisa da faculdade você não lê.
- Ai nem vou responde. Falei e voltei a ler.
Não demorou muito ele começou a me incomodar, ficava se mexendo, até que começou a me dar chutes. E eu cada vez mais brabo revidava e ele só ria. Até que ele me estressou.
- Da pra fazer o favor de parar. Disse bem brabo.
- Nossa, ta brabo ta? Hahahahhahaa... maior criança.
- Nossa quanto tempo pra perceber isso.
- Te fode então.
- Idiota.
- Quem é idiota? Disse ele
- A pessoa que esta aqui nessa rede comigo me enchendo o saco.
- É?
- Éeeeee.... respondi
- Então toma. Ele me deu um soco no braço.
- Para.
- Não. E me deu outro
- A é? Então leva também. Dei um soco nele, mas coitado de mim, ele mal sentiu.
- Quem disse pra você me bater em? oh na cara oh. Ele dava tapinhas na minha cara e ria.
- Vai toma no cu, para. Já falei gritando com ele.
- Tu vai ver quem é que vai tomar no cu. Bixinha. A eu me queimei e comecei a dar soco, tapa, chute, o que desse de fazer eu fazia, objetivo era acertar ele.
- Hahahahahha nossa ta violento em? hahahahah vai me acerta, hahhahahahhaha não tem nem força. Ate que ele me segurou pelos braços e trancou minhas pernas embaixo das dele.
- Me solta. Eu me debatendo, hahahhaha não demorava muito a rede arrebentava.
- Hahahahhahahaha fracote, ohhh ohhh galinho de briga, hahahahhaha.
- Para me solta seu cavalo, ridículo.
- Cala boca, na hora que eu quiser eu te solto... hahahahhaha.
- A ta então ta... comecei a berra. PAAAIIEEEEEEEE... olha o manu me batendo.. o PAIIIIIII... virei olhei pra ele e ri da cara dele...
- Bebezinho, tem que ficar chamando o pai... neném oooo neném.... hahhahahahha
Ate que o pai chegou.
- Já estão se estranhando vocês dois, vão crescer quando em?
- Ele que começo pai, eu tava aqui lendo meu livro e ele veio torra o saco esse idiota.
- Cala boca pirralho.
- Calem a boca os dois, Rodrigo, vai lavar meu carro, e Fernando pra dentro ajuda sua mãe. E chega de brigas vocês, querem entra pro pau igual quando eram crianças?
- Mas pai. Tentei argumentar.
- Chega, não tem pai, mãe. Meu pai tava brabo.
- O Rodrigo ainda saiu tirando sarro de mim. Aiii qui ódiooooooooo.
O que eu tinha esquecido de falar é que essa noite o pai faria um churrasco pra comemorar meu niver, então viria um povinho que eu convidei. Durante a tarde toda eu fiquei em casa ajudando a mãe na cozinha, maionese, salada e pão, o manu com o carro pra lá e pra cá, o pai na carne... hehehhehe nada como a tradição gaúcha de um bom churrasco, meu pai é mestre. Então minha tarde correu por causa dos preparativos, não seria nada assim grande, viriam apenas alguns amigos da facul, família e tal.
A noite depois de um bom banho tomado e bem arrumado para esperar os convidados, meu celular toca.
- oi meu xelu. Era o Dé no fone.
- Oi meu gatinho. Disse ele
- Dé porque você não veio ainda?
- Nando eu vou mais tarde né, sou seu convidado porque estaria ai cedo? Não podemos começar a dar muito na telha né gatinhu.
- É verdade. Falei meio triste.
- Fernando por favor é véspera de seu aniversario, vai ficar triste por que?
- Aix Dé, sabe as vezes da vontade de sumir com você, pra um lugar onde eu possa te abraçar no meio da rua, te beijar e dizer que você é meu homem sem precisar ficar cuidando pra ver se os outros estão vendo ou não. Aixxxxxx...
- Fernando, você sabe que não é assim, um dia quem sabe, mas não estamos juntos? Então, quero um sorriso nesse rosto em, depois conversamos sobre isso.
- Ok...
- Eu já falei com a Liana e a paty, eu as levo. Disse ele.
- Ta bom... e meu presenti? Hehehhehehehhe
- Seu presente ta bem guardado. Ele disse com uma vozinha bem maliciosa.
- Uhmmmm... hehehhe beijos amor.
- Beijos, se cuida, ate a noite.
- Xau.
Aixxxxx... (meu aix já ta taxado né? Hahhahah e daí hahahhahah) desci né e fiquei esperando o povo, o manu também já estava pronto, o pai também, só a mãe que estava se arrumando, aixxxx mulheres...
Os primeiros a chegar foram meus tios, e a primarada toda, a pirralhada e os gatinhos, hahahhah ué olhar não é pecado é? Hahahahhah.. e lá vai seu Fernando recebê-los, fazer aquele papel básico de “Não precisava de nada” quando recebia um presente, como manda a boa etiqueta, hahahhahhah... levando cascudo dos primos mais velhos e servindo de brinquedo de parquinho para os mais novos que sempre teimam em trepar em você... (no bom sentido seus maliciosos)
Minhas tias por outro lado me agarrando e me beijando, tenho uma tia que é meio louca, irmã de meu pai, a mais novinha da família, pra vocês verem ela tem apenas 27 anos. Retornando ao assunto, ela é um saco porque desde pequeno ela me pinta inteiro de caneta me desenhando, claro que hoje eu não deixo mais, mas ela vive grudada em mim, e é nandinho pra cá, nandinho da titia pra lá e eu agüento né. Até que chegaram meus primos de POA (Porto Alegre) lembra, o Marcos do Lucas e da CAROL, é aquela prima que da em cima do Rodrigo. Pois bem.
- Tio César tudo bom?
- Feliz aniversario Fernando, muita saúde, paz, que o resto a gente corre atrás não é verdade? Disse ele
- É mesmo. Ele me deu um abraço.
- Oi nando, feliz aniversario. Era minha tia Clarisse, mulher do tio César.
- Obrigado tia.
- E ai nando beleza cara? Feliz aniversario. Era o Marcos.
- Obrigado.
- Oi nando, beijo na prima, feliz aniversario. Era a Carol.
- Obrigado prima. MORRAAA eu pensava comigo mesmo. Hahahhahahahha...
- E ai seu Fernando, da um abraço no primo. Feliz niver primo. Era o Lucas.
- O Nando espero que goste. Ele me entregou um pacote.
- A cara não precisava. (eu disse) hahahhhaha
- Pelas minhas investigações eu achei que esse seria de sua preferência.
- Uhm deixa eu abrir. Era um cd do Nenhum de Nós acústico 2.
- Puts cara e como eu gosto, poxa valeu mesmo.
- É, seu irmão disse que você gostava. Nos demos mais um abraço.
- E ai nando, gostasse? Era o Marcos vindo de dentro de casa depois de cumprimentar todo mundo.
- Cara muito animal...
- Vamos escutar então, cadê o som? Perguntou ele.
- No quarto, vamos lá.
Nenhum de Nós é uma banda gaúcha, muitooo boa, sério mesmo quem puder compre o cd, é música de qualidade com letra, tudo é muito show. E lá no quarto com o mesmo cheio de primos, ficamos escutando.
- “Esse foi um beijo de despedida, que se da uma vez só na vida, explica tudo sem brigas, e clareia o mais escuro dos dias, tudo bem se não deu certo, eu achei que nós chegamos tão perto, mais agora com certeza eu enxergo, que no fim eu amei por nós dois... mas você lembra, você vai lembrar de mim, que o nosso amor valeu a pena, lembra é o nosso final feliz, você vai lembrar vai lembrar sim... (Você vai lembrar de mim)
era eu cantando ta, ainda bem que não da pra ouvir se não eu perderia os leitores, hahahahahhahah.
- Cara muito show, valeu mesmo.
- Legal legal, disse o Lucas.
- Fernando!!!!!! Era minha mãe chamando.
- Oi mãe?
- Seu tio e seu tia chegaram vem recepcioná-los. E lá fui eu.
Voltando pro quarto.
- “Você não ligou quando eu disse para ter cuidado, tinha razão você precisa ser livre. (bis)”. (Das coisas que eu entendo).
- “Por que você não disse que viria, logo agora que eu tinha, me curado das feridas, que você abriu quando se foi, porque chegou sem avisar, eu queria tempo pra me preparar, a roupa limpa a casa em ordem e um sorriso falso pra enganar... eu não entendo a sua volta, não entendo sua indecisão, num dia sou seu grande amor no outro dia não, não, não...” (Eu não entendo)
- “Se eu cantar não chore não, é só poesia, eu só preciso ter você por mais um dia, ainda gosto de dançar, bom dia, como vai você?” (Um girassol da cor do seu cabelo)
- “Amanhã ou depois, tanto faz, se depois for nunca mais, nunca mais...” (Amanhã ou depois)
- “Acho que era julho de 83... ...Adolescência vazia, eu tinha quase 16, ninguém me compreendia e eu não compreendia ninguém.” (Julho de 83)
- “Não vou mais me segurar, vou deixar que você se vá, não vou mais me segurar vou deixar que você se váaaaaaaa... váaaaa...” (Vou deixar que você se vá)
- Flores na cabeça, nossos pés descalços, nossa vida toda de paz e amor... flores na cabeça, nossos pés descalços, nossa vida toda de PAZ e AMOR.” (Paz e Amor)
- Cara essa é a melhor música desse cd, muito showwwwww... eu disse.
- Paz e amor? Perguntou o Marcos.
- Aham!!!.
- FERNADO????
- OI? Alguém me chamou e eu respondi.
- Filho seus amigos da faculdade.
- Já vou.
Quando desci reconheci a Maria Helena e seu Marido o Marcel, a Deise e a Eliane.
- Oi, tudo bom?
- Oi Nando parabéns. ...
E assim se sucedeu com todos, cumprimentos, presentes, para depois apresentá-los a minha família. “Minha Mãe, meu pai, meu irmão... “ hhehhehe básico né. E assim se passou mais uma hora mais ou menos ate o carro que eu mais esperava entrar no pátio de casa. Aixxxx, vem ele ali dirigindo, com as minhas amigas, ele me olhando, depois descer do carro todo sorridente, com uma ropinha social, aiiiixxxxx...
- Oi Nandoooooooo... parabéns meu amorrrr... adivinha quem era? Hahahhahahahhah acertou quem apostou na Liana é claro.
- Oi Lia, aixx que bom você aqui.
- JURAAAAA que eu vou perder essa festa, nem morta e enterrada.
- Hahahhahahhaha... te amo.
- Também, aixxxxx 21.... aninhus Nando você já vai poder colocar silicone...
- Cala boca, hahahhahahahhahahahhahahha...
- Parabensssssss... Óh é pequeno porque eu não queria gastar dinheiro com você. Falou ela na maior me entregando um pacotinho.
- Uhm.... hahhahahahha... aixx qui lindooooo... era uma tornozeleira e uma fitinha de nossa senhora aparecida.
- Bigadinhu....
- Foram 10 reais os dois...
- Chata. Agora sai que quero dar um abraço na paty.
- Vai vai.... Dona Anaaaaaaa.... e lá foi ela atrás da minha mãe, coitada.
- Parabéns Fernando, muitas felicidades, muita paz e saúde pois o resto a gente que consegue. Aixxx a paty é muito fofa com esse ar serio dela.
- Obrigado paty. E assim conversei com a paty até o Dé vir.
- Feliz aniversario Fernando. AAAAAAAIIIIIXXXXXXXXXX.... que fooooofffuuuuuu...
- Obrigado seu André.
Ele me deu um abraço e depois ficamos nos olhando, eu dizendo pra ele o quanto eu o amava somente com meus olhos que se seguravam pra não chorar. Com os lábios ele disse “Eu te amo”, eu quis beija ele agarra e berra que esse era o homem que eu escolhi pra viver comigo pra sempre, masssss... num podia né.
- Vamos lá no carro comigo? Disse ele.
- Aham. Eu todo faceiro achando que ele ia me dar um beijo.
- Entra! Ele disse.
- Pronto, e ai? Eu na maior “inocência” possível.
- É simples, mas é de coração e você vai saber o porque disso mais tarde. Ele falou me entregando um pacotinho me olhando bem serio, fiquei ate com o pé atrás.
- Há..... quando iria falar algo ele disse.
- Abre.
- Espera... uhmmm... Cd do Papas Da Língua acústico.... aixx brigado Dé.
- Agora vamos pra não dar chance de ninguém desconfiar de nada.
- Mas nem um beijo?
- Eu também queria, mas não Fernando, vamos.
- Saco.
Tudo transcorreu normalmente no restante da noite. Sentamos nas mesas, cantaram parabéns, eu fiquei roxo mais abapha o caso... e assim foi. O foda era mal poder dar atenção pro Dé, tinha que ficar fazendo sala pros primos, tios, amigos da faculdade, pai, mãe, irmão, e a Liana que não desgrudava de mim. O Guilherme tadinhu, num pode vir, ele me ligou pedindo desculpa dizendo que a mãe dele não estava muito bem, não era nada grave mais ele ficou com ela, disse que depois a gente conversava. Uma coisa que eu não deixei de reparar eram os olhares que rolavam entre Rodrigo e Carol, teve até uma hora que eu cutuquei a Liana e comentei com ela, e ela disse que também esteve observando isso, mas todo caso não era nada, acho eu.
Já era tarde, estavam em casa apenas o Dé a Liana e a família do tio César. Eram umas 23h quando o manu entra em casa com uma caixa grande meio pesada.
- Feliz aniversario pirralho. Disse ele.
- Obrigado manu, mas o que é isso?
- Seu presente, meu e do pai.
- Uhm... daí eu abri né.
- E ai gostou?
- Que legal, um DVD, nossa que show... fiquei ate espantado.
- Parabéns filho, espero que você tenha gostado. Disse minha mãe vindo me beijar.
- Claro mãe eu adorei, obrigado mãe.
- Parabéns meu garoto. Disse meu pai.
- Aix paiiiiiii... hehehhehehheh.
Perto da 00h o Dé veio conversar comigo e com a Liana pra darmos uma volta, claro que ele queria ficar sozinho comigo, mas tínhamos que achar um jeito de despistar meus primos. Deu que no fim, o Marcos não saiu por causa da namorada, o Lucas ainda não saia, mas a Carol, bem a Carol saiu com meu irmão, eu já saquei que rolaria algo, com toda a certeza. Com o André fomos eu a Liana e a Paty, mas na verdade deixaríamos elas na casa de uma prima, e sairíamos eu e o meu Dézinhu, hehehhehe.
Saindo de casa, fomos pra casa da prima da Liana e a deixamos lá com a Paty. Logo que saímos o Dé aprontou uma comigo, ele vendou os meus olhos e disse que iria me levar ate o meu presente, eu achando o máximo né. Rodamos um pouco de carro ate que senti ele parar o carro e conversar com alguém, logo em seguida o carro seguiu e foi parar num lugar fechado, uma garagem como fui perceber depois.
- Pronto, chegamos, mas nem pense em tirar essa venda. Espera que eu já volto.
- Ele desceu do carro e ouvi o ruído de ele baixar uma porta.
- Vem comigo. Nisso ele abre a porta e me ajuda a descer.
- Dé onde a gente esta? To com medo.
- Não fica assim, vem, você não confia em mim?
- Claro que confio, mas nunca ninguém fez isso comigo.
- Cuidado que tem um degrau.
Ouvi ele trancar uma porta.
- Posso tirar a venda?
- Claro. Nisso eu tirei.
- Meu Deus, onde a gente ta? Eu estava espantado
- Digamos que num lugar especial.
- A gente ta num motel?
- Aham... Gostasse?
- Aixxx que tuudoooo, eu nunca fui num motel... hahahhahahahha
- Então me beija. Beijei-o, mas eu estava mais interessado no quarto, hahhahahah.
- Nossa cama redonda, quanto espelho, nossa o que tem aqui? Aiii que luxxooo sauna, banheira, que lindo. Eu estava assustado mas muito empolgado, ainda não tinha caído a fixa do que se faz num motel, estava achando tudo o máximo, hahahahha.
- Nando? Disse o Dé parado olhando pra mim.
- Oi. AiIIIii que eu me toquei.
- Eu não ganho nada em troca?
- Claro meu gato, desculpa, mas tava tão fascinado, hehehhe primeira vez num motel, hahahhaha.
- E que tal a gente curti tudo isso? Temos a noite toda.
- Eu te amo. Eu falei.
- Eu também te amo meu nenem.
E ali no banheiro pertinho da banheira nos beijamos, o fogo começou a crescer, ele me prensou na parede e foi me beijando com volúpia, mas com muito carinho, eu já estava com saudades de sentir o meu homem me acariciando daquele jeito.
Eu podia sentir sua língua molhada entrar em minha boca e procura minha língua para acariciá-la, seus lábios pareciam mais carnudos do que de costume, seu cheiro estava diferente, tinha algo excitante no ar, que eu não costumava sentir antes, beijava aquela boca como a ultima vez, mordia seus lábios e ao mesmo tempo passava a língua por eles, queria sentir aquele beijo, aquele homem me acariciando me beijando me desejando, nos beijávamos de tal forma com tanta vontade que a região da boca e queixo já estava toda babada, passava minha língua por todo aquele pedaço do meu homem, queria deixá-lo louco, ardendo de tesão. As mãos do André não estavam mais procurando minhas costas e minhas nádegas como sempre o fazia, ele acariciava meu corpo, descendo de meu peito para minha barriguinha ate chegar em meu pênis que já estava muito duro.
Ao contrario de mim que também procurava seu pênis, mas não como antes, também apertava de mais aquela bundinha que é perfeita. Ele me beijava com intensidade, mordia meus lábios junto com sua respiração forte, me deixando louco. Aos poucos ele foi subindo ate chegar em meu ouvido, e depois de muitos beijos e mordidas em minha orelha, sussurrou algumas palavras.
- Hoje eu quero me entregar a você Fernando.
- Ahm?
- Quero me entregar a você, quero que me possua hoje nando.
- Péra, você tem certeza disso André? Eu estava espantado.
- Nunca estive tão certo em toda a minha vida, hoje você vai ser o meu homem nando.
- Mas você não faz passivo, não gosta.
- Mas hoje eu quero ser, só pra você, é uma prova de quanto eu te amo Fernando.
- Eu te amo. Falei baixinho olhando em seus olhos e mostrando aquele rapaz o quando eu realmente o amava.
- Então me beija.
Voltamos a nos beijar com vontade, mais intensamente e assim ele me arrastou ate a cama. Deitando em cima do meu amor, ficamos nos beijando ate que ele tirou minha camisa, e assim aproveitou que eu estava sentado sobre seu corpo, beijos e mordeu muito meus mamilos, deixando-os doloridos e molhados com sua saliva. Também fiz o mesmo com ele, tirando sua camiseta e beijando aquele corpo escultural que Deus me deu.
Num estante de muitos beijos e amassos, ele me virou ficando em cima de mim e assim foi beijando meus lábios, meu pescoço, meu peito, dando um trato mais especial a meus mamilos novamente, minha barriguinha na qual ele brincou muito com meu umbigo, colocando sua língua lá dentro ou passando-a em movimentos circulares por redor do mesmo. Descendo mais e chegando na altura de meu pênis começou a morder meu pau já duro que nem pedra sobe minha bermuda e cueca, ele mordia, as vezes agarrava com a boca e sacudia a cabeça como um cachorro sacudindo seu osso, mas sempre, olhando em meus olhos e fazendo carinha de menino safado. Não demorou muito para o Dé abrir minha bermuda somente o reco e abaixando minha cueca, tirar meu pau pra fora e assim iniciar um joguinho de tesão que me deixou doido.
O André segurava na base de meus pênis para segurar também minha bermuda que ele não havia retirado e assim com meu pau apontado pro alto, foi passando a língua de baixo para cima, as vezes dando aquelas mordidinhas no tronco de meu pau, mas sempre sem chegar a chupá-lo de verdade. Ficou nesse jogo, lambendo, beijando a glande, ate eu não agüentar mais e pedir:
- Chupa.
O André me olhou, deu um sorrisinho de safado, e caiu de boca, chupava ate o possível de sua garganta me enlouquecendo, às vezes chupava só a cabeça passando a língua de uma forma que me deixou louco. Olhar para aquele cara ativo, que na cama me dava um trato incomparável me deixando dolorido, agora estava ali me chupando, brincando com meu pau como se fosse um conhecedor no assunto, cara isso me levava a um transe incomparável de prazer. Teve uma hora que eu me controlei para não gozar, ele estava chupando meu cassete, parou e deu uma cuspida na minha glande deixando-a toda melada e assim voltou a chupá-la retirando meu pênis de sua boca mas deixando aquela babinha saindo de sua boca ate a cabeça de meu pênis, nossa que quase gozei de tento tesão.
- Vem Nando, me fode. Disse o meu Dé levantando e ficando de lado, levantando uma de suas pernas.
- Vai dar esse rabinho pro teu nando é? Eu estava completamente no clima.
- Mete vai.
Coloquei a camisinha e me arrumei atrás dele. Virando seu pescoço recebi um beijo muito caliente e sensual do meu gato. Para logo após ele mesmo se encarregar de direcionar meu pênis para o seu cuzinho.
- Vai cara, mete. Dizia ele.
- Vou mete gostoso em você André.
- Então mete.
E assim o fiz. Foi um pouco difícil pois ele não era acostumado e muito menos eu, mas aos poucos fui sentindo cada milímetro quente e úmido daquele rabinho do Dé, que a essa altura escondia a cara embaixo de seu próprio braço pela dor que sentia, sua respiração denunciava que ele estava com muito tesão, apesar da dor ele queria muito isso, no começo seu pau estava mole. Como eu estava com muito tesão, depois de sentir metade de meu pau dentro dele, segurei sua cintura e com uma força que nem eu sei de onde tirei, penetrei o restante de seu cuzinho com meu cassete, a única coisa que ouvi foi o gemido do Dé.
- Ai Fernando, vai com calma cara, ta doendo.
- Cuzinho maravilhoso Dé, puts de delicia isso. Eu não ouvia suas palavras, só me concentrava em meu tesão que aumentava cada vês mais minha metidas.
- Então mete meu gato, vai me fode... aiiii nandooo.
- Ta gostando né? Então sente.
- Vai cara, vaiiiiii... ahmmmmm.
Estava muito bom aquilo, nossa, aquele reto fazendo uma pressão sobre meu pau, sentir aquele local quente e úmido excitar minha glande, meu cassete inteiro, ouvir o Dé gemendo e sentindo prazer, nossa eu estava nas nuvens. O melhor momento estava por vir. Quando ele ficou de frango pra mim, nossa ai mesmo que eu consegui entrar fundo naquele rabo, nossa.
Eu olhava pro Dé e via ele fazendo varias caretas de tesão, prazer, dor tudo numa mistura hiper excitante. Eu metia fundo nele com uma violência que eu gostava de sentir em mim quando ele me penetrava, eu já estava suando e isso me deixava com mais tesão ainda.
- Me fode Nando, vai carinha.... ahmmmmm fode cara. Dizia o Dé pra mim.
- Ahh delicia André, vai abre mais essas pernas... ahhhhh deixa eu foder fundo vai....
Cara lembro do Dé pegando em minhas nádegas e forçando mais minhas estocadas e assim ele jogava a cabeça pra trás e gemia alto, putz como isso me excitava mais e mais. Eu já estava metendo rapidamente e controlando para não gozar pois estava muito bom, ate que o Dé vendo meu corpo suado (eu estava me apoiando com as mão do lado de sua cabeça) ele começou a passar a mão sobre meu peito e descer ate a barriguinha e assim voltar e sentir suas mão indo ate minha nuca e me puxando para um beijo alucinante, na qual foi o suficiente para eu começar a sentir meu pênis inchar e experimentar a sensação de sentir meu sêmen percorrer o canal da uretra e encher a camisinha de pura porra.
- To gozando Dé.... ahmmmmmmmmm
- Isso vai deixa eu goza também... ele começou a se masturbar e logo gozou.
- Ai cara que coisa boa... puts ahmmmmm... eu estava em extasy...
- Te amo. Disse ele passando a mão em meu rosto limpando o suor que escorria por ele.
- Também te amo... cai sobre seu corpo entrando num beijo lento e amoroso.
Nossas respirações atrapalhavam um pouco nosso beijo, mas não impedia de sentir o gosto de um beijo pós sexo misturado com o extasy do momento e o suor que corria principalmente de minha parte, o sal do nosso suor deixava aquele beijo mais fascinantte ainda. Ficamos ali ate descansarmos. Eu fui tomar um banho e o Dé preparou a banheira pra gente tomar um banho gostoso e relaxar. Entrar naquela banheira e ficar abraçadinho com ele foi a coisa mais maravilhosa. Muita espuma, o Dé encostado na borda da banheira quase sentado e eu deitado sobre seu corpo, escorado em seu peito... Claro que rolou mais vezes, eu penetrei ele mais uma vez e depois ele me penetrou. Antes de sairmos inda rolou uma brincadeira muito gostosa.
O André me colocou ajoelhado na banheira com meu corpo para fora ficando de costas para ele, que atrás de mim começou a me penetrar com seu dedos, aos pouco colocando mais e fazendo movimentos leves de penetração. Ele encostou seu corpo no meu e eu podia sentir seu pênis ereto colar em minha coxa, seu rosto ficou atrás da minha cabeça e ele falava coisas obscenas, mas excitantes ao extremo, mas sem parar de me foder com 3 dedos.
- Ahm? Ta gostando de sentir meu dedos no teu cuzinho em? ta né seu viado?
- Adorando aiii, vai mete mais vai..
- Abre essas pernas vai... ahmmmm delicia de cuzinho...
- AAAAaahhhhh caralho vai mais rápido não para... ele acariciava minha próstata me deixando maluco... ate eu gozar sem tocar em meu pau. Ele também gozou na minha cara para depois bater com seu pênis nela toda e espalhar sua porra por todo meu rosto.
Saímos do Motel eram umas 4:30h da manhã, ainda era escuro e ele me levou para a beira mar para vermos o sol nascer. Deitamos na areia e entre vários beijos presenciamos os primeiros raios de sol brilhar lá no fundo do mar, eu estava deitado sobre seu peito, os dois jogados na areia, ate que ele começou a cantar essa música...
- “Eu sei, tudo pode acontecer, eu sei, nosso amor não vai morrer, vou pedir aos céus, você aqui comigo, vou jogar no mar flores pra te encontrar...” sussurrando ao pé de meu ouvido eu não acreditava, o sol nascendo e eu ali com a pessoa que eu mais amava e ouvindo ele cantar essa música pra mim... comecei a cantar junto com ele e aos poucos fui me virando, olhando dentro de seus olhos.
- “Não sei, porque você disse adeus, guardei o beijo que você me deu, vou pedir aos céus você aqui comigo, vou jogar no mar flores pra te encontrar...” eu já chorava e via os olhos do meu Dé também brilharem e a primeira gota de lagrima rolar em sua face.
- You say godbye... não deixei ele terminar de cantar e olhando bem em seus olhos dizendo com a alma e com as palavras.
- Eu te amo André.
- Eu também te amo Fernando, você é a coisa mais importante na minha vi.... O beijei, um beijo de carinho, de amor... após um beijo desse nos abraçamos e ficamos ali apertadinhos. Era difícil de acreditar que esse cara estava ali comigo e fazendo eu me sentir uma estrela que brilhava no céu, amar e ser correspondido é a melhor coisa desse mundo. Ali ficamos ate o sol raiar
Cara como eu era feliz com ele, sabe essa noite especial, ele se entregar a mim para provar que me amava e que é comigo que ele quer passar o resto de sua vida, e agora esse momento, puts...
Depois que ficamos em silêncio, eu o abracei forte e agradeci a Deus por ele ter colocado alguém como o Dé no meu caminho. Queríamos ficar mais, mas o sol já estava pleno e não queríamos ser vistos por ninguém. Voltamos pra casa e fomos dormir... mas antes disso, ao chegar em casa meu pai já estava acordado e ao passar por ele para dar bom dia, ele não me olhou e passou direto me ignorando por completo. Estranhei muito, mas estava cansado de mais e fui dormir sem dar muita bola...
Atchim... (O sacoooo)
O Irmão Esportista XVIII – Atchim... (O sacoooo)
Começo de Fevereiro, numa dessas semanas que eu estava em casa, recebo uma ligação que eu já estava esperando faz tempo, meu amor, minha gata, minha sapa voltou de Balneário Camboriu (BC). Estava com muita saudade dessa guria.
Toca o telefone.
- Trimmmm, Trimmm.
- Nando atende pra mim filho. Diz minha mãe.
- Ok. Eu estava na sala vendo jornal (jura que é culto). Hahahhahah
- Alo?
- Oi!
- Quem fala? Eu disse.
- Fala travestiiiiiii.... hhahahahhahahhahahhahahahhahaha
- Lia?
- Oi minha paixão, que saudade meu viadinhu preferido. Disse ela
- Vai a merda sapatão, hahahahha aiii que saudade guria, poxa, sumida, nem da noticia.
- Também estou com saudades amor, Nando tanta coisa pra te contar, tanto bafãoooooooo, hahahhahahhahah.
- Você com bafão, imagina, você é uma santa... Eu também tenho algumas coisas pra te contar, iria te perguntar se você esta bem, mas pelo que percebo se melhorar estraga.
- Realmente gatinhu, to hiper feliz, ai transei tantuuuu, mais tantu. Disse ela zoando um pouco.
- Só imagino, hahahahhahah.
- Nando, to de aliança, a paty me fez essa surpresa, estou tão feliz, é tão linda!
- Uhm legal, cuidado pra não perde, do jeito que você é anta! Hahahhahahahahha
- Cala boca invejoso, eu tenho uma e você não, MORRAAAAAA de inveja passiva.
- Cala boca você! Hahahhahahhha
- Ta bom amor, só liguei pra dizer que chegayyyyyyyyyy e to morrendo de saudade de você meu gatinhu lindinhu. Hahhahahhah
- Também estou com saudades de você Lia.
- Idem! Vem aqui em casa amanha? Perguntou ela.
- Claro, vou ai sim, beijos ta te amuuuu minha gatinha.
- Também te amo!
- Beijos.
- Beijos xau.
Ai que legal cara ela já estava de volta, poxa adoro essa guria, hehehehhehhehe. Fiquei ali vendo tv ate começar a novela, assisti um pedaço com a mãe que veio assistir também e depois desci, o manu estava lá no saco de areia, fui lá com ele um pouco. Quando chego o pai também estava lá sentado numa cadeira de perna aberta apoiado no encosto da cadeira, ele senta com ela virada, entende? Eu cheguei e me sentei no sofá que tem, é aquele da 1º vez sim.
- Senta ai filho, fica ai com a gente! Disse meu pai.
- Oi, beijo pai.
- Tua mãe esta assistindo novela?
- Ta sim. Respondi a pergunta dele.
- Fernando, você já fez a reserva da matricula da faculdade?
- Já sim pai, fiz pela internet, agora só lá pra depois do carnaval que tenho que confirmar, Pai tem que pagar a mensalidade de Fevereiro, do pro pai, e o pai paga no banco?
- Depois quando tu subires, coloca na minha carteira, ai não esqueço.
- Tudo bem. Falei sorrindo. A gente conversando e o mano lá (páaaaa, paaaa, paaaaa, paaaa, paaaa... batendo naquele saco)
- Filho como esta o curso? Estais aprovando?
- Aham.
- E tu pretendes continuar nesse ramo? Queres fazer o que depois de formado?
- Ainda não sei direito pai, quero muito ser professor universitário, pelo menos vou ganhar bem, pois professor municipal e estadual nesse país não é valorizado, mas também quero atender na clinica.
- E qual ramo?
- Eu gosto muito de psicanálise pai, Sigmund Freud, mas ainda não tenho certeza, também acho muito legal me especializa em transtornos psiquiátricos, depressão, fobias, transtornos de ansiedade, sexuais, bipolaridade, essas coisas, mais ainda tenho 4,5 anos pra decidir, mas terapia Cognitivo-comportamental é muito show, rápida, pratica e eficiente.
- Esse é o meu menino! Disse meu pai passando a mão na minha cabeça.
- Hehehehhe! Só dei uma risadinha.
- É bom que tu já saibas como funciona o mundo lá fora meu garoto, tu pensaste igual a mim quando falaste dos professores.
- É eu sei pai!
Não demorou muito o Rodrigo para de bater naquele saco, pega a toalha e enxuga o rosto colocando a toalhinha no ombro, o restante do corpo todo suado com suor escorrendo pela pele mais morena ainda por causa da praia, lindu, mas eu tinha que disfarçar, o pai tava do lado.
- Pai! Disse o mano enquanto desenrolava as faixas das mãos.
- Fala meu garotão. Disse ele, eu me segurei pra não rir.
- Eu tenho que passar no banco amanha, se o senhor quiser eu pago a faculdade do Nando.
- Melhor, pelo menos quitamos de uma vez, eu iria só no fim da semana.
- Pai. Chamei.
- Oi!
- O pai me empresta o carro amanha a noite?
- Claro, mas aonde tu vais? Gelei.
- Eu... eu vou pegar um cinema com a Liana, ela voltou de viajem.
- Tudo bem, mas não chegue tarde, tu bem sabes que é perigoso sair por ai de carro de madrugada.
- Pode fica tranqüilo pai, brigadão. Levantei e dei um beijo nele, ai me sentei na cadeira com ele e ganhei um colinhu de pai. Aixxx coisa boa.
- E vê se honra esse dinheiro que eu e o pai investimos em você! Disse o Manu. Ele paga a metade e o pai a outra metade da minha faculdade.
- Lá vem o senhor correto botar moral, não precisa dizer eu sei disso e por isso sou um dos melhores alunos da sala. Disse eu todo indignado.
- Não fala assim comigo o muleque.
- Falo sim panaca.
- Chega! Isso é pros dois. O pai me deu um tapinha na minha boca.
- A pai num sô criança pra levar tapa na boca né.
- Tu ainda és minha criança e vive na minha casa então vai me respeitar.
- Ah pai qui saco. Eu disse.
- Vai continuar respondendo seu Fernando? Disse ele bem brabo.
Eu fiquei na minha né, num queria apanhar, mas eu vi o Rodrigo sair rindo, logo quem não iria rir da minha cara, Idiota. O pai levantou e foi para a sala com a mãe, eu fui também, bem quietinho pra não ouvir mais bronca. Chegando lá me enfiei no meio do pai e da mãe, a nossa sala tem um espaço grande com um tapete bem fofu e muitas almofadas, ai fui no meio dos dois e ganhei um beijinhu da mãe e fiquei assistindo um pouco a tv para esperar pra ver o que tinha na tv depois da novela, mas não tinha nada de bom passando, então fui pro quarto, onde o manu estava depois do banho fazendo a barba só com a toalhinha enrolada na cintura. Entrei deitei na cama e peguei um livro que estava lendo, ele saiu trocou de roupa e também se deitou, foi ler umas apostilas que ele tinha comprado para um curso que ele vai fazer quando voltar das férias, o Rodrigo de óculos é o máximo, ele tem um só pra leitura, fica tão gatinhuuuuu, ehhehehehe.
- WWWWWWWWWW... é o som do celular vibrando, hahahahahhahahhahaa.
- Oi meu gotosu! Era o Dé. : D
- Boa noite meu neném!
- Aix to cum xaudadi du meu Dé. bem manhosinho.
- Também estou gatinho, mas amanha a gente vai se ver né?
- Sisiisisisisiisis, o pai já libero o carro.
- Que bom, mas qualquer coisa eu passo ai e te pego.
- Ok, aix vem nana comigu?
- Eu to ai com você neném, u seu Dé ta ai deitadinho com você só de cuequinha, pode ser?
- Uhmmm... não.
- Porque não?
- Porque eu quero vc peladinhu, hehehehehehe...
- Seu safado, amanha você vai ter o que tanto quer.
- Hehehehhehe é bom mesmo! Hehehhehe
- Bom gatinhu eu liguei pra te desejar uma boa noite, que os anjinhus cuidem de você ta, beijos du seu, só seu Dé!!
- Beijos meu gatuxu, se cuida ta, beijão ti amu.
- Se cuida, tb te amo Nando, boa noite.
- Beijos, xau.
- Xau.
Aixxxxx,,, qui tudo, hehehehheheh, até desisti de ler o livro, me deitei e me cobri, virei de lado ai vi o mano me olhando de canto de olho.
- Ta olhando o que? Perguntei.
- Se deu bem em muleke!
- É bom as vezes né, sabe ele é muito especial! Falei suspirando.
- Eu que o diga, ainda vou comer aquela bundinha!
- Ai Rodrigo só pensa em comer, tenho certeza que vc ta é afim de dar esse rabo isso sim! Resolvi pisar no calo dele.
- Qualé em? aqui ninguém mete não, nem o Gui que é o Gui eu deixo, vai te fude tb.
- Com certeza, amanha quero fude muito com ele.
- Vai mesmo, puto vc é mesmo! Falou ele fechando a apostila e deitando tb.
- (silêncio)
- Boa noite! Eu disse
- Boa, durma bem.
- Brigado!
- Nando, você curte ele pra cassete mesmo? Estou certo maninho? Disse ele deitado como sempre de barriga pra cima jogadão na cama, virando o rosto para falar comigo.
- Aham.
- E ele te satisfaz a cama? Perguntou ele, hahhahahaha se roendo de ciúmes.
- Sim, ele é bom nisso. Eu respondendo sem muita vontade só pra ver no que iria dar.
- É eu percebi naquele dia que a gente transo com ele, mas maninho, ele é melhor do que eu? Hahahhahahahhahahahahhahahhahahahhahahaahhah esse é o Rodrigo que eu conheço. hahahahhahahahha
- Não vou responder, pq na verdade cada um tem seu estilo digamos assim, vc sabe que a gente se da muito bem na cama, com ele também me dou, mas pode ter gente que não curte o teu estilo, entende é algo de cada um, mas você sabe que faz muito bem.
- Uhm, legal, sabe nando eu estava querendo fazer algo diferente para o Gui, mas não sei o que fazer. Olha ele tentando causar ciúmes em mim, hahahhahhha.
- Legal manu, o Gui realmente merece, mas tipo vc pensa no que assim?
- Não sei cara. Disse ele se virando e apoiando a cabeça na mão.
- Porque você não faz algo bem romântico, tipo leva ele pra jantar, só os dois, depois você pega um motel bem show, coloca de fundo uma música muito legal, estilo Adriana Calcanhoto, Cássia Eller, Whitney Houston, sabem aquelas músicas bem gostosa pra namorar mesmo, melhor ainda você pode fazer um cd, uma seleção, iria ficar bem show.
- Gostei dessa idéia, mas tu faz a seleção pra mim? Sabia que sobraria pra mim.
- Faço, mas vou cobra 50 pau. Hahahahhahha
- Nem vou falar nada né Fernando.
- Daí pela manha você já deixa encomendado uma cesta de café da manha bem gostosa, pode ter certeza o Guilherme vai gosta muito.
- É verdade, ele merece sabe nando, pó o brow ta sempre do meu lado, amigão, um amante de primeira linha, o cara é show! Disse ele.
- Realmente, faça isso no dia do niver dele.
- Boa idéia cara, brigadão mesmo maninho.
- Di nada, vão custar 50 pratas mesmo. Hahahhahaha OBVIO que eu iria tirar proveito.
- Tudo bem, mas deita aqui. Ele me convidou dando tapinhas na cama dele.
- Não! Respondi bem rápido.
- Então te fode....
- Também te amo... boa noite... eu disse
- Boa.
Pela manha.
- Acorda o dorminhoco! Disse o mano jogando a toalha molhada na minha cara (ele tinha tomado banho).
- Uhmmmmmm!!... eu só resmunguei, nem me mexi, fiquei lá com a toalha na cara.
- Levanta ta na hora. Disse ele.
- Ahhhhh manu, deixa eu dormi. Tirei a toalha do meu rosto joguei no chão e virei meu rosto, eu estava deitado de bruços.
- Fernando levanta anda, vai toma teu banho. Falou o mano com um tom mais de ordem.
- Que saco cara porra não se pode mais nem dormir nessa casa, caralho! Levantei puto da vida.
Levantei e fui tomar meu banho, fiquei lá na boa, ate que comecei a espirrar, e quando eu começo a espirrar sem parar e fica correndo coriza do nariz, só pode ser a infeliz da minha rinite.
- Atchimm, atchimm, atchimm... saaaacooooo... sai do banho e já fui obrigado a correr para o rolo de papel higiênico, cara só quem tem rinite pra saber que saco que é isso.
- Atchimm, atchimm...
- Hahahhahahhahhaha, começa-se é? Se fudeu. Disse o manu tirando sarro da minha cara (novidade)
- Ai saco manu, pode apostar que vai ser o dia todo assim.
- Pega a tua caixa de lenço de papel.
- Isso mesmo que vou fazer! E assim o fiz, quando me da essas crises eu ando com uma caixinha pra cima e pra baixo na mão. Muito cômico.
Nisso vou tomar meu café e encontro minha mãe e meu pai.
- Bom dia meu filho! Disse meu pai, olhando para a caixa de lenço.
- Bom dia pai, Atchimmm...
- Epa, saúde meu filho, estas com crise de rinite?
- Sim pai, aix qui saco. Eu odeio ficar assim, principalmente tendo combinado com o Dé pra sairmos a noite.
- Bom dia meu gatinho! Disse minha mãe trazendo o bule de café novinho.
- Bom dia mãe.
- Meu gatinho ta atacado de novo filho? Disse ela beijando minha cabeça.
- É mãe, pra varia né, tava demorando... atchimmm... atchimmm....
- Hahahhahahhahahhah, só você nando pra me fazer rir pela manha. Adivinha quem fez esse comentário idiota? Tcham tcham nam nam... o Rodrigo, EEEEEEEEEE! (hahahahah o mais sem graça)
- Rodrigo deixa seu irmão em paz, não esta vendo que ele esta doente. Disse minha mãe dando um beijo no manu.
- Ok mãe, Pai você vai pro centro? Perguntou o manu.
- Sim meu filho, porque? Respondeu meu pai.
- Rola uma carona? Vou para a academia, acertar a mensalidade e nadar um pouco, quero economizar gazóza (gazolina).
- Ok eu te deixo lá, come algo rápido que não estou a fim de me atrasar hoje. Disse meu pai levantando.
- Só um minuto pai, só rola um suco e um cereal e um iogurte. Respondeu o Rodrigo, e eu do lado espirrando e comendo. Hahahahhaha.
Deixa eu descrever o mano, ele estava com o cabelo todo arrepiado com um pouco de gel só pra deixar com aquele ar de molhado, usava uma havaiana preta com um típico calção de jogador, mas esse era todo preto, com uma regata também preta colada no corpo e uma mochila estilo bem esporte mesmo, quem faz alpinismo, caminhadas sabe, essa era preta com vermelho, muito gato cara, heheehhehe.
Meu pai e o Rodrigo saíram e eu fiquei na cozinha com a mãe, conversando trivialidades, contando da facul, da praia, ela falando de quando conheceu meu pai, aquela coisa de mãe e filho. Ate que a Liana chegou. Toca a campainha e vou abrir a porta, lá estava ela com aquele sorriso lindo, meiguinha, bunitinha, fofuxinha, minha gatinha.
- Bom dia meu amorrrrr! Disse ela vindo me dar um abraço bem apertado.
- Bom dia minha paixão.
- Ai que saudade do meu Nandinho.
- Também to com saudades Lia. Ela me olha.
- Hahahahhah gripasse?
- Não, é rinite mesmo.
- Tadinhu dele meu Deux, dexa, dexa qui a Lia cuida du bebe doenti hoje. Disse ela me abraçando falando com vozinha de bebe, hahahhaha, só ela mesmo.
- U nandu vai quere colinhu mexmu. Disse em resposta. Ela entra em casa e vai falar com minha mãe.
- Dona Ana que saudade de você, trouxe uma lembransinha pra senhora! A Lia Diz entregando um pacotinho pra minha mãe.
- O minha querida, não precisava, tudo bem com você? Perguntou minha mãe
- Sisisisisisisisisi... aproveitei muito a viajem.
- Era isso mesmo que iria te perguntar, então foi tudo bem?
- Tudo ótimo, espero que goste, é pequeno mais é de coração.
Minha mãe abriu o pacote, hahhahahhahahahhahahhahha... hahhahahahhahahhahah hahahhahahahhahahahhahaha... hahahahhahahahhahahhahahha adivinha o que ela deu pra minha mãe, cara eu não me agüentei, hahahhahahahaha... era um sapinho pra colocar na mesa da sala.
- Muito obrigado minha flor, adorei o presente. Disse minha mãe toda feliz (mal sabe o que significa)
- De nada Dona Ana, eu gosto muito da senhora é só um presentinho. A outra, cínica que dói.
- Vou colocar agora mesmo aqui na sala, do lado do retrato do Nando. Hahahhahahha.
- Dona Ana eu só vou querer aquele cafezinho da senhora, uhmmmmmm que delicia. Disse ela indo pra cozinha. Julgada.....
- Claro meu amor, vem Nando! Disse a mãe pra mim.
- To indo, atchim... atchim...
Lá a Liana contou por cima como foram as férias em Balneário Camboriu. Tomamos um café e depois fomos para o meu quarto. Lá contei tudo que ouve na praia, ela me contou o que fez com a Paty em BC, muito legal, rimos muito né, pra sair um pouco da rotina. Ate que depois de algumas horas, o mano chega de ônibus.
- Lia, o que devo a honra de sua visita gatinha. Já chega o urubu pra cima da lia.
- Quem disse que vim te ver Rodrigo? Vim ver o meu gatu. Disse ela me agarrando.
- Há há há, ta mais pra gatinha do que gato. Filho da mãe!
- Não fala assim do meu Nando. Disse ela me defendendo.
- Tudo bem. Disse ele rindo.
- Nem te estressa Lia. Eu disse pra ela.
- O que vocês pretendem fazer essa noite? Perguntou o mano.
- Num sei, eu com essa alergia, queria sair com o Dé, mas sei lá...
- E você lia?
- Eu também não tenho nada programado, porque Rodrigo?
- Porque vou trazer o Gui ai pra gente assistir uns filmes e comer uma pizza, vocês estão afim?
- Legal, eu não posso sair com o Dé assim, mas ele pode vir aqui, por mim tudo bem. Respondi
- Eu só fico se vocês forem buscar a minha gatinha pra mim. Ai qui oferecida, hahhahahahaha....
- Tudo bem, o nando vai. Disse o mano.
- A sempre sobra pra mim, mas a gente pede pro Dé, quando ele vier ele passa na casa dela e pega ela.
- Ta mais ele nunca foi lá, como ele vai lá? Pergunto a liana
- Aixxxxx sua anta, a gente explica pra ele né... aiii como você consegue ser tão anta guria. Eu disse... hahahhaha
- Idiota... foi a resposta dela.
Daí como o combinado, ligamos pro meu gatu, o convidamos e explicamos o caminho da casa da paty. O mano tomou seu banho, eu tomei um também. Meus pais como souberam da nossa reunião foram jantar fora, como é bom ter pais legais, hehehehehhee....
Mais ou menos na hora marcada, o Guilherme chega.
- Oi pessoal, boa noite. Disse ele entrando, aix cara é tão lindinhu o Gui com aquele jeitinho dele de menino tímido.
- Boa noite Gui. Eu que abri a porta.
- Oi Liana, tudo bem com você?
- Aham, tudo sim, e com você gatu?
- Também. Eles se deram três beijinhos no rosto.
- O Rodrigo ta ai Nando? Perguntou ele.
- Ta sim, ele ta no banheiro fazendo a barba.
- Posso subir?
- Pode sim Gui, você já sabe o caminho né...
- Pode deixar.
Ele Subiu as escadas e a Liana solto a dela.
- Porque esses gatos tem que ser viado?
- Hahhahahahahhahahahhahahahahhahahahh, e porque você esta indignada com isso, você gosta de mulher...
- Ai Fernando, mais eles são muito lindos cara, olha o Gui, talvez por ser gay que seja tão gato, sabe se cuidar.
- Hahahhahahahhaha você é de mais cara. Eu só ria né.
Fomos até a cozinha, colocamos uns refrigerante na geladeira, preparamos os copos e os guardanapos, deixando tudo pronto pra depois só comer. Nem subimos para deixar o mano e o Gui a vontade. Não demorou muito a Liana solto outra.
- Nando, quem dos dois da? O Rodrigo ou a Guilherme?
- Puhhhhhttttttt... quase me afoguei com o copo d’água... ahhahahahhahahahhahahhahahaha...
- Por que vc quer saber?
- Sei la me veio na cabeça agora...
- O Rodrigo não faz passivo, ele é somente ativo.
- Ahm, então quer dizer que o Guilherme gosta de escorrega na mandioca?
- AHAHHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHHAHA... você tem que ver cara de séria, pensativa que ela faz e a naturalidade com que ela fala essas coisas. Muito cômico cara.
- Ai deve doer né?
- No começo sim.
- Ahhhh é esqueci que você também queima a rosca...
- Ai só tu mesmo...
Toca a campainha. E Lá vou eu abrir. Mas dessa vez valeu a pena né, era o meu gato.
- Oi meu príncipe! Disse o Dé
- Oi meu gatu, entrem...
- Olá Nando! Disse a paty vindo me dar um abraço.
- Olá minha querida, que saudade de você Patrícia.
- Agora deixa eu dar um beijo no meu gatinhu. Disse o Dé me abraçando e beijando, depois de fechar a porta é claro.
Ele me beijo bem gotosuuuu... as meninas também se beijaram o Dé e eu paramos e ficamos vendo, hahahhahahah, quando elas terminaram olharam na nossa cara e começaram a rir.
- Que foi? Nunca viu? Disse a Lia.
- Não, hahhahahahhahhaha...
- Uhm... hahhahhahahha
Fomos até a cozinha e lá arrumamos tudo... o Manu e o Gui desceram do quarto e ficamos todos conversando na sala, escolhemos os sabores e fizemos os pedidos das pizza. Quanto esperávamos ficávamos conversando sobre qualquer coisa. Filmes, músicas, ex namoradas e namorados, coisas triviais mesmo. E eu, bem eu no mesmo Tchim durante toda a conversa.
- Nossa Nando tudo isso é a rinite? Perguntou o Dé.
- Aham, aix Dé é um saco você não tem noção.
- Mas você nunca foi atrás de um tratamento?
- Não, tipo... é verdade, nunca pensei nisso.
- Tais brincando né Fernando? Perguntou ele todo admirado.
- Ué pq? Devia?...
- Ai Fernando só você mesmo... hahahha.
30 minutos depois a pizza chegou, uhmmmm... fomos na cozinha e comemos, mas sempre brincando né, como sempre o manu e o Gui contando as piadas sem graça deles... mais teve umas que eu tinha que rir, uma foi assim...
- Galize? Alguém sabe o que é? Pergunta o mano.
- Um tipo de galo? Respondi?
- Não
- Claro que é.
- Galeze é um galo que virou Drag Queen.
- Hahahhahahhahahahhahahha... o André se afinando na risada.
- Sem graça, respondi.
- Te fode então. Responde o mano.
- HÁ HÁ HÁ... respondi.
Depois de comermos, lavarmos a louça e tudo, fomos pra sala ver filme. Lá se formaram os casais né, o manu e o gui num canto no chão, a liana e a patrícia noutro e eu e o Dé no sofá. O filme era meio esquisito, mas tinha umas cenas bem picantes e isso mexe com o povo heehhe...
- O que é isso ai me cutucando?... falei bem baixinho virando o rosto pra tentar ver o Dé...
- Nada...
- Se é nada porque esta me cutucando?
- Uhm... talvez pq ele goste de vc... respondeu ele brincando.
- Uhm, mas então pode dizer pra ele (falei olhando pra baixo) ficar na dele pq hoje eu to de greve...
- IIIII ele disse que quer vc assim mesmo... disse também que esta com saudades da garagem dele.
- Hahhahahhaaha mereço...
Acabou que ficou nisso mesmo... acabando o filme eles foram embora, o Dé levou a Lia e o Gui levou a Paty. Eu e o mano fomos dormir... e assim se foi mais um dia. Até a próxima.
Começo de Fevereiro, numa dessas semanas que eu estava em casa, recebo uma ligação que eu já estava esperando faz tempo, meu amor, minha gata, minha sapa voltou de Balneário Camboriu (BC). Estava com muita saudade dessa guria.
Toca o telefone.
- Trimmmm, Trimmm.
- Nando atende pra mim filho. Diz minha mãe.
- Ok. Eu estava na sala vendo jornal (jura que é culto). Hahahhahah
- Alo?
- Oi!
- Quem fala? Eu disse.
- Fala travestiiiiiii.... hhahahahhahahhahahhahahahhahaha
- Lia?
- Oi minha paixão, que saudade meu viadinhu preferido. Disse ela
- Vai a merda sapatão, hahahahha aiii que saudade guria, poxa, sumida, nem da noticia.
- Também estou com saudades amor, Nando tanta coisa pra te contar, tanto bafãoooooooo, hahahhahahhahah.
- Você com bafão, imagina, você é uma santa... Eu também tenho algumas coisas pra te contar, iria te perguntar se você esta bem, mas pelo que percebo se melhorar estraga.
- Realmente gatinhu, to hiper feliz, ai transei tantuuuu, mais tantu. Disse ela zoando um pouco.
- Só imagino, hahahahhahah.
- Nando, to de aliança, a paty me fez essa surpresa, estou tão feliz, é tão linda!
- Uhm legal, cuidado pra não perde, do jeito que você é anta! Hahahhahahahahha
- Cala boca invejoso, eu tenho uma e você não, MORRAAAAAA de inveja passiva.
- Cala boca você! Hahahhahahhha
- Ta bom amor, só liguei pra dizer que chegayyyyyyyyyy e to morrendo de saudade de você meu gatinhu lindinhu. Hahhahahhah
- Também estou com saudades de você Lia.
- Idem! Vem aqui em casa amanha? Perguntou ela.
- Claro, vou ai sim, beijos ta te amuuuu minha gatinha.
- Também te amo!
- Beijos.
- Beijos xau.
Ai que legal cara ela já estava de volta, poxa adoro essa guria, hehehehhehhehe. Fiquei ali vendo tv ate começar a novela, assisti um pedaço com a mãe que veio assistir também e depois desci, o manu estava lá no saco de areia, fui lá com ele um pouco. Quando chego o pai também estava lá sentado numa cadeira de perna aberta apoiado no encosto da cadeira, ele senta com ela virada, entende? Eu cheguei e me sentei no sofá que tem, é aquele da 1º vez sim.
- Senta ai filho, fica ai com a gente! Disse meu pai.
- Oi, beijo pai.
- Tua mãe esta assistindo novela?
- Ta sim. Respondi a pergunta dele.
- Fernando, você já fez a reserva da matricula da faculdade?
- Já sim pai, fiz pela internet, agora só lá pra depois do carnaval que tenho que confirmar, Pai tem que pagar a mensalidade de Fevereiro, do pro pai, e o pai paga no banco?
- Depois quando tu subires, coloca na minha carteira, ai não esqueço.
- Tudo bem. Falei sorrindo. A gente conversando e o mano lá (páaaaa, paaaa, paaaaa, paaaa, paaaa... batendo naquele saco)
- Filho como esta o curso? Estais aprovando?
- Aham.
- E tu pretendes continuar nesse ramo? Queres fazer o que depois de formado?
- Ainda não sei direito pai, quero muito ser professor universitário, pelo menos vou ganhar bem, pois professor municipal e estadual nesse país não é valorizado, mas também quero atender na clinica.
- E qual ramo?
- Eu gosto muito de psicanálise pai, Sigmund Freud, mas ainda não tenho certeza, também acho muito legal me especializa em transtornos psiquiátricos, depressão, fobias, transtornos de ansiedade, sexuais, bipolaridade, essas coisas, mais ainda tenho 4,5 anos pra decidir, mas terapia Cognitivo-comportamental é muito show, rápida, pratica e eficiente.
- Esse é o meu menino! Disse meu pai passando a mão na minha cabeça.
- Hehehehhe! Só dei uma risadinha.
- É bom que tu já saibas como funciona o mundo lá fora meu garoto, tu pensaste igual a mim quando falaste dos professores.
- É eu sei pai!
Não demorou muito o Rodrigo para de bater naquele saco, pega a toalha e enxuga o rosto colocando a toalhinha no ombro, o restante do corpo todo suado com suor escorrendo pela pele mais morena ainda por causa da praia, lindu, mas eu tinha que disfarçar, o pai tava do lado.
- Pai! Disse o mano enquanto desenrolava as faixas das mãos.
- Fala meu garotão. Disse ele, eu me segurei pra não rir.
- Eu tenho que passar no banco amanha, se o senhor quiser eu pago a faculdade do Nando.
- Melhor, pelo menos quitamos de uma vez, eu iria só no fim da semana.
- Pai. Chamei.
- Oi!
- O pai me empresta o carro amanha a noite?
- Claro, mas aonde tu vais? Gelei.
- Eu... eu vou pegar um cinema com a Liana, ela voltou de viajem.
- Tudo bem, mas não chegue tarde, tu bem sabes que é perigoso sair por ai de carro de madrugada.
- Pode fica tranqüilo pai, brigadão. Levantei e dei um beijo nele, ai me sentei na cadeira com ele e ganhei um colinhu de pai. Aixxx coisa boa.
- E vê se honra esse dinheiro que eu e o pai investimos em você! Disse o Manu. Ele paga a metade e o pai a outra metade da minha faculdade.
- Lá vem o senhor correto botar moral, não precisa dizer eu sei disso e por isso sou um dos melhores alunos da sala. Disse eu todo indignado.
- Não fala assim comigo o muleque.
- Falo sim panaca.
- Chega! Isso é pros dois. O pai me deu um tapinha na minha boca.
- A pai num sô criança pra levar tapa na boca né.
- Tu ainda és minha criança e vive na minha casa então vai me respeitar.
- Ah pai qui saco. Eu disse.
- Vai continuar respondendo seu Fernando? Disse ele bem brabo.
Eu fiquei na minha né, num queria apanhar, mas eu vi o Rodrigo sair rindo, logo quem não iria rir da minha cara, Idiota. O pai levantou e foi para a sala com a mãe, eu fui também, bem quietinho pra não ouvir mais bronca. Chegando lá me enfiei no meio do pai e da mãe, a nossa sala tem um espaço grande com um tapete bem fofu e muitas almofadas, ai fui no meio dos dois e ganhei um beijinhu da mãe e fiquei assistindo um pouco a tv para esperar pra ver o que tinha na tv depois da novela, mas não tinha nada de bom passando, então fui pro quarto, onde o manu estava depois do banho fazendo a barba só com a toalhinha enrolada na cintura. Entrei deitei na cama e peguei um livro que estava lendo, ele saiu trocou de roupa e também se deitou, foi ler umas apostilas que ele tinha comprado para um curso que ele vai fazer quando voltar das férias, o Rodrigo de óculos é o máximo, ele tem um só pra leitura, fica tão gatinhuuuuu, ehhehehehe.
- WWWWWWWWWW... é o som do celular vibrando, hahahahahhahahhahaa.
- Oi meu gotosu! Era o Dé. : D
- Boa noite meu neném!
- Aix to cum xaudadi du meu Dé. bem manhosinho.
- Também estou gatinho, mas amanha a gente vai se ver né?
- Sisiisisisisiisis, o pai já libero o carro.
- Que bom, mas qualquer coisa eu passo ai e te pego.
- Ok, aix vem nana comigu?
- Eu to ai com você neném, u seu Dé ta ai deitadinho com você só de cuequinha, pode ser?
- Uhmmm... não.
- Porque não?
- Porque eu quero vc peladinhu, hehehehehehe...
- Seu safado, amanha você vai ter o que tanto quer.
- Hehehehhehe é bom mesmo! Hehehhehe
- Bom gatinhu eu liguei pra te desejar uma boa noite, que os anjinhus cuidem de você ta, beijos du seu, só seu Dé!!
- Beijos meu gatuxu, se cuida ta, beijão ti amu.
- Se cuida, tb te amo Nando, boa noite.
- Beijos, xau.
- Xau.
Aixxxxx,,, qui tudo, hehehehheheh, até desisti de ler o livro, me deitei e me cobri, virei de lado ai vi o mano me olhando de canto de olho.
- Ta olhando o que? Perguntei.
- Se deu bem em muleke!
- É bom as vezes né, sabe ele é muito especial! Falei suspirando.
- Eu que o diga, ainda vou comer aquela bundinha!
- Ai Rodrigo só pensa em comer, tenho certeza que vc ta é afim de dar esse rabo isso sim! Resolvi pisar no calo dele.
- Qualé em? aqui ninguém mete não, nem o Gui que é o Gui eu deixo, vai te fude tb.
- Com certeza, amanha quero fude muito com ele.
- Vai mesmo, puto vc é mesmo! Falou ele fechando a apostila e deitando tb.
- (silêncio)
- Boa noite! Eu disse
- Boa, durma bem.
- Brigado!
- Nando, você curte ele pra cassete mesmo? Estou certo maninho? Disse ele deitado como sempre de barriga pra cima jogadão na cama, virando o rosto para falar comigo.
- Aham.
- E ele te satisfaz a cama? Perguntou ele, hahhahahaha se roendo de ciúmes.
- Sim, ele é bom nisso. Eu respondendo sem muita vontade só pra ver no que iria dar.
- É eu percebi naquele dia que a gente transo com ele, mas maninho, ele é melhor do que eu? Hahahhahahahhahahahahhahahhahahahhahahaahhah esse é o Rodrigo que eu conheço. hahahahhahahahha
- Não vou responder, pq na verdade cada um tem seu estilo digamos assim, vc sabe que a gente se da muito bem na cama, com ele também me dou, mas pode ter gente que não curte o teu estilo, entende é algo de cada um, mas você sabe que faz muito bem.
- Uhm, legal, sabe nando eu estava querendo fazer algo diferente para o Gui, mas não sei o que fazer. Olha ele tentando causar ciúmes em mim, hahahhahhha.
- Legal manu, o Gui realmente merece, mas tipo vc pensa no que assim?
- Não sei cara. Disse ele se virando e apoiando a cabeça na mão.
- Porque você não faz algo bem romântico, tipo leva ele pra jantar, só os dois, depois você pega um motel bem show, coloca de fundo uma música muito legal, estilo Adriana Calcanhoto, Cássia Eller, Whitney Houston, sabem aquelas músicas bem gostosa pra namorar mesmo, melhor ainda você pode fazer um cd, uma seleção, iria ficar bem show.
- Gostei dessa idéia, mas tu faz a seleção pra mim? Sabia que sobraria pra mim.
- Faço, mas vou cobra 50 pau. Hahahahhahha
- Nem vou falar nada né Fernando.
- Daí pela manha você já deixa encomendado uma cesta de café da manha bem gostosa, pode ter certeza o Guilherme vai gosta muito.
- É verdade, ele merece sabe nando, pó o brow ta sempre do meu lado, amigão, um amante de primeira linha, o cara é show! Disse ele.
- Realmente, faça isso no dia do niver dele.
- Boa idéia cara, brigadão mesmo maninho.
- Di nada, vão custar 50 pratas mesmo. Hahahhahaha OBVIO que eu iria tirar proveito.
- Tudo bem, mas deita aqui. Ele me convidou dando tapinhas na cama dele.
- Não! Respondi bem rápido.
- Então te fode....
- Também te amo... boa noite... eu disse
- Boa.
Pela manha.
- Acorda o dorminhoco! Disse o mano jogando a toalha molhada na minha cara (ele tinha tomado banho).
- Uhmmmmmm!!... eu só resmunguei, nem me mexi, fiquei lá com a toalha na cara.
- Levanta ta na hora. Disse ele.
- Ahhhhh manu, deixa eu dormi. Tirei a toalha do meu rosto joguei no chão e virei meu rosto, eu estava deitado de bruços.
- Fernando levanta anda, vai toma teu banho. Falou o mano com um tom mais de ordem.
- Que saco cara porra não se pode mais nem dormir nessa casa, caralho! Levantei puto da vida.
Levantei e fui tomar meu banho, fiquei lá na boa, ate que comecei a espirrar, e quando eu começo a espirrar sem parar e fica correndo coriza do nariz, só pode ser a infeliz da minha rinite.
- Atchimm, atchimm, atchimm... saaaacooooo... sai do banho e já fui obrigado a correr para o rolo de papel higiênico, cara só quem tem rinite pra saber que saco que é isso.
- Atchimm, atchimm...
- Hahahhahahhahhaha, começa-se é? Se fudeu. Disse o manu tirando sarro da minha cara (novidade)
- Ai saco manu, pode apostar que vai ser o dia todo assim.
- Pega a tua caixa de lenço de papel.
- Isso mesmo que vou fazer! E assim o fiz, quando me da essas crises eu ando com uma caixinha pra cima e pra baixo na mão. Muito cômico.
Nisso vou tomar meu café e encontro minha mãe e meu pai.
- Bom dia meu filho! Disse meu pai, olhando para a caixa de lenço.
- Bom dia pai, Atchimmm...
- Epa, saúde meu filho, estas com crise de rinite?
- Sim pai, aix qui saco. Eu odeio ficar assim, principalmente tendo combinado com o Dé pra sairmos a noite.
- Bom dia meu gatinho! Disse minha mãe trazendo o bule de café novinho.
- Bom dia mãe.
- Meu gatinho ta atacado de novo filho? Disse ela beijando minha cabeça.
- É mãe, pra varia né, tava demorando... atchimmm... atchimmm....
- Hahahhahahhahahhah, só você nando pra me fazer rir pela manha. Adivinha quem fez esse comentário idiota? Tcham tcham nam nam... o Rodrigo, EEEEEEEEEE! (hahahahah o mais sem graça)
- Rodrigo deixa seu irmão em paz, não esta vendo que ele esta doente. Disse minha mãe dando um beijo no manu.
- Ok mãe, Pai você vai pro centro? Perguntou o manu.
- Sim meu filho, porque? Respondeu meu pai.
- Rola uma carona? Vou para a academia, acertar a mensalidade e nadar um pouco, quero economizar gazóza (gazolina).
- Ok eu te deixo lá, come algo rápido que não estou a fim de me atrasar hoje. Disse meu pai levantando.
- Só um minuto pai, só rola um suco e um cereal e um iogurte. Respondeu o Rodrigo, e eu do lado espirrando e comendo. Hahahahhaha.
Deixa eu descrever o mano, ele estava com o cabelo todo arrepiado com um pouco de gel só pra deixar com aquele ar de molhado, usava uma havaiana preta com um típico calção de jogador, mas esse era todo preto, com uma regata também preta colada no corpo e uma mochila estilo bem esporte mesmo, quem faz alpinismo, caminhadas sabe, essa era preta com vermelho, muito gato cara, heheehhehe.
Meu pai e o Rodrigo saíram e eu fiquei na cozinha com a mãe, conversando trivialidades, contando da facul, da praia, ela falando de quando conheceu meu pai, aquela coisa de mãe e filho. Ate que a Liana chegou. Toca a campainha e vou abrir a porta, lá estava ela com aquele sorriso lindo, meiguinha, bunitinha, fofuxinha, minha gatinha.
- Bom dia meu amorrrrr! Disse ela vindo me dar um abraço bem apertado.
- Bom dia minha paixão.
- Ai que saudade do meu Nandinho.
- Também to com saudades Lia. Ela me olha.
- Hahahahhah gripasse?
- Não, é rinite mesmo.
- Tadinhu dele meu Deux, dexa, dexa qui a Lia cuida du bebe doenti hoje. Disse ela me abraçando falando com vozinha de bebe, hahahhaha, só ela mesmo.
- U nandu vai quere colinhu mexmu. Disse em resposta. Ela entra em casa e vai falar com minha mãe.
- Dona Ana que saudade de você, trouxe uma lembransinha pra senhora! A Lia Diz entregando um pacotinho pra minha mãe.
- O minha querida, não precisava, tudo bem com você? Perguntou minha mãe
- Sisisisisisisisisi... aproveitei muito a viajem.
- Era isso mesmo que iria te perguntar, então foi tudo bem?
- Tudo ótimo, espero que goste, é pequeno mais é de coração.
Minha mãe abriu o pacote, hahhahahhahahahhahahhahha... hahhahahahhahahhahah hahahhahahahhahahahhahaha... hahahahhahahahhahahhahahha adivinha o que ela deu pra minha mãe, cara eu não me agüentei, hahahhahahahaha... era um sapinho pra colocar na mesa da sala.
- Muito obrigado minha flor, adorei o presente. Disse minha mãe toda feliz (mal sabe o que significa)
- De nada Dona Ana, eu gosto muito da senhora é só um presentinho. A outra, cínica que dói.
- Vou colocar agora mesmo aqui na sala, do lado do retrato do Nando. Hahahhahahha.
- Dona Ana eu só vou querer aquele cafezinho da senhora, uhmmmmmm que delicia. Disse ela indo pra cozinha. Julgada.....
- Claro meu amor, vem Nando! Disse a mãe pra mim.
- To indo, atchim... atchim...
Lá a Liana contou por cima como foram as férias em Balneário Camboriu. Tomamos um café e depois fomos para o meu quarto. Lá contei tudo que ouve na praia, ela me contou o que fez com a Paty em BC, muito legal, rimos muito né, pra sair um pouco da rotina. Ate que depois de algumas horas, o mano chega de ônibus.
- Lia, o que devo a honra de sua visita gatinha. Já chega o urubu pra cima da lia.
- Quem disse que vim te ver Rodrigo? Vim ver o meu gatu. Disse ela me agarrando.
- Há há há, ta mais pra gatinha do que gato. Filho da mãe!
- Não fala assim do meu Nando. Disse ela me defendendo.
- Tudo bem. Disse ele rindo.
- Nem te estressa Lia. Eu disse pra ela.
- O que vocês pretendem fazer essa noite? Perguntou o mano.
- Num sei, eu com essa alergia, queria sair com o Dé, mas sei lá...
- E você lia?
- Eu também não tenho nada programado, porque Rodrigo?
- Porque vou trazer o Gui ai pra gente assistir uns filmes e comer uma pizza, vocês estão afim?
- Legal, eu não posso sair com o Dé assim, mas ele pode vir aqui, por mim tudo bem. Respondi
- Eu só fico se vocês forem buscar a minha gatinha pra mim. Ai qui oferecida, hahhahahahaha....
- Tudo bem, o nando vai. Disse o mano.
- A sempre sobra pra mim, mas a gente pede pro Dé, quando ele vier ele passa na casa dela e pega ela.
- Ta mais ele nunca foi lá, como ele vai lá? Pergunto a liana
- Aixxxxx sua anta, a gente explica pra ele né... aiii como você consegue ser tão anta guria. Eu disse... hahahhaha
- Idiota... foi a resposta dela.
Daí como o combinado, ligamos pro meu gatu, o convidamos e explicamos o caminho da casa da paty. O mano tomou seu banho, eu tomei um também. Meus pais como souberam da nossa reunião foram jantar fora, como é bom ter pais legais, hehehehehhee....
Mais ou menos na hora marcada, o Guilherme chega.
- Oi pessoal, boa noite. Disse ele entrando, aix cara é tão lindinhu o Gui com aquele jeitinho dele de menino tímido.
- Boa noite Gui. Eu que abri a porta.
- Oi Liana, tudo bem com você?
- Aham, tudo sim, e com você gatu?
- Também. Eles se deram três beijinhos no rosto.
- O Rodrigo ta ai Nando? Perguntou ele.
- Ta sim, ele ta no banheiro fazendo a barba.
- Posso subir?
- Pode sim Gui, você já sabe o caminho né...
- Pode deixar.
Ele Subiu as escadas e a Liana solto a dela.
- Porque esses gatos tem que ser viado?
- Hahhahahahahhahahahhahahahahhahahahh, e porque você esta indignada com isso, você gosta de mulher...
- Ai Fernando, mais eles são muito lindos cara, olha o Gui, talvez por ser gay que seja tão gato, sabe se cuidar.
- Hahahhahahahhaha você é de mais cara. Eu só ria né.
Fomos até a cozinha, colocamos uns refrigerante na geladeira, preparamos os copos e os guardanapos, deixando tudo pronto pra depois só comer. Nem subimos para deixar o mano e o Gui a vontade. Não demorou muito a Liana solto outra.
- Nando, quem dos dois da? O Rodrigo ou a Guilherme?
- Puhhhhhttttttt... quase me afoguei com o copo d’água... ahhahahahhahahahhahahhahahaha...
- Por que vc quer saber?
- Sei la me veio na cabeça agora...
- O Rodrigo não faz passivo, ele é somente ativo.
- Ahm, então quer dizer que o Guilherme gosta de escorrega na mandioca?
- AHAHHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHHAHA... você tem que ver cara de séria, pensativa que ela faz e a naturalidade com que ela fala essas coisas. Muito cômico cara.
- Ai deve doer né?
- No começo sim.
- Ahhhh é esqueci que você também queima a rosca...
- Ai só tu mesmo...
Toca a campainha. E Lá vou eu abrir. Mas dessa vez valeu a pena né, era o meu gato.
- Oi meu príncipe! Disse o Dé
- Oi meu gatu, entrem...
- Olá Nando! Disse a paty vindo me dar um abraço.
- Olá minha querida, que saudade de você Patrícia.
- Agora deixa eu dar um beijo no meu gatinhu. Disse o Dé me abraçando e beijando, depois de fechar a porta é claro.
Ele me beijo bem gotosuuuu... as meninas também se beijaram o Dé e eu paramos e ficamos vendo, hahahhahahah, quando elas terminaram olharam na nossa cara e começaram a rir.
- Que foi? Nunca viu? Disse a Lia.
- Não, hahhahahahhahhaha...
- Uhm... hahhahhahahha
Fomos até a cozinha e lá arrumamos tudo... o Manu e o Gui desceram do quarto e ficamos todos conversando na sala, escolhemos os sabores e fizemos os pedidos das pizza. Quanto esperávamos ficávamos conversando sobre qualquer coisa. Filmes, músicas, ex namoradas e namorados, coisas triviais mesmo. E eu, bem eu no mesmo Tchim durante toda a conversa.
- Nossa Nando tudo isso é a rinite? Perguntou o Dé.
- Aham, aix Dé é um saco você não tem noção.
- Mas você nunca foi atrás de um tratamento?
- Não, tipo... é verdade, nunca pensei nisso.
- Tais brincando né Fernando? Perguntou ele todo admirado.
- Ué pq? Devia?...
- Ai Fernando só você mesmo... hahahha.
30 minutos depois a pizza chegou, uhmmmm... fomos na cozinha e comemos, mas sempre brincando né, como sempre o manu e o Gui contando as piadas sem graça deles... mais teve umas que eu tinha que rir, uma foi assim...
- Galize? Alguém sabe o que é? Pergunta o mano.
- Um tipo de galo? Respondi?
- Não
- Claro que é.
- Galeze é um galo que virou Drag Queen.
- Hahahhahahhahahahhahahha... o André se afinando na risada.
- Sem graça, respondi.
- Te fode então. Responde o mano.
- HÁ HÁ HÁ... respondi.
Depois de comermos, lavarmos a louça e tudo, fomos pra sala ver filme. Lá se formaram os casais né, o manu e o gui num canto no chão, a liana e a patrícia noutro e eu e o Dé no sofá. O filme era meio esquisito, mas tinha umas cenas bem picantes e isso mexe com o povo heehhe...
- O que é isso ai me cutucando?... falei bem baixinho virando o rosto pra tentar ver o Dé...
- Nada...
- Se é nada porque esta me cutucando?
- Uhm... talvez pq ele goste de vc... respondeu ele brincando.
- Uhm, mas então pode dizer pra ele (falei olhando pra baixo) ficar na dele pq hoje eu to de greve...
- IIIII ele disse que quer vc assim mesmo... disse também que esta com saudades da garagem dele.
- Hahhahahhaaha mereço...
Acabou que ficou nisso mesmo... acabando o filme eles foram embora, o Dé levou a Lia e o Gui levou a Paty. Eu e o mano fomos dormir... e assim se foi mais um dia. Até a próxima.
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