sábado, 25 de julho de 2009
O RETORNO...
Depois de tanto tempo sem publicar nadica de nada, estou voltando para atualizar o blog. antes gostaria de agradecer a todos os e-mails que eu recebo de todo esse Brasil maravilhoso, valew mesmo pessoal pelo carinho. Beijossssss
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
O Irmão esportista XXII – Niver do Dé.
O Irmão esportista XXII – Niver do Dé.
Depois de todas as bombas que caíram em minha casa, já tinham se passado 3 meses e as coisas tinham melhorado muito, minha mãe já aceitava o Dé la em casa, dormia lá, eu dormia na casa dele, só evitávamos beijos e caricias na frente dela, aos poucos vamos acostuma-la. O meu pai nem se fala, cara que viajem o meu veio, ele vai jantar com a gente, a gente se beija, se amassa na frente dele e ele nem liga... hahahahahhaha... eu morro de vergonha.
Dia do Aniversario do meu love. Eu já tinha pensado em algumas coisas, mas precisava de grana, e sabe como é né, um pouco aqui, um pouco ali sempre se consegue o que quer, hahhhaha.
- Manu?
- Oi!
- Olha só.
- O que tu que dessa vez?
- É que amanha é aniversario do André, e eu queria compra alguma coisinha pra ele, ai precisava de dindim extra. Aquela cara de santo.
- E eu vou pagar o presente dele?
- A manu, não tenho dinheiro.
- Trabalha que você tem.
- Ta não precisa mais, sacoo. Já fiquei brabo também.
- Quanto você precisa?
- 50,00 ta bom.
- Pega, tais me devendo essa.
- Ok. Hahahahhahah...
- Valeu manu.
Guardei o dinheiro e fui pegar um iogurte. Quando subi para a sala sentei para ver a novela com o pai e a mãe. Assisti um pouco da novela e quando deu a propaganda falei com o pai.
- Pai.
- Oi.
- Eu queria 50,00 reais.
- Pega na carteira do pai, esta lá no criado mudo.
- Valeu pai.
Voltei pro quarto todo sorridente, hahahhahahahha... viu como se arranja 100,00 reais, o mais... o Rodrigo tava deitado lendo um livro. Eu entrei na net um pouco e depois fui dormir.
No outro dia pela manha, conversei com a Liana e marquei com ela de a tarde ela ir comprar as coisas comigo. Na verdade eu não iria comprar um presente, eu queria fazer uma noite toda especial.
À tarde, por volta das 14hs nos encontramos na casa dela, passei lá, conversei com a mãe dela e saímos.
- Você pensa em comprar o que pra ele? Perguntou a Liana.
- Segredo, você vai descobrir enquanto eu compro.
- Ai larga de se chato, fala de uma vez.
- Larga você de ser curiosa.
- Bixa.
- Também te amo. Hahahhahahahhahha.
- Vamos que o ônibus ta chegando.
E assim fomos. Primeiro passamos numa loja de tecidos e eu comprei um pedaço de ceda vermelha, linnnddoooooo o tecido.
- O que tu vai fazer com um pedaço de ceda?
- Vou coloca sobre a cama.
- Que?
- Ai chata, vem.
- Uix só eu pra te aquentar né. Disse ela.
- Ta eu digo. E assim expliquei tudo nos mínimos detalhes pra ela.
- Ai que tudooooo Nando, aix luxooo ele vai amar.
Sei que vocês estão curiosos, mas só depois eu falo. Hahahhaha... depois fomos a um supermercado e eu comprei algumas coisas que iria necessitar para fazer um jantar.
- Vamos onde agora Nando?
- Na loja do Gui.
- Vais comprar roupa pro Dé? não fica muito na cara?
- Não vou comprar Roupa, vou comprar um cd.
- Ahmmm... qual?
- Ai curiosa.
- Fala.
- Do ColdPlay.
- Aix luxo.
Fomos ate a loja do Gui, compramos o cd e enquanto voltávamos pra casa.
- O Lia, preciso comprar rosas, mas num sei se compro hoje ou amanha.
- Amanha né, faz assim, deixa as rosas comigo ok?
- Como tu vai arranjar as rosas posso saber?
- Onde se arranja rosas o sua besta?
- Idiota.
- Bixa.
- Sapa.
- Hahahhahhahahhah... os dois na gargalhada no meio da rua.
- Isso pode ficar na tua casa lia?
- Pode.
- Ok, amanhã nós nos vimos na casa do Dé, ok?
- Ok... beijossss...
- Xau.
Cheguei em casa, tomei meu banho, fiz uns fichamentos para a faculdade, depois fui jantar. Depois que jantei fui pro quarto e liguei pro Dé.
- Oie.
- Oi Nando tudo bom?
- Tudo meu aniversariante na véspera do seu niver. Hehehhehehhehehhe...
- Ahm, você lembrou foi?
- Claro né amor, hoje não é 18/10?
- É sim.
- Então.
- Estava brincando com você meu gatinhu.
- O mor?
- Fale.
- Amanha ao meio dia eu queria ver você.
- Ok, passa aqui em casa, eu venho almoçar em casa pra ver você.
- Te amo.
- Eu também te amo Nando.
E assim continuamos nosso papo, sobre minha faculdade, sobre o trabalho dele, essas coisas que todos os namorados falam só pra ouvir a vós da outra pessoa, você nem sabe o que e nem o porque esta falando aquilo, não é assim com vocês?
No outro dia eu só sai da facul as 11:30 e fui direto pra casa do Dé. Já tinha conversado com o pai dizendo que não almoçava em casa e nem dormia. Quando cheguei no prédio dele, fiquei na frente da garagem esperando ele chegar de carro, cheguei cedo. Não demorou muito pro meu gato chegar lindo como sempre, bem vestido, aquele cabelinho lindo, aixxxxxxxx....
Ele chegou e parou o carro pra abrir a porta da garagem e nesse momento entrei no carro.
- Oi.
- Oi.
- Que lindo que você ta hoje, assim de social.
- Obrigado, o trabalho faz milagre, deixa ate a gente bonito.
- Você é quem deve deixar o seu trabalho bonito, e aquelas piranhas que trabalham com você devem cair em peso em cima de você.
- Deixa disso, Você sabe que eu só amo o meu neném. Aix deixa eu curtir esse momento... hahahhahahahhah.
- Fiquei com vergonha agora. (estávamos descendo do carro.)
- Porque? Só disse a verdade.
- Aix brigado, me senti agora.
- Hahahhahahha tava demorando. (entramos no elevador)
- Agora sim eu vou dar oi. Agarrei ele e beijei muito.
- Uhm...
- Seu chato, já to di piupiu dulu. Eu disse pra ele.
- É deixa o Dé vê esse piupiu. Ele pegou no meu pau sobre a calça e fico apertando.
- Uhm, será que ele morde ou só ladra? Perguntou o Dé.
- Num sei.
- Me beija vai. E assim foi.
Entramos no apartamento dele, tava uma zona né. Isso que era só uma terça feira
- Agora sim, FELIZ ANIVERSARIO MEU GATU. Fui abraçando ele.
- Essa esta sendo a melhor parabenização que eu já recebi hoje.
- Eu te amo sabia?
- Eu também te amo Fernando.
- Bezu... hehehheheh.
- Deixa eu liga o som. E lá foi o metido.
- Eu vou fazer algo pra gente comer.
- Uhuwwwww.... tava tocando Marcelo D2 na radio.
- Quem que joga fumaça pro alto? Planet Ramp!... chega na cena e toma de assalto? Planet Ramp!, conexão entre o morro e o asfalto? Planet Ramp!, e faz da vida um verdadeiro palco? Planet Ramp... eu sou o primeiro e como sempre eu to inteiro, e se a policia chegar eu jogo tudo no banheiro e do descarga, e finjo que só vou fazer na farra e só vou relaxar quando sair um homem de farda, e sigo em frente mantendo a corrente forte, o coração bate sempre sentido zona norte. Represento o rip rop o pesadelo do pop.
- Você gosta de Planet ramp?
- Amo.
- Quem é que joga fumaça pro alto? Planet Ramp!...
- Pode ser pizza? Perguntou o Dé.
- Claro amor.
Ele preparou a pizza e fez um suco, enquanto eu arrumava a mesa para comermos. Sempre entre beijos e risadas. Cara um papo entre nós, não existe coisa melhor na vida do que esses momentos simples ao lado do seu amor. As coisas mais simples são as mais emocionantes, as mais marcantes, tocantes, simples somente simples...
Olhar ele comendo, cortando a pizza, com aquela massa fina menos de 1cm de espessura, coberta com aquele creme vermelho, visto penas nas arestas cortadas dessa fatia retirada de uma massa grande arredondada. O queijo exalando aquela fumaça branca e flutuante. O queijo amarelo coberto de orégano com algumas azeitonas picadas sobre a fatia de pizza. (ta parecendo comercial de pizza. Hahahhahah).
Sabe, contemplar isso parece algo completamente sem graça para alguém que não sabe o que é a paixão, para alguém que não a sente na pele, mas felizmente algumas pessoas conseguem entender exatamente o que eu pretendia passar. O amor essa é a frase.
- O que foi? O André me perguntou.
- Estou te olhando.
- Tem algo errado comigo? Perguntou ele desconfiado.
- Eu já disse hoje que eu te amo? Ele me olhou com aquela carinha meiga e envergonhada de quem acaba de receber um elogio.
- Eu também te amo.
E assim terminamos de comer e após ele escovar os dentes e eu tirar a mesa e lavar a louça, fomos pra sala ver tv e ficar namorando um pouco antes de ele ter que sair pra trabalhar. Estava passando num canal o clip da musica “Song for the lonely – Cher”.
- Assiste esse dvd é muito show. Eu disse.
- Eu gosto dela também, as musicas são dançantes e com uma boa letra.
- Fora que ela é luxo, poderosa, maravilhosa e GAY.
- Hahahhaha só tu Fernando.
- É verdade olha o poder dessa mulher, ela tem quase 60 anos, da pra acreditar?
- É verdade, nisso tens razão.
- (vendo tv)
- Bom tenho que ir. Disse o Dé
- Aix, num quero i num... eu falei bem manhosinhu...
- Fica ai.
- Vou fica mesmo.
- Fica, assim você cuida do apto.
- Então ta.
- Beijos, não saio sem um bom beijo de aniversario.
- É? Só um beijo? Ahm?... comecei a passar a mão no pau dele.
- Fernando, agora não posso, deixa eu ir.
- Aixxxxxx.....
- À noite a gente se vê, eu passo na tua casa e te pego antes de vir pra casa.
- Ta te espero.
Ele colocando os pés pra fora de casa, desliguei a tv, coloquei uma musica e esperei o carro dele sair para ligar em seguida para a Liana. Ela estava vindo pra casa do Dé, enquanto isso eu fui passando uma vassoura na casa e dando uma ajeitada em tudo. Não que o André seja um bagunceiro, mas sabe como é né, homi, aixxxx... o mais Marinete. Hahahhahahha.
O interfone tocou, era a Liana. Fui abrir a porta e esperar essa loka subir.
- Oi.
- Oi.
- Trouxe tudo?
- Aham...
- Então ta.
- Pega as flores. Disse ela.
- Você pode me dizer onde encontrou essas rosas?
- Peguei emprestada!
- Liana?
- A ta, sabe a minha vizinha, ela tem um jardim cheio, ai ela não tava em casa, eu pulei o muro e peguei algumas.
- Só tu mesmo né, roubando rosas, coisa de sapatão mesmo né.
- E daí, ela é chata mesmo.
- Hahahahhaah...
Começamos a arrumar tudo. Arrumei o quarto, peguei um roupão e uma cueca branca para colocar no banheiro, pra ele não ter que entrar no quarto. A Liana me deu uma idéia, ela foi pra casa pegar um abajur que ela tem que é daqueles que roda um painel todo desenhado refletindo os desenhos na parede. O que ela trouxe um vermelho com rosa, cheio de corações, lindo. Bom no fim estava tudo arrumado, a salada que eu preparei estava pronta, era só dar uns últimos retoques, o arroz estava lavado e pronto para ser cozido.
Fui pra casa, isso já eram umas 18hs. O Dé sai sempre lá pelas 20hs. Nesse tempo eu tomei banho, me perfumei e me arrumei bem simples, bem fofinhu, arrumei uma mala para levar minhas coisas para a casa do Dé e fiquei esperando ele.
20hs ele buzina lá em casa, já tinha me ligado dizendo que buzinava, pois não queria entrar pra evitar brigas, bom já relatei aqui né. Fomos pra casa dele, conversando normalmente, apesar dos elogios que recebi, hahaahhaa...
Logo que entramos, ele avisou que iria tomar um banho, e eu disse pra ele ir direto no banheiro que a roupa dele estava lá, ele me olhou com um sorrisinho e perguntou o que eu estava aprontando, eu respondi que nada e sai para a cozinha. Enquanto ele tomava banho, coloquei o arroz cozinhar e fui ate o quarto ligar o abajur. Nossa fazia um efeito lindo no quarto, meia luz avermelhada e não ficava parecendo uma zona, era tudo suave, lindo e romântico.
Terminei a salada e comecei a arrumar a mesa, nisso o Dé terminou seu banho e veio ate mim com seu roupão branco e me abraça por trás me beijando.
- O Que o meu gatinho ta aprontando em?
- Nada não, só como hoje é seu niver, fiz uma coisinha pra você comer.
- Uhm... assim vou querer casar logo.
- Hehehehhehe... olha que eu quero em.
Jantamos e depois de tudo pronto, fomos para a sala onde eu já tinha deixado sobre o sofá o seu presente, um dvd do ColdPlay. Eu não estava mais agüentando olhar pra ele só de roupão e cuequinha, uix eu não via a hora de passar a mão naquele corpo e fazer ele suar muito.
- Isso aqui no sofá é pra mim?
- Deve ser, abre!
- uhm, (ele abrindo) puts que legal nando, não precisava, mas brigadão meu gato. e assim ganhei um puta beijo (morram de inveja... ) hahahahahhahahah...
Ele levantou e colocou o dvd a rodar, quando a primeira música começou a tocar o André veio até onde eu estava, eu permanecia sentado quando ele chegou estendeu a mão e me tirou para dançar (isso eu não esperava). Ele me abraçou, coloquei meus braços sobre seus ombros envolvendo seu pescoço, ele colocou suas mãos em minha cintura e desta forma iniciamos os primeiros paços, desajeitados, mas os primeiros.
Aos poucos a música e o clímax foram penetrando em nós e tomando conta do momento, meu rosto estava apoiado no ombro direito dele, o Dé aos poucos foi encostando e acarinhando minha face com a sua mão e com isso ele me despertou do transe que eu estava do momento e roubando-me um beijo, um beijo calmo, carinhoso, amoroso e sem deixar de ser excitante. Nossa sentir aquele homem colado em mim apenas de roupão e cueca, sentindo seu volume em minha cintura, beija-lo e olhar aqueles olhos faiscando de prazer, MY GOD!!!!!...
Naquele beijo eu sentia que esse era o meu homem, cada vez mais suas mão aos poucos e lentamente deslizando pelas minhas costas, cada momento, cada sensação que ele me despertava do mundo e sabia que ele era o meu homem. Beija-lo, toca-lo, respira-lo, senti-lo por inteiro, era como sentir a parte que me faltava, a ilusão do real, e do surreal, minha paixão, meu prazer, meu suor, minha pele, meu coração, meu pênis sentia-o como todo, tudo que faz parte de mim e dele. Nisso fomos nos beijando e eu o levei ate o quarto. O quarto estava lindo, sobre a cama a ceda vermelha e muitas pétalas de rosas... o quarto iluminado somente pelo abajur da liana.
Com esses beijos que fomos, aos poucos, nos despindo, ele tirou minha camisa, e beijou meu corpo todo, fez com que eu sentisse-o a cada toque de seus lábios em minha pele, beijando-me foi ajoelhando-se aos meus pés, tirou minha calça e pouse a beijar meu sexo, meu pênis, meu pau, minha carne de prazer, dando-me um prazer fora do normal, um tesão e um amor, uma paixão por ele, pelo meu namorado, que estava me amando no dia do seu aniversario. Quando ele levantou, coloquei-me a beija-lo com avidez, coloquei minhas mão em seu peito e deslizando-as por seu ombro, tirei seu roupão, eu tinha ali na minha frente colado a mim, apenas de cueca branca, o meu homem, o cara que me acarinhava, que me seduzia, me olhava, me amava estava ali na minha frente e eu podendo sentir tudo isso em seus beijos contínuos e molhados, as músicas do ColdPlay – fix you – square one – speed of soude – a massage – twisted logic - amsterdan – politik – in my place – god put a smile on your face – the scientist – clocks – dayligh – green eyes – warning sign – a whisper – a rush of bloond to the head. Nossa... trilha sonora completa. Embalavam nosso prazer, nosso momento, nosso só nosso. Ajoelhei-me e beijando sua barriga e suas coxas, comecei a beijar o sexo do Dé, a sentir o calor dentro de sua carne. Cara como eu amo esse cara. Passando minha face em seu pau, despindo seu órgão de sua cueca e podendo sentir seu membro na minha boca, comecei lambendo-o sentindo o odor, o sabor do meu homem, chupei com carinho, com toque, senti sua glande preencher minha boca, minha garganta, meu corpo. Sentir a sua potencia, sua virilidade, sua masculinidade, junto com seu amor, seu afeto, seu carinho, é fora do real, amar alguém de verdade e poder senti-la.
Ele me deitou em sua cama e ali permanece-mos para nos amar, ele enquanto dizia no meu ouvido que eu era o amor da sua vida, que ele sentia prazer comigo, que era em mim que ele deitava a cabeça todos os dias a noite e pensava, que ele parava no meio do dia para me ligar e apenas dizer te amo e desligar o telefone. Enquanto seus dedos adentravam minhas nádegas e seus dedos vorazes alisavam e acarinhavam meu anus, me pediam passagem para seu sexo. Eu não falava, eu somente respirava, sentia, via, era ele, seu corpo quente, sua boca úmida, leve, seus olhos que a cada olhar me faiscavam por dentro. Ele deitou-se sobre mim deixando-me de bruços, colocou seu membro na entradinha do meu cu, e foi penetrando-me como da primeira vez que eu me entreguei a ele, e entre gemidos e grunhidos de dor, ele me possuiu, cravou-me com seu membro rijo, com seu amor, eu estava sentindo o meu André me aquecendo por dentro, me machucando e cravando sua passagem por este caminho.
O Dé me possuiu, me amou por inteiro, me comeu me mando, não foi grosseiro nem foi parado, ele foi seduzindo-me, me fodendo com força, mas com delicadeza, seu pau me extremessia por dentro. Ele suspirava em meu ouvido e mostrava seu prazer e seu tesão enquanto me possuía freneticamente e intensamente a cada entrada e saída do seu pau no meu cuzinho. Seu suor escorria por sua face e misturando-se com nosso beijo, me fazia sentir o sabor do seu prazer.
- Nando eu te amo cara, que tesão que você me da meu anjo. Ahmmm cara eu te amo. Dizia ele em meu ouvido gemendo de prazer.
- me sente amor, sou seu presente de aniversario, me ama Dé.
Continuamos a nos amar, e eu sentindo cada milímetro de seu pau dentro de mim, estávamos sem camisinha, essa era a única vez que fizemos isso, queríamos nos sentir apenas uma vez, no amor, no sexo em tudo.
- Você é tão molhado amor, tão suave, tão quente, tão prazeroso Nando. Carinha como eu te amo.
- apenas sente Dé. E nós estávamos, eu queimava de amor, de prazer.
Naquela mesma posição ele me possuiu ate começar a se movimentar com rapidez e intensidade, ate gozar. Sem avisar, só deixou seu prazer explodir dentro de mim. Eu sentia seu sêmen deslizar dentro de mim, quente e vivo. Eu gozei sem tocar em meu pau. O auge é extremo, o André meu namorado meu amor meu homem estava me possuindo. O prazer é sem explicações, não se descreve, é apenas surreal. No som ja tinha acabado o cd do ColdPlay e trocando de cd tocava Norah Jones – what am i to you? Nossa aquela musica traduzia tudo o que eu sentia, eu ouvia a musica e olhava para o Dé. Cara como eu amava aquele guri, meu Deus. Logo tocou Norah Jones – Those sweet words. Falei ao Dé.
- obrigado pro você existir meu amor, cara eu te amo tanto Dé, te amo pra caramba cara, não sei mais viver sem você. Ele me olhou nos olhos, afagou minha face e enxugando meu suor ele me disse .
- Nando, você é meu cara, eu que tenho que agradecer de ter você pra mim carinha, cara eu te amo, Fernando põe na tua cabeça guri, eu te amo.eu quase tive um treco quando ele me disse isso, poxa gente, ter alguém no nosso meio já é difícil, imagina amar alguém e ouvir essas coisas da pessoa que você ama é tudo de bom.
Transamos três vezes esta noite, seguidas... o prazer é indescritível... Assim adormecemos, acordei no outro dia, um sol lindo, e o Dé estava ali do meu lado peladinho, dormindo feito um anjo, que coisa mais linda, fui beijar seu rosto, seus lábios e ele acordou.
- Bom dia meu anjinhu, falei susurrando em seu ouvido.
- bom dia meu gatinho. Nossa como eu dormi bem. Falou ele se espreguiçando na cama.
- Dormiu bem? Perguntou ele.
- Você ainda pergunta? Respondi com aquele sorriso no rosto.
- Obrigado pela noite, eu te amo Fernando. Disse ele olhando no fundo dos meus olhos.
- Você merece muito mais. Respondi dando um beijinho nele. Aiiiiieeeeeeeee... deixa eu vibrar em pouco. Hahahhahaha.
- Bom deixa eu tomar um banho.
Falou levantando-se e indo ate o banheiro, peladinhu, aquele corpo todo maravilhoso e aquele bundinha virada pra mim... ai que homem era aquele, agradeci a Deus por ele ter me arranjado o Dé.
Depois de todas as bombas que caíram em minha casa, já tinham se passado 3 meses e as coisas tinham melhorado muito, minha mãe já aceitava o Dé la em casa, dormia lá, eu dormia na casa dele, só evitávamos beijos e caricias na frente dela, aos poucos vamos acostuma-la. O meu pai nem se fala, cara que viajem o meu veio, ele vai jantar com a gente, a gente se beija, se amassa na frente dele e ele nem liga... hahahahahhaha... eu morro de vergonha.
Dia do Aniversario do meu love. Eu já tinha pensado em algumas coisas, mas precisava de grana, e sabe como é né, um pouco aqui, um pouco ali sempre se consegue o que quer, hahhhaha.
- Manu?
- Oi!
- Olha só.
- O que tu que dessa vez?
- É que amanha é aniversario do André, e eu queria compra alguma coisinha pra ele, ai precisava de dindim extra. Aquela cara de santo.
- E eu vou pagar o presente dele?
- A manu, não tenho dinheiro.
- Trabalha que você tem.
- Ta não precisa mais, sacoo. Já fiquei brabo também.
- Quanto você precisa?
- 50,00 ta bom.
- Pega, tais me devendo essa.
- Ok. Hahahahhahah...
- Valeu manu.
Guardei o dinheiro e fui pegar um iogurte. Quando subi para a sala sentei para ver a novela com o pai e a mãe. Assisti um pouco da novela e quando deu a propaganda falei com o pai.
- Pai.
- Oi.
- Eu queria 50,00 reais.
- Pega na carteira do pai, esta lá no criado mudo.
- Valeu pai.
Voltei pro quarto todo sorridente, hahahhahahahha... viu como se arranja 100,00 reais, o mais... o Rodrigo tava deitado lendo um livro. Eu entrei na net um pouco e depois fui dormir.
No outro dia pela manha, conversei com a Liana e marquei com ela de a tarde ela ir comprar as coisas comigo. Na verdade eu não iria comprar um presente, eu queria fazer uma noite toda especial.
À tarde, por volta das 14hs nos encontramos na casa dela, passei lá, conversei com a mãe dela e saímos.
- Você pensa em comprar o que pra ele? Perguntou a Liana.
- Segredo, você vai descobrir enquanto eu compro.
- Ai larga de se chato, fala de uma vez.
- Larga você de ser curiosa.
- Bixa.
- Também te amo. Hahahhahahahhahha.
- Vamos que o ônibus ta chegando.
E assim fomos. Primeiro passamos numa loja de tecidos e eu comprei um pedaço de ceda vermelha, linnnddoooooo o tecido.
- O que tu vai fazer com um pedaço de ceda?
- Vou coloca sobre a cama.
- Que?
- Ai chata, vem.
- Uix só eu pra te aquentar né. Disse ela.
- Ta eu digo. E assim expliquei tudo nos mínimos detalhes pra ela.
- Ai que tudooooo Nando, aix luxooo ele vai amar.
Sei que vocês estão curiosos, mas só depois eu falo. Hahahhaha... depois fomos a um supermercado e eu comprei algumas coisas que iria necessitar para fazer um jantar.
- Vamos onde agora Nando?
- Na loja do Gui.
- Vais comprar roupa pro Dé? não fica muito na cara?
- Não vou comprar Roupa, vou comprar um cd.
- Ahmmm... qual?
- Ai curiosa.
- Fala.
- Do ColdPlay.
- Aix luxo.
Fomos ate a loja do Gui, compramos o cd e enquanto voltávamos pra casa.
- O Lia, preciso comprar rosas, mas num sei se compro hoje ou amanha.
- Amanha né, faz assim, deixa as rosas comigo ok?
- Como tu vai arranjar as rosas posso saber?
- Onde se arranja rosas o sua besta?
- Idiota.
- Bixa.
- Sapa.
- Hahahhahhahahhah... os dois na gargalhada no meio da rua.
- Isso pode ficar na tua casa lia?
- Pode.
- Ok, amanhã nós nos vimos na casa do Dé, ok?
- Ok... beijossss...
- Xau.
Cheguei em casa, tomei meu banho, fiz uns fichamentos para a faculdade, depois fui jantar. Depois que jantei fui pro quarto e liguei pro Dé.
- Oie.
- Oi Nando tudo bom?
- Tudo meu aniversariante na véspera do seu niver. Hehehhehehhehehhe...
- Ahm, você lembrou foi?
- Claro né amor, hoje não é 18/10?
- É sim.
- Então.
- Estava brincando com você meu gatinhu.
- O mor?
- Fale.
- Amanha ao meio dia eu queria ver você.
- Ok, passa aqui em casa, eu venho almoçar em casa pra ver você.
- Te amo.
- Eu também te amo Nando.
E assim continuamos nosso papo, sobre minha faculdade, sobre o trabalho dele, essas coisas que todos os namorados falam só pra ouvir a vós da outra pessoa, você nem sabe o que e nem o porque esta falando aquilo, não é assim com vocês?
No outro dia eu só sai da facul as 11:30 e fui direto pra casa do Dé. Já tinha conversado com o pai dizendo que não almoçava em casa e nem dormia. Quando cheguei no prédio dele, fiquei na frente da garagem esperando ele chegar de carro, cheguei cedo. Não demorou muito pro meu gato chegar lindo como sempre, bem vestido, aquele cabelinho lindo, aixxxxxxxx....
Ele chegou e parou o carro pra abrir a porta da garagem e nesse momento entrei no carro.
- Oi.
- Oi.
- Que lindo que você ta hoje, assim de social.
- Obrigado, o trabalho faz milagre, deixa ate a gente bonito.
- Você é quem deve deixar o seu trabalho bonito, e aquelas piranhas que trabalham com você devem cair em peso em cima de você.
- Deixa disso, Você sabe que eu só amo o meu neném. Aix deixa eu curtir esse momento... hahahhahahahhah.
- Fiquei com vergonha agora. (estávamos descendo do carro.)
- Porque? Só disse a verdade.
- Aix brigado, me senti agora.
- Hahahhahahha tava demorando. (entramos no elevador)
- Agora sim eu vou dar oi. Agarrei ele e beijei muito.
- Uhm...
- Seu chato, já to di piupiu dulu. Eu disse pra ele.
- É deixa o Dé vê esse piupiu. Ele pegou no meu pau sobre a calça e fico apertando.
- Uhm, será que ele morde ou só ladra? Perguntou o Dé.
- Num sei.
- Me beija vai. E assim foi.
Entramos no apartamento dele, tava uma zona né. Isso que era só uma terça feira
- Agora sim, FELIZ ANIVERSARIO MEU GATU. Fui abraçando ele.
- Essa esta sendo a melhor parabenização que eu já recebi hoje.
- Eu te amo sabia?
- Eu também te amo Fernando.
- Bezu... hehehheheh.
- Deixa eu liga o som. E lá foi o metido.
- Eu vou fazer algo pra gente comer.
- Uhuwwwww.... tava tocando Marcelo D2 na radio.
- Quem que joga fumaça pro alto? Planet Ramp!... chega na cena e toma de assalto? Planet Ramp!, conexão entre o morro e o asfalto? Planet Ramp!, e faz da vida um verdadeiro palco? Planet Ramp... eu sou o primeiro e como sempre eu to inteiro, e se a policia chegar eu jogo tudo no banheiro e do descarga, e finjo que só vou fazer na farra e só vou relaxar quando sair um homem de farda, e sigo em frente mantendo a corrente forte, o coração bate sempre sentido zona norte. Represento o rip rop o pesadelo do pop.
- Você gosta de Planet ramp?
- Amo.
- Quem é que joga fumaça pro alto? Planet Ramp!...
- Pode ser pizza? Perguntou o Dé.
- Claro amor.
Ele preparou a pizza e fez um suco, enquanto eu arrumava a mesa para comermos. Sempre entre beijos e risadas. Cara um papo entre nós, não existe coisa melhor na vida do que esses momentos simples ao lado do seu amor. As coisas mais simples são as mais emocionantes, as mais marcantes, tocantes, simples somente simples...
Olhar ele comendo, cortando a pizza, com aquela massa fina menos de 1cm de espessura, coberta com aquele creme vermelho, visto penas nas arestas cortadas dessa fatia retirada de uma massa grande arredondada. O queijo exalando aquela fumaça branca e flutuante. O queijo amarelo coberto de orégano com algumas azeitonas picadas sobre a fatia de pizza. (ta parecendo comercial de pizza. Hahahhahah).
Sabe, contemplar isso parece algo completamente sem graça para alguém que não sabe o que é a paixão, para alguém que não a sente na pele, mas felizmente algumas pessoas conseguem entender exatamente o que eu pretendia passar. O amor essa é a frase.
- O que foi? O André me perguntou.
- Estou te olhando.
- Tem algo errado comigo? Perguntou ele desconfiado.
- Eu já disse hoje que eu te amo? Ele me olhou com aquela carinha meiga e envergonhada de quem acaba de receber um elogio.
- Eu também te amo.
E assim terminamos de comer e após ele escovar os dentes e eu tirar a mesa e lavar a louça, fomos pra sala ver tv e ficar namorando um pouco antes de ele ter que sair pra trabalhar. Estava passando num canal o clip da musica “Song for the lonely – Cher”.
- Assiste esse dvd é muito show. Eu disse.
- Eu gosto dela também, as musicas são dançantes e com uma boa letra.
- Fora que ela é luxo, poderosa, maravilhosa e GAY.
- Hahahhaha só tu Fernando.
- É verdade olha o poder dessa mulher, ela tem quase 60 anos, da pra acreditar?
- É verdade, nisso tens razão.
- (vendo tv)
- Bom tenho que ir. Disse o Dé
- Aix, num quero i num... eu falei bem manhosinhu...
- Fica ai.
- Vou fica mesmo.
- Fica, assim você cuida do apto.
- Então ta.
- Beijos, não saio sem um bom beijo de aniversario.
- É? Só um beijo? Ahm?... comecei a passar a mão no pau dele.
- Fernando, agora não posso, deixa eu ir.
- Aixxxxxx.....
- À noite a gente se vê, eu passo na tua casa e te pego antes de vir pra casa.
- Ta te espero.
Ele colocando os pés pra fora de casa, desliguei a tv, coloquei uma musica e esperei o carro dele sair para ligar em seguida para a Liana. Ela estava vindo pra casa do Dé, enquanto isso eu fui passando uma vassoura na casa e dando uma ajeitada em tudo. Não que o André seja um bagunceiro, mas sabe como é né, homi, aixxxx... o mais Marinete. Hahahhahahha.
O interfone tocou, era a Liana. Fui abrir a porta e esperar essa loka subir.
- Oi.
- Oi.
- Trouxe tudo?
- Aham...
- Então ta.
- Pega as flores. Disse ela.
- Você pode me dizer onde encontrou essas rosas?
- Peguei emprestada!
- Liana?
- A ta, sabe a minha vizinha, ela tem um jardim cheio, ai ela não tava em casa, eu pulei o muro e peguei algumas.
- Só tu mesmo né, roubando rosas, coisa de sapatão mesmo né.
- E daí, ela é chata mesmo.
- Hahahahhaah...
Começamos a arrumar tudo. Arrumei o quarto, peguei um roupão e uma cueca branca para colocar no banheiro, pra ele não ter que entrar no quarto. A Liana me deu uma idéia, ela foi pra casa pegar um abajur que ela tem que é daqueles que roda um painel todo desenhado refletindo os desenhos na parede. O que ela trouxe um vermelho com rosa, cheio de corações, lindo. Bom no fim estava tudo arrumado, a salada que eu preparei estava pronta, era só dar uns últimos retoques, o arroz estava lavado e pronto para ser cozido.
Fui pra casa, isso já eram umas 18hs. O Dé sai sempre lá pelas 20hs. Nesse tempo eu tomei banho, me perfumei e me arrumei bem simples, bem fofinhu, arrumei uma mala para levar minhas coisas para a casa do Dé e fiquei esperando ele.
20hs ele buzina lá em casa, já tinha me ligado dizendo que buzinava, pois não queria entrar pra evitar brigas, bom já relatei aqui né. Fomos pra casa dele, conversando normalmente, apesar dos elogios que recebi, hahaahhaa...
Logo que entramos, ele avisou que iria tomar um banho, e eu disse pra ele ir direto no banheiro que a roupa dele estava lá, ele me olhou com um sorrisinho e perguntou o que eu estava aprontando, eu respondi que nada e sai para a cozinha. Enquanto ele tomava banho, coloquei o arroz cozinhar e fui ate o quarto ligar o abajur. Nossa fazia um efeito lindo no quarto, meia luz avermelhada e não ficava parecendo uma zona, era tudo suave, lindo e romântico.
Terminei a salada e comecei a arrumar a mesa, nisso o Dé terminou seu banho e veio ate mim com seu roupão branco e me abraça por trás me beijando.
- O Que o meu gatinho ta aprontando em?
- Nada não, só como hoje é seu niver, fiz uma coisinha pra você comer.
- Uhm... assim vou querer casar logo.
- Hehehehhehe... olha que eu quero em.
Jantamos e depois de tudo pronto, fomos para a sala onde eu já tinha deixado sobre o sofá o seu presente, um dvd do ColdPlay. Eu não estava mais agüentando olhar pra ele só de roupão e cuequinha, uix eu não via a hora de passar a mão naquele corpo e fazer ele suar muito.
- Isso aqui no sofá é pra mim?
- Deve ser, abre!
- uhm, (ele abrindo) puts que legal nando, não precisava, mas brigadão meu gato. e assim ganhei um puta beijo (morram de inveja... ) hahahahahhahahah...
Ele levantou e colocou o dvd a rodar, quando a primeira música começou a tocar o André veio até onde eu estava, eu permanecia sentado quando ele chegou estendeu a mão e me tirou para dançar (isso eu não esperava). Ele me abraçou, coloquei meus braços sobre seus ombros envolvendo seu pescoço, ele colocou suas mãos em minha cintura e desta forma iniciamos os primeiros paços, desajeitados, mas os primeiros.
Aos poucos a música e o clímax foram penetrando em nós e tomando conta do momento, meu rosto estava apoiado no ombro direito dele, o Dé aos poucos foi encostando e acarinhando minha face com a sua mão e com isso ele me despertou do transe que eu estava do momento e roubando-me um beijo, um beijo calmo, carinhoso, amoroso e sem deixar de ser excitante. Nossa sentir aquele homem colado em mim apenas de roupão e cueca, sentindo seu volume em minha cintura, beija-lo e olhar aqueles olhos faiscando de prazer, MY GOD!!!!!...
Naquele beijo eu sentia que esse era o meu homem, cada vez mais suas mão aos poucos e lentamente deslizando pelas minhas costas, cada momento, cada sensação que ele me despertava do mundo e sabia que ele era o meu homem. Beija-lo, toca-lo, respira-lo, senti-lo por inteiro, era como sentir a parte que me faltava, a ilusão do real, e do surreal, minha paixão, meu prazer, meu suor, minha pele, meu coração, meu pênis sentia-o como todo, tudo que faz parte de mim e dele. Nisso fomos nos beijando e eu o levei ate o quarto. O quarto estava lindo, sobre a cama a ceda vermelha e muitas pétalas de rosas... o quarto iluminado somente pelo abajur da liana.
Com esses beijos que fomos, aos poucos, nos despindo, ele tirou minha camisa, e beijou meu corpo todo, fez com que eu sentisse-o a cada toque de seus lábios em minha pele, beijando-me foi ajoelhando-se aos meus pés, tirou minha calça e pouse a beijar meu sexo, meu pênis, meu pau, minha carne de prazer, dando-me um prazer fora do normal, um tesão e um amor, uma paixão por ele, pelo meu namorado, que estava me amando no dia do seu aniversario. Quando ele levantou, coloquei-me a beija-lo com avidez, coloquei minhas mão em seu peito e deslizando-as por seu ombro, tirei seu roupão, eu tinha ali na minha frente colado a mim, apenas de cueca branca, o meu homem, o cara que me acarinhava, que me seduzia, me olhava, me amava estava ali na minha frente e eu podendo sentir tudo isso em seus beijos contínuos e molhados, as músicas do ColdPlay – fix you – square one – speed of soude – a massage – twisted logic - amsterdan – politik – in my place – god put a smile on your face – the scientist – clocks – dayligh – green eyes – warning sign – a whisper – a rush of bloond to the head. Nossa... trilha sonora completa. Embalavam nosso prazer, nosso momento, nosso só nosso. Ajoelhei-me e beijando sua barriga e suas coxas, comecei a beijar o sexo do Dé, a sentir o calor dentro de sua carne. Cara como eu amo esse cara. Passando minha face em seu pau, despindo seu órgão de sua cueca e podendo sentir seu membro na minha boca, comecei lambendo-o sentindo o odor, o sabor do meu homem, chupei com carinho, com toque, senti sua glande preencher minha boca, minha garganta, meu corpo. Sentir a sua potencia, sua virilidade, sua masculinidade, junto com seu amor, seu afeto, seu carinho, é fora do real, amar alguém de verdade e poder senti-la.
Ele me deitou em sua cama e ali permanece-mos para nos amar, ele enquanto dizia no meu ouvido que eu era o amor da sua vida, que ele sentia prazer comigo, que era em mim que ele deitava a cabeça todos os dias a noite e pensava, que ele parava no meio do dia para me ligar e apenas dizer te amo e desligar o telefone. Enquanto seus dedos adentravam minhas nádegas e seus dedos vorazes alisavam e acarinhavam meu anus, me pediam passagem para seu sexo. Eu não falava, eu somente respirava, sentia, via, era ele, seu corpo quente, sua boca úmida, leve, seus olhos que a cada olhar me faiscavam por dentro. Ele deitou-se sobre mim deixando-me de bruços, colocou seu membro na entradinha do meu cu, e foi penetrando-me como da primeira vez que eu me entreguei a ele, e entre gemidos e grunhidos de dor, ele me possuiu, cravou-me com seu membro rijo, com seu amor, eu estava sentindo o meu André me aquecendo por dentro, me machucando e cravando sua passagem por este caminho.
O Dé me possuiu, me amou por inteiro, me comeu me mando, não foi grosseiro nem foi parado, ele foi seduzindo-me, me fodendo com força, mas com delicadeza, seu pau me extremessia por dentro. Ele suspirava em meu ouvido e mostrava seu prazer e seu tesão enquanto me possuía freneticamente e intensamente a cada entrada e saída do seu pau no meu cuzinho. Seu suor escorria por sua face e misturando-se com nosso beijo, me fazia sentir o sabor do seu prazer.
- Nando eu te amo cara, que tesão que você me da meu anjo. Ahmmm cara eu te amo. Dizia ele em meu ouvido gemendo de prazer.
- me sente amor, sou seu presente de aniversario, me ama Dé.
Continuamos a nos amar, e eu sentindo cada milímetro de seu pau dentro de mim, estávamos sem camisinha, essa era a única vez que fizemos isso, queríamos nos sentir apenas uma vez, no amor, no sexo em tudo.
- Você é tão molhado amor, tão suave, tão quente, tão prazeroso Nando. Carinha como eu te amo.
- apenas sente Dé. E nós estávamos, eu queimava de amor, de prazer.
Naquela mesma posição ele me possuiu ate começar a se movimentar com rapidez e intensidade, ate gozar. Sem avisar, só deixou seu prazer explodir dentro de mim. Eu sentia seu sêmen deslizar dentro de mim, quente e vivo. Eu gozei sem tocar em meu pau. O auge é extremo, o André meu namorado meu amor meu homem estava me possuindo. O prazer é sem explicações, não se descreve, é apenas surreal. No som ja tinha acabado o cd do ColdPlay e trocando de cd tocava Norah Jones – what am i to you? Nossa aquela musica traduzia tudo o que eu sentia, eu ouvia a musica e olhava para o Dé. Cara como eu amava aquele guri, meu Deus. Logo tocou Norah Jones – Those sweet words. Falei ao Dé.
- obrigado pro você existir meu amor, cara eu te amo tanto Dé, te amo pra caramba cara, não sei mais viver sem você. Ele me olhou nos olhos, afagou minha face e enxugando meu suor ele me disse .
- Nando, você é meu cara, eu que tenho que agradecer de ter você pra mim carinha, cara eu te amo, Fernando põe na tua cabeça guri, eu te amo.eu quase tive um treco quando ele me disse isso, poxa gente, ter alguém no nosso meio já é difícil, imagina amar alguém e ouvir essas coisas da pessoa que você ama é tudo de bom.
Transamos três vezes esta noite, seguidas... o prazer é indescritível... Assim adormecemos, acordei no outro dia, um sol lindo, e o Dé estava ali do meu lado peladinho, dormindo feito um anjo, que coisa mais linda, fui beijar seu rosto, seus lábios e ele acordou.
- Bom dia meu anjinhu, falei susurrando em seu ouvido.
- bom dia meu gatinho. Nossa como eu dormi bem. Falou ele se espreguiçando na cama.
- Dormiu bem? Perguntou ele.
- Você ainda pergunta? Respondi com aquele sorriso no rosto.
- Obrigado pela noite, eu te amo Fernando. Disse ele olhando no fundo dos meus olhos.
- Você merece muito mais. Respondi dando um beijinho nele. Aiiiiieeeeeeeee... deixa eu vibrar em pouco. Hahahhahaha.
- Bom deixa eu tomar um banho.
Falou levantando-se e indo ate o banheiro, peladinhu, aquele corpo todo maravilhoso e aquele bundinha virada pra mim... ai que homem era aquele, agradeci a Deus por ele ter me arranjado o Dé.
O Irmão Esportista XXI – Volta pra casa
O Irmão Esportista XXI – Volta pra casa.
Chegando em casa pela manha, após o medico me dar alta. Quem foi me buscar foi meu pai, estava chegando à hora de conversar com minha mãe, puts tava com muito medo cara, de ouvir tudo aquilo de novo, de ela não me aceitar, de tudo cara, foda...
- Pai, to com medo.
- Medo de que Fernando?
- Da mãe.
- Fica tranqüilo. Nisso estávamos indo pra casa de carro.
Logo que cheguei, eram umas 9:35 da manha, minha mãe estava na cozinha. Abrimos a porta e entramos, quando o pai fechou a porta ela apareceu, meu corpo gelou, subiu aquele arrepio pela espinha gelando tudo...
- Tudo bem meu filho? Ela disse calma.
- Tu...do sim... mãe. Falei tremulo.
- Se você fizer isso de novo Fernando eu te bato garoto, acha que pode deixar a gente preocupada assim. Disse ela como se nada tivesse acontecido.
- Pode deixar mãe. Hahahahhahahha... e comecei a rir, nunca esperava uma reação dessas da minha mãe.
- Ta rindo de que Fernando? Perguntou ela.
- Nada mãe esquece.
- Bom, vamos pro quarto que o senhor tem que repousar. Disse meu pai.
- A pai que saco, não aquento mais fica de cama.
- Olha... disse minha mãe.
Bem e assim foi meu dia, no quarto sem fazer nada, na verdade li uns livros pra faculdade, mentira, só enrolei, odeio ler livro obrigado. Minha mãe me tratou normal, e eu nem tentei puxar o assunto, deixei como estava, não estava mais em condições psicológicas pra discutir com ela.
A tarde resolvi bancar o esperto e liguei pro mano.
- Manu.
- Fala pirralho?
- É que... coff... cofffff... (fingindo).
- Tais bem Nando? Perguntou o mano preocupado.
- To sim, não é nada, Coffff... olha só, aluga uns filmes pra mim ver?
- Ok eu alugo, quando sair do trabalho eu alugo e te levo, depois eu vou correr.
- Ta eu quero, As Panteras II, A espera de um milagre e o musical da Cher que a liana me indicou, The Farewell Tour, é todo rosa e só tem a cara dela na frente.
- Ok, vai querer pipoca também, refrigerante?
- Não obrigado...
- Tchal.
- Xau. Hahahahahhahahha vitimaaaaaa.... essa é a minha psicologia, hahahahaha o mais...
Final da tarde o manu chega em casa com os dvds, vai ate o quarto e me entrega, troca de roupa e sai pra correr. Eu liguei o dvd e comecei a ver a espera de um milagre, aix choreiiiii... hahahahahhaah... puts muito lindo o filme, na hora que ele ta com as meninas no colo chorando, nossa... muito bom o filme. Indico mesmo. Quando tava na cozinha pegando uma maça pra comer o telefone toca, atendo e adivinha quem era?
- bixaaaaa...
- o que foi sua loka?
- Pq não foi pra aula? Ta dando ataque agora.
- Cala boca.
- To indo ai.
- Vem.
Ela literalmente não bate bem da cabeça... voltei pro quarto, coloquei o meu cd do Armandinho e fiquei ouvindo.... ate a musica que o mano curte, Bomba netuno... “O netuno o mande pra mim a onda mais linda e perfeita do mar, se vc não quiser trazer para mim, vou ter que pedir pra iemanjá, é que netuno saiu de férias pra onde ele foi viajar, foi pra escondido, Peru, Costa rica, Noronha, Maldivas ou pro Panamá, netuno ultimamente tem andado numa boa foi para Indonésia tirar férias COM A PATROA O MAR DESSE VERÃO ATE PARECE UMA LAGOA, DEIXEI A PRANCHA EM CASA E TO LEVANDO UMA CANOA... BOMBA NETUNOO MANDA UMA BOA PRA MIM... BOMBA NETU...” (o manu e a lia entram no quarto cantando tb).
- Dae meu gatu... disse a lia enquanto me abraçava.
- Oiieeee....
- E ai ta melhor?
- Você já sabe?
- Seu irmão me falou. Olhei pra ele, ele levantou as sobrancelhas e foi tomar banho.
- É to bem... e assim ficamos tricotando sobre isso. Ate começar mais uma música que eu e a lia amamos.
- A MELANCOLIA DAS ONDAS QUEBRANDO SOZINHA SEM VC, LEMBRANDO TEU BEIJO SALGADO E PEDINDO UM ABRAÇO PRA AQUECER, POR DO SOL VAI LEMBRAR VOCÊ... (os dois cantando)
- Hahahahhahahahhahah the best of the best....
- Hhahahhahahahahhahahahhahahahha.... bezuuuuuu e la veio ela.
- Ui socorro uma rachada me atacando... hahahahhaah
- Bixaaaaa....
- Haahhahahhahhahahahahhahahah....
- Vocês dois, vamos assistir algum DVD?
- Vamos, o da Cher! Afirmei.
- Não quero ver o filme. Disse meu irmão.
- Eu já vi.
- Ta ta coloca ai.
Deitamos e ficamos ali assistindo, eu e a liana na cama do manu e ele na minha. Cara que show é aquele? Na hora que ela canta Song For the Lonely eu pulava na cama, e as letras? Puts de mais. Muito, muito bom. Adorei quando ela chamou a Britney Spears de vaca, hahhahahahhah. A Liana adora a Britney e fico puta, eu me afinava da cara dela. Outra, o que é aquele bailarino com barba no queixo, MEU PAI, puts lindoooooooooo, puts. Começou a canção All Or Nothing, ai eles tudo dançando com aquelas roupas linda.
- Meu Deus olha esse bailarino atrás dela, com o cavanhaque de três risquinhos, que lindo, nossa... dizem que bailarino fode bem, esse ai deve se tudo, my godddd...
- Prefiro aquela loira ali oh, linda... (liana)
- E tu mano?
- O moreninho, olha a cara de safadinho, deve da implorando pra vc mete mais.
- Ta né. Disse a liana.
Puts cara o show é de mais, Dark Lady eu amei, e quando eles dançam Take me home, que ficam se esfregando hahhahahha, sem comentários. E aquela musica tema de um filme dela, acho que é After All, nossa que letra tudo, ficava pensando no Dé, aixxxx... e pra finaliza a trilogia tuuddooooo, Strong Enough, If I could turn back time e Believe... ela descendo no lustre só mexendo o cabelinho vermelho luxooooo. E as letras, numa ela manda o cara embora e diz que é forte o bastante pra viver sozinha, depois se arrepende e diz que quer voltar no tempo pra retirar o que disse e depois o cara não volta e ela pergunta, “vc acredita em vida após o amor? LUXOOOO... acho que já contei o dvd todo, mas olha vale mesmo a pena assistir, muito bom.
- Bom eu vou pra casa que já ta tarde. Disse a Lia.
- Eu te levo, posso pegar o carro mano?
- A chave ta no mural.
- Ok, vamos.
- Vamos.
Quando voltei o mano já estava deitado na sua cama, eu tirei a roupa e me deitei também. Ficou aquele silencio sabe, quando eu tava quase dormindo o mano começa.
- Nando?
- Ummm...
- Nando!
- Que foi saco, deixa eu dormir.
- Sabe o que eu queria?
- Quero, quer dizer!
- Quero e muito.
- O que é? Respondi.
- Não imagina
- Num
- O piu piu du Manu ta doidão, dai eu queria pedi ajuda sua?
- E...?
- Vc ajuda?
- Olha só, pus a cabeça pra fora, olha ai.
- Uhm, é então...
Eu estava deitadinhu na cama, tirei minha cueca e fiquei peladinhu, com uma perna dobrada, olhando pra ele só de samba canção, com o pau duraço, me olhando com aquela carinha de safado, dai eu levantei uma mão e com o dedo indicador gesticulei movimentando-o chamando o manu, ai ele veio ate a minha cama e subiu colocando suas mãos nas minhas pernas e veio engatinhando, esfregando as mãos nelas, abaixando-se ele colou seu corpo ao meu fazendo com que seu peito tb tocasse minhas pernas. Sempre me olhando, ate ele chegar com suas mãos na minha virilha, ele parou, me olhou, olhou pro meu pau e me deixando bem surpreso e louco de prazer, o mano começou a me chupar. Pela primeira vez, ele pegou no meu pau e ficou batendo uma punheta lentamente enquanto lambia minhas bolas. Logo após ele apertou minhas coxas e levantou-as um pouco deixando meu cusinho todo a sua disposição, ele foi chupando minhas bolas, descendo as vezes e dando umas lambidas, daquelas com a língua toda pra fora bem larga, me molhando todinhu e me arrepiando ate a espinha.
Ele voltou a baixar minhas pernas, com suas mãos em minha cintura o mano me chupava mais um pouco, eu pegava na cabeça dele segurando pela nuca e metendo com força fazendo ele se engasgar. O Rodrigo parava, me olhava e dava aquele sorrisinho safado eu ia ao delírio. Ele ia me beijando ate o umbigo, me beijava, lambia e mordia. continuava a subir ate chegar em meus mamilos, seu corpo todo colado no meu, aquele calor gostoso, aquela pele morena que começava a ficar úmida de suor, e seu pelos que me arranhavam pois ele tinha depilado o peito e estes estavam começando a crescer. O Rodrigo lambia muito, passa a pontinha de sua língua, mordia e beijava meus mamilos. Quando ele parou, me olhou e veio ate minha boca me beijando, seu pau colado no meu e ele começou a fazer movimentos como se tivesse me fodendo. Veio ate meu ouvido e disse bem baixinhu:
- Te amo
- Também te amo. Respondi.
- Você vai dar esse rabinho pra mim hoje
- Você já sabe que ele é todo seu.
- É né sua putinha, gosta de dar esse rabinho pro seu irmão né?
- E eu adoro, muito meu mano.
Ele sentou na cama e ficou escorado, sentado sobre seus pés jogando o corpo para trás e se escorando com nos braços atrás do corpo. Eu já estava lambendo aquele corpo e sentindo aqueles pelos raspando minha língua me deixando ardido e excitado. Quando cheguei no meu desejo chupei como nunca, colocava tanto que dava em minha boca e tirava deixando bem babado, cuspia nele e deixava aquele mastro bem lambuzado (adoro chupar assim). O manu me pegou pelo pescoço, levantou meu rosto e mandou eu abrir a boca, fazendo isso ele cuspiu em minha boca me pegando pelos cabelos e forçando minha chupada. Quando voltei a chupar por minha conta, segurava todo aquele mastro bem na base e o passava pela boca só para deixá-lo cheio de saliva bem molhadinhu, olhando pro manu me afasto de seu pau e digo - cospe nele vai. O Rodrigo deixa cair aquele cuspe sobre seu pau e eu vou lá e chupo ele mais forte ainda, segurando na base ate a cabecinha na boca, fico chupando passando a língua e raspando os dentes. Depois chupei ele normalmente tirava da boca e ficava batendo com ele na minha cara, segurando ele com os dedos, só a cabeça e ficava punhetando só a cabeça bem rápido.
- Issu sua puta vai que ta vindo seu gozo
- Goza na minha boquinha vai.
- Isso viadinho, pede leite pede, que eu vou goza na sua cara, vai porra.
Não demorou muito e o Rodrigo começou a gemer e socar uma punheta gostosa, eu deitado na cama meio de lado batia uma punheta pra mim. Quando ele deu um gemido mais forte e mandou eu abrir a boca ele gozou, tudo na minha boca. Nem coloque a língua pra fora nada, só sentia ela se enchendo de porra, cara adoro isso, puts... com a boca cheia de porra e chupando o pau do manu gozei rapidamente sujando toda a minha cama.
- Ahmmmm que delicia cara, ahmmmm uuuuuuffffffff.... (ele gemia e suspirava quando colocava sua glande em minha boca cheia de porra)
- Delicia, nossa, tava com saudades disso. Falei.
- E eu não conta?
- Deixa eu me lavar.
- Vamos.
Durante o banho o mano me pergunta.
- Estava com saudades de vc, e vc estava com saudades do manão aqui?
- Aham.
- Você curte mesmo o André né?
- Aham.
- Vou me secar e dormir.
Nisso ele saiu do Box, se secou e foi deitar. Eu fiquei no chuveiro pensando o porque daquelas perguntas, ta eu sei que era ciúme, mais pela cara que ele fez tinha quase certeza que não era só isso. Será que ele e o Gui brigaram de novo? Ah esses dois. Fui deitar também e liguei pro Dé pra dar boa noite.
- Oi... ele atendeu.
- Oi mor.
- Sim não ta dormindo ainda pq? Ele perguntou.
- Porque só vou dormir depois de desejar que você tenha uma ótima noite, que sonhe comigo e que Deus te abençoe.
- Uhm, pra você também meu gatinhu.
- DA PRA DESLIGAR A PORRA DESSE CELULAR QUE EU QUERO DORMIR! Gritou o Rodrigo.
- Não torra ta Rodrigo. Eu respondi.
- Bom é melhor desligarmos, não quero que você brigue com ele. Disse o André.
- Boa noite então.
- Amanha conversamos.
- Ok. Te amo.
- Também te amo.
Viu era ciúmes, mas por que isso agora, bom se bem conheço o Rodrigo ele não deve estar muito bem com o Guilherme não. Tenho uma raiva disso, quando trás os problemas da rua pra casa e desconta nos outros, só imagino os filhos dele o quanto vão sofrer. Hahahahahha.
Bom mais um dia, mais uma vez pra faculdade e tentando voltar ao normal. A Liana não me largou, e acabei comentando com ela sobre o Rodrigo, e o pior é que ela me disse que viu o mano no shopping com uma menina, e que ela já tinha visto eles juntos outras vezes, ela não me falou nada na noite passada porque ele estava lá e ele não tinha visto ela no shopping.
- Bom agora não sei mais nada.
- Nem te estressa, e o André? Aix a gente podia ir no apto. dele incomoda um pouco né.
- Ahm jura que eu vou pro apto. do meu gato e quero vc lá, hahahhahahhahah sonha bem.
- Cala boca ta, você da pra ele quando eu sair, uix essas beshas que só querem queima a rosca, cruzis.
- Nem vou comentar nada.
- É bom mesmo.
- Aiiiiiiii me empresta 1 real? Me pediu ela.
- Não.
- Cala boca e me da logo, olha que doce mais lindo.
- Ai nem vou fala nada, ó pega.
- Brigado amor.
- Ta né! Mereço isso? Olha, só eu mesmo.
- Aiiii delicia vou ter orgasmos múltiplos uhnnnnnn...
- Cala boca.
- Nando olha ali, ali óoooo... ela apontou pro lado.
- O gato da Fisioterapia.
- Ai nem posso olhar, por favor, Deus da minha vida.
- Eu ainda quero saber pq ele te encara. Disse a liana.
- Gay ele não é, lutador de jiu-jitsu e ta sempre com mulher atrás dele, eu acho que ele já sacou que eu sou gay e encaro ele.
- Uhm, bom isso não é difícil né, você é uma travesti mesmo.
- Cala boca o caminhoneira.
- Ele é lindo mesmo nando, nossa, se ele te desse bola tu traia o André?
- Com ele sim, só com ele, sei lá ele mexe comigo, sexualmente. Sei lá. Tesão.
- Uiiii já ta de pé, uiiiiiiii, deixa eu sai de perto.
- Não ta não, que pega pra ver?
- Não obrigado.
Quando volto pra casa ao meio dia, encontro minha mãe e meu pai na cozinha já sentados nós esperando para almoçar. Foi diferente sabe, chegar em casa e sentar a mesa com meus pais, sabendo que quem sentou ali pela primeira vez de verdade, era o Fernando, filho deles que é gay e não tem mais que mentir foi esquisito mais muito bom.
Não demorou muito para meu irmão chegar, mas ele passou voando para o quarto, e nem ouviu quando minha mãe o chamou para comer. Será que a coisa com o Gui foi feia mesmo? Ah que se dane, eu vou comer, pensei.
Porque o Rodrigo esta assim brabo.... só no próximo... hahahhhahahha
Chegando em casa pela manha, após o medico me dar alta. Quem foi me buscar foi meu pai, estava chegando à hora de conversar com minha mãe, puts tava com muito medo cara, de ouvir tudo aquilo de novo, de ela não me aceitar, de tudo cara, foda...
- Pai, to com medo.
- Medo de que Fernando?
- Da mãe.
- Fica tranqüilo. Nisso estávamos indo pra casa de carro.
Logo que cheguei, eram umas 9:35 da manha, minha mãe estava na cozinha. Abrimos a porta e entramos, quando o pai fechou a porta ela apareceu, meu corpo gelou, subiu aquele arrepio pela espinha gelando tudo...
- Tudo bem meu filho? Ela disse calma.
- Tu...do sim... mãe. Falei tremulo.
- Se você fizer isso de novo Fernando eu te bato garoto, acha que pode deixar a gente preocupada assim. Disse ela como se nada tivesse acontecido.
- Pode deixar mãe. Hahahahhahahha... e comecei a rir, nunca esperava uma reação dessas da minha mãe.
- Ta rindo de que Fernando? Perguntou ela.
- Nada mãe esquece.
- Bom, vamos pro quarto que o senhor tem que repousar. Disse meu pai.
- A pai que saco, não aquento mais fica de cama.
- Olha... disse minha mãe.
Bem e assim foi meu dia, no quarto sem fazer nada, na verdade li uns livros pra faculdade, mentira, só enrolei, odeio ler livro obrigado. Minha mãe me tratou normal, e eu nem tentei puxar o assunto, deixei como estava, não estava mais em condições psicológicas pra discutir com ela.
A tarde resolvi bancar o esperto e liguei pro mano.
- Manu.
- Fala pirralho?
- É que... coff... cofffff... (fingindo).
- Tais bem Nando? Perguntou o mano preocupado.
- To sim, não é nada, Coffff... olha só, aluga uns filmes pra mim ver?
- Ok eu alugo, quando sair do trabalho eu alugo e te levo, depois eu vou correr.
- Ta eu quero, As Panteras II, A espera de um milagre e o musical da Cher que a liana me indicou, The Farewell Tour, é todo rosa e só tem a cara dela na frente.
- Ok, vai querer pipoca também, refrigerante?
- Não obrigado...
- Tchal.
- Xau. Hahahahahhahahha vitimaaaaaa.... essa é a minha psicologia, hahahahaha o mais...
Final da tarde o manu chega em casa com os dvds, vai ate o quarto e me entrega, troca de roupa e sai pra correr. Eu liguei o dvd e comecei a ver a espera de um milagre, aix choreiiiii... hahahahahhaah... puts muito lindo o filme, na hora que ele ta com as meninas no colo chorando, nossa... muito bom o filme. Indico mesmo. Quando tava na cozinha pegando uma maça pra comer o telefone toca, atendo e adivinha quem era?
- bixaaaaa...
- o que foi sua loka?
- Pq não foi pra aula? Ta dando ataque agora.
- Cala boca.
- To indo ai.
- Vem.
Ela literalmente não bate bem da cabeça... voltei pro quarto, coloquei o meu cd do Armandinho e fiquei ouvindo.... ate a musica que o mano curte, Bomba netuno... “O netuno o mande pra mim a onda mais linda e perfeita do mar, se vc não quiser trazer para mim, vou ter que pedir pra iemanjá, é que netuno saiu de férias pra onde ele foi viajar, foi pra escondido, Peru, Costa rica, Noronha, Maldivas ou pro Panamá, netuno ultimamente tem andado numa boa foi para Indonésia tirar férias COM A PATROA O MAR DESSE VERÃO ATE PARECE UMA LAGOA, DEIXEI A PRANCHA EM CASA E TO LEVANDO UMA CANOA... BOMBA NETUNOO MANDA UMA BOA PRA MIM... BOMBA NETU...” (o manu e a lia entram no quarto cantando tb).
- Dae meu gatu... disse a lia enquanto me abraçava.
- Oiieeee....
- E ai ta melhor?
- Você já sabe?
- Seu irmão me falou. Olhei pra ele, ele levantou as sobrancelhas e foi tomar banho.
- É to bem... e assim ficamos tricotando sobre isso. Ate começar mais uma música que eu e a lia amamos.
- A MELANCOLIA DAS ONDAS QUEBRANDO SOZINHA SEM VC, LEMBRANDO TEU BEIJO SALGADO E PEDINDO UM ABRAÇO PRA AQUECER, POR DO SOL VAI LEMBRAR VOCÊ... (os dois cantando)
- Hahahahhahahahhahah the best of the best....
- Hhahahhahahahahhahahahhahahahha.... bezuuuuuu e la veio ela.
- Ui socorro uma rachada me atacando... hahahahhaah
- Bixaaaaa....
- Haahhahahhahhahahahahhahahah....
- Vocês dois, vamos assistir algum DVD?
- Vamos, o da Cher! Afirmei.
- Não quero ver o filme. Disse meu irmão.
- Eu já vi.
- Ta ta coloca ai.
Deitamos e ficamos ali assistindo, eu e a liana na cama do manu e ele na minha. Cara que show é aquele? Na hora que ela canta Song For the Lonely eu pulava na cama, e as letras? Puts de mais. Muito, muito bom. Adorei quando ela chamou a Britney Spears de vaca, hahhahahahhah. A Liana adora a Britney e fico puta, eu me afinava da cara dela. Outra, o que é aquele bailarino com barba no queixo, MEU PAI, puts lindoooooooooo, puts. Começou a canção All Or Nothing, ai eles tudo dançando com aquelas roupas linda.
- Meu Deus olha esse bailarino atrás dela, com o cavanhaque de três risquinhos, que lindo, nossa... dizem que bailarino fode bem, esse ai deve se tudo, my godddd...
- Prefiro aquela loira ali oh, linda... (liana)
- E tu mano?
- O moreninho, olha a cara de safadinho, deve da implorando pra vc mete mais.
- Ta né. Disse a liana.
Puts cara o show é de mais, Dark Lady eu amei, e quando eles dançam Take me home, que ficam se esfregando hahhahahha, sem comentários. E aquela musica tema de um filme dela, acho que é After All, nossa que letra tudo, ficava pensando no Dé, aixxxx... e pra finaliza a trilogia tuuddooooo, Strong Enough, If I could turn back time e Believe... ela descendo no lustre só mexendo o cabelinho vermelho luxooooo. E as letras, numa ela manda o cara embora e diz que é forte o bastante pra viver sozinha, depois se arrepende e diz que quer voltar no tempo pra retirar o que disse e depois o cara não volta e ela pergunta, “vc acredita em vida após o amor? LUXOOOO... acho que já contei o dvd todo, mas olha vale mesmo a pena assistir, muito bom.
- Bom eu vou pra casa que já ta tarde. Disse a Lia.
- Eu te levo, posso pegar o carro mano?
- A chave ta no mural.
- Ok, vamos.
- Vamos.
Quando voltei o mano já estava deitado na sua cama, eu tirei a roupa e me deitei também. Ficou aquele silencio sabe, quando eu tava quase dormindo o mano começa.
- Nando?
- Ummm...
- Nando!
- Que foi saco, deixa eu dormir.
- Sabe o que eu queria?
- Quero, quer dizer!
- Quero e muito.
- O que é? Respondi.
- Não imagina
- Num
- O piu piu du Manu ta doidão, dai eu queria pedi ajuda sua?
- E...?
- Vc ajuda?
- Olha só, pus a cabeça pra fora, olha ai.
- Uhm, é então...
Eu estava deitadinhu na cama, tirei minha cueca e fiquei peladinhu, com uma perna dobrada, olhando pra ele só de samba canção, com o pau duraço, me olhando com aquela carinha de safado, dai eu levantei uma mão e com o dedo indicador gesticulei movimentando-o chamando o manu, ai ele veio ate a minha cama e subiu colocando suas mãos nas minhas pernas e veio engatinhando, esfregando as mãos nelas, abaixando-se ele colou seu corpo ao meu fazendo com que seu peito tb tocasse minhas pernas. Sempre me olhando, ate ele chegar com suas mãos na minha virilha, ele parou, me olhou, olhou pro meu pau e me deixando bem surpreso e louco de prazer, o mano começou a me chupar. Pela primeira vez, ele pegou no meu pau e ficou batendo uma punheta lentamente enquanto lambia minhas bolas. Logo após ele apertou minhas coxas e levantou-as um pouco deixando meu cusinho todo a sua disposição, ele foi chupando minhas bolas, descendo as vezes e dando umas lambidas, daquelas com a língua toda pra fora bem larga, me molhando todinhu e me arrepiando ate a espinha.
Ele voltou a baixar minhas pernas, com suas mãos em minha cintura o mano me chupava mais um pouco, eu pegava na cabeça dele segurando pela nuca e metendo com força fazendo ele se engasgar. O Rodrigo parava, me olhava e dava aquele sorrisinho safado eu ia ao delírio. Ele ia me beijando ate o umbigo, me beijava, lambia e mordia. continuava a subir ate chegar em meus mamilos, seu corpo todo colado no meu, aquele calor gostoso, aquela pele morena que começava a ficar úmida de suor, e seu pelos que me arranhavam pois ele tinha depilado o peito e estes estavam começando a crescer. O Rodrigo lambia muito, passa a pontinha de sua língua, mordia e beijava meus mamilos. Quando ele parou, me olhou e veio ate minha boca me beijando, seu pau colado no meu e ele começou a fazer movimentos como se tivesse me fodendo. Veio ate meu ouvido e disse bem baixinhu:
- Te amo
- Também te amo. Respondi.
- Você vai dar esse rabinho pra mim hoje
- Você já sabe que ele é todo seu.
- É né sua putinha, gosta de dar esse rabinho pro seu irmão né?
- E eu adoro, muito meu mano.
Ele sentou na cama e ficou escorado, sentado sobre seus pés jogando o corpo para trás e se escorando com nos braços atrás do corpo. Eu já estava lambendo aquele corpo e sentindo aqueles pelos raspando minha língua me deixando ardido e excitado. Quando cheguei no meu desejo chupei como nunca, colocava tanto que dava em minha boca e tirava deixando bem babado, cuspia nele e deixava aquele mastro bem lambuzado (adoro chupar assim). O manu me pegou pelo pescoço, levantou meu rosto e mandou eu abrir a boca, fazendo isso ele cuspiu em minha boca me pegando pelos cabelos e forçando minha chupada. Quando voltei a chupar por minha conta, segurava todo aquele mastro bem na base e o passava pela boca só para deixá-lo cheio de saliva bem molhadinhu, olhando pro manu me afasto de seu pau e digo - cospe nele vai. O Rodrigo deixa cair aquele cuspe sobre seu pau e eu vou lá e chupo ele mais forte ainda, segurando na base ate a cabecinha na boca, fico chupando passando a língua e raspando os dentes. Depois chupei ele normalmente tirava da boca e ficava batendo com ele na minha cara, segurando ele com os dedos, só a cabeça e ficava punhetando só a cabeça bem rápido.
- Issu sua puta vai que ta vindo seu gozo
- Goza na minha boquinha vai.
- Isso viadinho, pede leite pede, que eu vou goza na sua cara, vai porra.
Não demorou muito e o Rodrigo começou a gemer e socar uma punheta gostosa, eu deitado na cama meio de lado batia uma punheta pra mim. Quando ele deu um gemido mais forte e mandou eu abrir a boca ele gozou, tudo na minha boca. Nem coloque a língua pra fora nada, só sentia ela se enchendo de porra, cara adoro isso, puts... com a boca cheia de porra e chupando o pau do manu gozei rapidamente sujando toda a minha cama.
- Ahmmmm que delicia cara, ahmmmm uuuuuuffffffff.... (ele gemia e suspirava quando colocava sua glande em minha boca cheia de porra)
- Delicia, nossa, tava com saudades disso. Falei.
- E eu não conta?
- Deixa eu me lavar.
- Vamos.
Durante o banho o mano me pergunta.
- Estava com saudades de vc, e vc estava com saudades do manão aqui?
- Aham.
- Você curte mesmo o André né?
- Aham.
- Vou me secar e dormir.
Nisso ele saiu do Box, se secou e foi deitar. Eu fiquei no chuveiro pensando o porque daquelas perguntas, ta eu sei que era ciúme, mais pela cara que ele fez tinha quase certeza que não era só isso. Será que ele e o Gui brigaram de novo? Ah esses dois. Fui deitar também e liguei pro Dé pra dar boa noite.
- Oi... ele atendeu.
- Oi mor.
- Sim não ta dormindo ainda pq? Ele perguntou.
- Porque só vou dormir depois de desejar que você tenha uma ótima noite, que sonhe comigo e que Deus te abençoe.
- Uhm, pra você também meu gatinhu.
- DA PRA DESLIGAR A PORRA DESSE CELULAR QUE EU QUERO DORMIR! Gritou o Rodrigo.
- Não torra ta Rodrigo. Eu respondi.
- Bom é melhor desligarmos, não quero que você brigue com ele. Disse o André.
- Boa noite então.
- Amanha conversamos.
- Ok. Te amo.
- Também te amo.
Viu era ciúmes, mas por que isso agora, bom se bem conheço o Rodrigo ele não deve estar muito bem com o Guilherme não. Tenho uma raiva disso, quando trás os problemas da rua pra casa e desconta nos outros, só imagino os filhos dele o quanto vão sofrer. Hahahahahha.
Bom mais um dia, mais uma vez pra faculdade e tentando voltar ao normal. A Liana não me largou, e acabei comentando com ela sobre o Rodrigo, e o pior é que ela me disse que viu o mano no shopping com uma menina, e que ela já tinha visto eles juntos outras vezes, ela não me falou nada na noite passada porque ele estava lá e ele não tinha visto ela no shopping.
- Bom agora não sei mais nada.
- Nem te estressa, e o André? Aix a gente podia ir no apto. dele incomoda um pouco né.
- Ahm jura que eu vou pro apto. do meu gato e quero vc lá, hahahhahahhahah sonha bem.
- Cala boca ta, você da pra ele quando eu sair, uix essas beshas que só querem queima a rosca, cruzis.
- Nem vou comentar nada.
- É bom mesmo.
- Aiiiiiiii me empresta 1 real? Me pediu ela.
- Não.
- Cala boca e me da logo, olha que doce mais lindo.
- Ai nem vou fala nada, ó pega.
- Brigado amor.
- Ta né! Mereço isso? Olha, só eu mesmo.
- Aiiii delicia vou ter orgasmos múltiplos uhnnnnnn...
- Cala boca.
- Nando olha ali, ali óoooo... ela apontou pro lado.
- O gato da Fisioterapia.
- Ai nem posso olhar, por favor, Deus da minha vida.
- Eu ainda quero saber pq ele te encara. Disse a liana.
- Gay ele não é, lutador de jiu-jitsu e ta sempre com mulher atrás dele, eu acho que ele já sacou que eu sou gay e encaro ele.
- Uhm, bom isso não é difícil né, você é uma travesti mesmo.
- Cala boca o caminhoneira.
- Ele é lindo mesmo nando, nossa, se ele te desse bola tu traia o André?
- Com ele sim, só com ele, sei lá ele mexe comigo, sexualmente. Sei lá. Tesão.
- Uiiii já ta de pé, uiiiiiiii, deixa eu sai de perto.
- Não ta não, que pega pra ver?
- Não obrigado.
Quando volto pra casa ao meio dia, encontro minha mãe e meu pai na cozinha já sentados nós esperando para almoçar. Foi diferente sabe, chegar em casa e sentar a mesa com meus pais, sabendo que quem sentou ali pela primeira vez de verdade, era o Fernando, filho deles que é gay e não tem mais que mentir foi esquisito mais muito bom.
Não demorou muito para meu irmão chegar, mas ele passou voando para o quarto, e nem ouviu quando minha mãe o chamou para comer. Será que a coisa com o Gui foi feia mesmo? Ah que se dane, eu vou comer, pensei.
Porque o Rodrigo esta assim brabo.... só no próximo... hahahhhahahha
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Camisinha
Descobertas
O Irmão Esportista XX - Descobertas
Como terminei no conto anterior, estranhei muito a atitude de meu pai, ele sempre foi super carinhoso comigo, e agora me ignorou daquele jeito, mas como disse, eu estava muito cansado para pensar nisso e acabei indo me deitar. Na cama ainda rezei e pedi a Deus proteção, que iluminasse meus paços, agradeci por ser tão amado e ter uma família tão especial.
Acordei umas 11:20 da manhã, estava dormindo somente eu e o mano, o resto já tinha levantado. Depois de ir ao banheiro e cuidar de minha higiene pessoal, fui ate a cozinha para comer alguma coisa, onde encontrei o Dé.
- Bom dia. Eu disse.
- Bom dia Fernando. Disse ele frio.
- O que aconteceu? Falei baixo.
- Não sei mas seu pai esta estranho, ele não falou comigo.
- Aix, espera. Me levantei e fui ate a área onde meu pai estava sentado. Pude reparar que o carro do tio César não estava mais, já deviam ter ido.
- Bom dia pai. Fui ate meu pai para beijá-lo e ele virou o rosto.
- O que foi? Aconteceu algo pai? Perguntei preocupado.
- ENTRA. Foi a única coisa que ele me disse entrando na cozinha sem olhar pra mim. Eu entrei né.
- Pai o que esta acontecendo? Insisti.
- Vai no quarto e chama seu irmão. Rápido! Falou ele brabo.
Fui ate o quarto e acordei o Rodrigo.
- Mano, acorda cara.
- O que foi Fernando, vai te fude. Disse ele.
- O pai cara, esta te chamando, ele ta brabo não fala com ninguém, to com medo.
- O que tu apronto agora seu pirralho? Disse ele levantando e colocando o shorts.
- Não... sei... já falei segurando meu choro.
E assim fomos ate a cozinha onde o Dé estava sentando na mesa parado. Meu pai andando na cozinha. Minha mãe também estava preocupada.
- Fala home de Deus o que você tem? Ele nem dava bola. Entrarmos na cozinha.
- Bom agora que está todo mundo aqui.
- O que esta acontecendo pai. Pergunto o Rodrigo com a cara toda amassada.
- Não tem nada com você Rodrigo, é com o Fernando. Nossa eu gelei.
- O que tem eu pai?
- Eu que te pergunto Fernando! Não tens nada pra contar a sua família? Disse ele me olhando muito mais muito serio.
- N... ao,... pai.... eu engolindo a seco.
- Tem certeza?
- Tenho...
- E você André, não tem nada pra contar? Disse meu pai olhando o André que estava com uma cara de serio também... mas cara quando ele disse isso, eu juro que comecei a chora, olhei pro mano e ele estava me olhando preocupado.
- Não senhor Rômulo.
- Vocês pensam que eu sou idiota? Ahm? Ele falava e olhava pra mim e pro Dé.
- Pai.... eu disse.
- Tudo bem eu refresco a memória de vocês... hoje eu acordei cedo e fui pescar, e sabe o que eu vi na beira mar? Ahm?
Cara eu queria morrer, meu pai viu a gente na beira mar, meu Deus, cara eu desabei no choro, meu irmão ficou muito preocupado, pois eu poderia me ferrar, bom o André ficou do jeito que estava, olhando serio pro meu pai.
- Há quanto tempo vocês estão juntos? Disse ele, olhando pra gente.
- P...aiiii...
- Responde Fernando.
- Quatro meses. Disse o André.
- Quatro meses? Fernando olha pra mim. Disse meu pai, Eu chorava, cara eu já estava soluçando.
- O que esta acontecendo? Disse minha mãe.
- Simples Ana, seu casula namora o André, ele é gay.
- Fernando... minha mãe começou a chorar também, ai eu desabei de vez, ela pôs a mão na boca e ficou espantada.
- Pai se acalma, disse o mano.
- Seu cretino, o que você esta fazendo com o meu menino? Vou chamar a policia. Minha mãe partiu pra cima do André que tentou se esquivar.
- Para mãe. Eu berrei, pela primeira vez eu estava falando. Ela parou e me olhou.
- Para mãe por favor, o André não tem culpa, eu que quis ficar com ele, nada disso estaria acontecendo se eu não quisesse, para m...ã... e...
- Vem comigo mãe. Disse o Rodrigo indo ate minha mãe e fazendo ela sentar numa cadeira.
Silêncio.
- André? Chamou meu pai.
- Fale seu Rômulo. Respondeu o Dé educadamente.
- O que tu que exatamente com o meu filho? Nossa eu congelei mais do que já estava, tinha medo do pai querer bater no André, ele podia me bater, mas não no meu Dé.
- Sinceramente seu Rômulo?
- Sim.
- Eu amo seu filho, e o respeito muito, quero construir uma vida ao lado dele, o seu menino sempre foi e será o meu menino também. Cara eu e o mano nos olhamos, olhamos pra cara do André, nossa que coragem, enfrentar meu pai assim. Putz.
- E Você Fernando? Perguntou meu pai.
- Pai, desculpa, mas eu amo o Dé pai.... não faz nada com a gente por favor.
- Chega Fernando.
- Ai meu bebe, ai Deus... minha mãe. E a Liana meu filho? Vocês namoravam, ela te adora meu filho. Disse minha mãe.
- Mãe a liana é minha amiga, nunca afirmei nada que estava com ela, Desculpa mãe. Eu não sabia de onde estava tirando aquela força pra responder as perguntas e enfrentar aquela situação, acho que ver o Dé manter a postura e falar cara a cara com meu pai me ajudou a levantar minha cabeça também.
- Meu Deus... cara minha mãe tava passando mal.
- Mãe vem comigo. O Rodrigo levou a mãe pro quarto.
- Fernando. Disse meu pai, ele fala sempre com imponência, mas estava chorando também, se segurando, mas estava, cara isso me cortava o coração.
- (silêncio) somente fiquei olhando pra ele.
- Nando, tudo o que eu sonhei na minha vida era formar uma família, vencer na vida e ter meus filhos, pra depois ver eles se casarem e encherem essa casa de crianças correndo e me chamando de vô, nunca me passou pela cabeça isso, ver meu filho se envolvendo com outro homem, sempre foi contra meus conceitos, a gente sempre acha que isso só acontece na casa do vizinho e nunca na nossa, e agora estamos aqui... (ele limpava as lagrimas que escorriam por seu rosto) hoje Fernando não foi fácil pra mim, ver o meu menino nos braços de um homem (ele olhou pro Dé) meu menino Nando... o pai falhou em alguma coisa pra você fazer isso comigo?
- Pai... o senhor sempre foi o melhor pai do mundo... ta doendo ver o senhor chorar assim, mas não posso fazer nada, eu amo o André pai, eu só sinto prazer com outro homem pai... me desculpa... nunca quis decepcioná-lo, tenho orgulho de ter o senhor como meu pa..i... (o mano voltou do quarto e me abraçou)
- Você já sabia Rodrigo?
- Já pai.
- E vocês esconderam de mim? Porque?
- Medo pai, medo do senhor me tranca em casa e não me deixar sair, medo do senhor me bater, medo pai...
- Fernando. O pai te ama meu filho, porque iria te bater? Nossa eu desabei mais ainda.
- Eu também te amo pai.
- Vem aqui, da um abraço no seu pai. Eu olhei pra ele vi ele abrindo os braços e eu corri, cara foi o melhor abraço que eu já recebi na minha vida, nunca me senti tão amado e protegido como nesse abraço do meu pai. Sabe você sempre pensa que o pior vai acontecer, eu imaginava meu pai me surrando, me jogando pra fora de casa e dizendo que eu não era filho dele, mas isso eu nunca esperava...
- Desculpa pai.
- Não peça desculpas meu menino, porque você não esta fazendo nada de errado, o que me interessa agora é te ver feliz, o pai só quer te ver feliz meu filho, só isso...
- Paiiiiiiieeeee... Nos abraçamos mais forte ainda.
- André. Disse meu pai, nos três o olhamos.
- Sim seu Rômulo. Ele também estava chorando.
- Cuida bem do meu menino. Cara eu quase cai nessa hora, sei que estava sendo difícil ele falar isso, mas cara quem não queria um pai assim? Meu pai fez um sinal e chamou o Dé ali com a gente.
- Seu Rômulo eu amo seu filho e cuidarei dele da melhor forma possível.
Nos três nos abraçamos, meu pai pegou em minha cabeça, me fez olhar pra ele e me beijou a testa.
- Você será sempre o menino do pai. Eu só sorri e abracei ele.
Ficamos ali nos abraçando, o mano também foi ate nós (metido) hahahhahah... foi muito bom, tudo, cada palavra que ele me disse, cada olhar dele, do mano, do André, puts muito bom, só tinha um problema, minha mãe. O mano disse que deu um calmante pra ela dormir, tudo bem, mas ainda tinha que encará-la e eu sabia que ela não levaria tudo na boa como meu pai.
Depois disso meu pai foi tomar um banho, eu fui pro quarto deitar e o mano e o André foram juntos, eu não queria conversar com ninguém, nada, só queria ficar no meu canto, pensar como seria a minha vida de hoje em diante.
Acabei pegando no sono e acordando umas 18h, quando acordei estava sozinho no quarto, levantei e fui para a cozinha, minha mãe estava fazendo a janta, meu pai estava molhando a grama e o mano e o Dé eu não avistei. Quando cheguei na cozinha e sentei, minha mãe larga já de cara:
- Tudo o que eu ouvi é verdade Fernando? Puts...
- Que eu sou gay e que namoro o André? É sim mãe... eu tremia que nem vara verde...
- Não me fale o nome dele, já botei aquele Demo... pra correr... disse minha mãe enxugando as lagrimas.
- O que mãe? Você mandou o André embora? Meu sangue tava subindo pra cabeça cara, minha respiração foi aumentando de freqüência e sentia meu coração disparar.
- Sim Fernando, mandei sim, seu irmão foi atrás dele, mas eu quero você longe dele, não esta vendo Fernando que ele ta fazendo sua cabeça, você não é assim...
- CALA BOCA MÃE... cala boca caralho... eu amo o André mãe, dói em você aceitar que eu nasci gay, eu gosto de homem, gosto de sentir um homem sobre mim mãe, gosto... e o meu homem é o André, não me importa o que você acha ou deixa de achar, ele é o meu homem... (nisso meu pai ouviu meu grito e veio correndo)
- Os dois querem fazer o favor de parar com isso. Disse meu pai me segurando.
- Você não veio de mim assim Fernando, vai querer dizer que um homem que trai a mulher já nasceu assim?
- Chega Ana.
- Eu não estou fazendo nada Rômulo, eu estou apenas abrindo os olhos do meu filho, que esta sendo manipulado por aquele demonio, meu menino não é assim... nosso menino Rômulo.
- Cala boca mãe... E eu sou gay sim, se é isso que dói em você... eu sou viado simmmm... eu chorava muito, minha mãe também, cara era uma situação horrivel, eu lembro que suava muito, meu coração estava na boca e meu corpo queimava de ódio de medo de sei lá cara...
- Para de mandar eu cala a boca Fernando, você é o único errado aqui, você vai se afastar dele eu não vou deixar mais você chegar perto daquele rapaz, tu vai fica trancado em casa ate parar com isso...
- Ana chega! Disse meu pai.
- Eu te odeio...
Disse pra minha mãe e sai correndo... fui pro mar cara, meu pai foi atrás de mim, mas voltou quando percebeu que não iria me alcançar... eu não pensava em nada, apenas chorava, chorava muito, fui pra beira mar e fiquei andando, pensando em tudo cara e andando, como viveria, como amaria o André com a minha mãe fazendo isso comigo? Como cara... minha mãe falando aquelas coisas pra mim, minha memória parecia estar contra mim, por mais que eu tentasse esquecer, eu não conseguia tirar da minha cabeça cada frase dita pela minha mãe, cada gesto que ela fazia, tudo, eu pensava no André no que ela poderia ter dito pra ele, eu me culpava por fazer ela sofrer assim, porque eu não nasci hétero pra não ter que passar por essas coisas? Porque eu tinha que fazer as pessoas sofrer assim? Eu queria morrer cara...
Andei muito, lembro que passei da plataforma de pesca que fica a uns 3km da minha casa e continuei andando, no fim acabei adormecendo na arreia da praia depois de ter andado muito, eu nem sabia mais onde estava, andei ate minhas pernas cansarem... quando isso aconteceu sentei na areia, deitei e adormeci com a imagem da minha mãe em minha mente...
Acordei com alguém me chamando, me juntando e me colocando dentro de um carro, o sol estava alto, mal consegui abrir meus olhos, quando me colocaram no carro eu adormeci novamente... voltei a acordar num quarto branco, com alguns aparelhos ligados a mim, olhei para os lados e avistei uma janela, era noite, não reconheci o lugar de imediato, mas confirmei minha suspeita quando uma enfermeira veio trocar meu soro...
- Onde eu to? Perguntei
- Num hospital. Respondeu a enfermeira.
- Porque eu to aqui?
- Você foi achado na praia. Tentei sentar.
- Aiiiiii... meu corpo tava todo dolorido e vermelho. Isso que da ser branco que nem vela.
- Pode ficar quietinho ai, você não esta em condições de levantar.
Me deitei, esperei ela terminar de trocar meu soro e quando ela saiu do quarto fiquei ali pensando no que tinha acontecido, cara era muito foda, tudo voltava na minha mente, o André cara, o que aconteceu com ele? Tinha que falar com ele. Ate que o mano entrou no quarto.
- Manuuuuu... e eu já voltei a chorar mais ainda.
- Porra Fernando que mata a gente do coração seu merda?
- O Dé manu? Cadê o Dé cara? Ele se aproximou e me deu um beijo na testa.
- Não sei. Eu tentei falar come ele, mas no apartamento ninguém atende.
- Silencio.
- Nando? Ta tudo bem carinha, eu não vou deixar que nada aconteça com você, você é meu irmãozinho.
- Ai manu dói cara, tudo fica martelando na cabeça, porque eu tenho que ser assim mano? Porque cara? A mãe manu.
- Hei, calma cara, as coisas não são assim e nem vão se resolver assim.
- Porque a mãe cara? Poxa minha mãe manu.
- Fernando olha pra mim, e o pai em? onde fica ele nisso tudo? Você já esqueceu as coisas que ele te disse? Em?
- Não, mas por que a mãe me disse aquelas coisas cara?
- Você sempre soube que o pai era mais moderno, sempre viveu na cidade, tem um curso superior, ele é uma pessoa de mente mais aberta, já a mãe não, foi criada no interior, religiosa, você sabe Fernando, mas poxa cara de valor a quem te quer bem, o pai ta ali fora sofrendo querendo te ver, como eu também estava.
- Me abraça manu. Cara eu tava muito mal... carente...
- A mãe falou aquelas coisas na hora da raiva Fernando, é difícil pra ela aceitar isso, poxa você que faz psicologia devia saber isso mais do que eu...
- Faço sim mais também so gente... já falei brabo, sempre cara, você só por estar fazendo psicologia tem que ser sempre alegre, amoroso, carismático, entender todo mundo, não pode fica brabo não pode nada... a vai a merda não é pq sou psicólogo que deixo de ser humano.
- Ta desculpa... mas o que eu quero dizer é que...
- Tudo bem mano...
Silêncio...
- Fernando?
- Oi?
- Posso pedir pro pai entrar?
- Pode...
- Vou lá, fica bem pirralho, e não faz mais isso se não tu apanha... ahhahhahaah esse é o Rodrigo que eu conheço.
- Ta bom... primeiro sorriso que eu abri depois de tudo o que aconteceu.
Quando o pai entrou no quarto, eu fiquei completamente sem graça, sei lá tenho que me acostumar com a situação de meu pai saber da minha vida intima.
- Posso entrar? Disse ele na porta, ele também estava constrangido.
- Pode pai.
- Esta tudo bem filho?
- Ta sim pai...
- Filho?
- Fala pai?
- Não faz isso com seu pai, não é fácil pra um velho passar por isso.
- Desculpa... eu... e comecei a chorar...
- Fernando, da um abraço no pai, o pai te ama meu filho, não importa a sua orientação sexual ou qualquer coisa, o pai te ama e vai estar sempre do seu lado. Putssss eu desabei né...
E fiquei ali no melhor dos abraços e dos aconchegos, o abraço do meu pai... deitei no colo dele e fiquei ali ate me sentir melhor...
- Pai?
- Fala filho.
- Como ta o André, quero ver ele pai... por favor...
- Fernando nós estamos tentando falar com ele, mas ninguém atende na casa dele...
- Liga pro celular pai.
- Qual o número? Ai passei pra ele o número que ele gravou na memória do celular
- Depois eu ligo meu filho, agora diz pro pai, porque você fez isso?
- Porque eu tava com medo pai, medo de vocês, medo de perder o Dé, medo pai...
- Fernando e a conversa que tivemos ontem?
- Descul... voltei a chorar.
- Tudo bem meu filho, conversamos depois, da uma abraço no pai...
- Desculpa pai, eu te amo tanto, tenho medo de você não me querer mais como filho...
- Fernando, você sempre vai ser o meu filho. Puts cara, é foda, eu tava muito mal, mesmo cara... só quem já passou por isso sabe do que eu falo.
- E a mãe?
- A sua mãe esta um pouco melhor, depois que você saiu correndo, nós discutimos muito e no fim acabamos sentando e conversando, pra ela é difícil isso, ela foi criada no meio onde a aparência e a moralidade era bem vista, vida rural mesmo, eu não, eu sempre tive acesso a toda e qualquer informação, por isso entendo a sua posição meu filho.
- O Rodrigo já me falou, mas é minha mãe pai, porque logo ela? E a choradeira continua.
- Fernando, olha pro pai, eu vou te contar uma coisa que vai ficar só entre nos dois, nunca contei nada disso a ninguém.
- Pode confiar pai.
- Quando eu tinha a sua idade, um pouco mais novo uns 18 anos acho eu, na minha rua tinha um carinha da minha idade também, um dia estávamos em casa a tarde na minha casa vendo uma revista de contos eróticos que na época era novidade para nós, enquanto líamos estávamos muito excitados e com os hormônios a flor da pele pela idade, nós acabamos tendo uma intimidade.
- Que tipo de intimidade pai? Eu hiper surpreso né.
- Nós transamos. Por isso Fernando que eu sei o que você sente, mais ou menos.
- Você é gay pai? Eu queria me enfiar no chão quando percebi o que perguntei.
- Não, deixe eu terminar primeiro. Ele ficou assustado com a minha pergunta, nunca fui tão direto. Hahahahahhaha
- Nós transamos, mas depois ficamos sem nos falar por uns 2 anos, na época era algo completamente horrendo, e o que aconteceu entre nós foi apenas curiosidade de adolescente, rolou como vocês dizem, e eu percebi que não era o meu ramo.
- Hahahahhahhahhahah... desculpa pai mas tenho que rir. Eu me afinava, tentando me controlar mais eu fui obrigado.
- HAHAHAHAHA... meu pai também soltou umas gargalhadas.
- Pai?
- Fala meu garoto.
- Obrigado por ser esse pai que o senhor é pra mim.
- Não faço mais que a obrigação meu filho. Nós abraçamos.
- Pai?
- Oi.
- O senhor deu ou comeu?
- Fernando!
- Há pai fiquei curioso. Ahahahahahah o mais cara de pau.
- Eu vou pra casa tomar um banho, trocar de roupa e pegar uma roupa pra você. Falou ele se levantando e trocando de assunto.
- Liga pro Dé pai.
- Oi ligo sim meu filho, agora descansa você tem que repousar.
- Ok.
Me deitei e fiquei ali pensando em nossa conversa, sabe não era tão fácil assim pra mim, tudo que minha mãe me disse ficava martelando em minha memória, era estranho, ao mesmo tempo em que eu entendia a situação dela, não me sentia bem em saber se ela ficou daquele jeito por minha causa. Tudo era muito difícil... assim fiquei ate dormir.
Acordei com a enfermeira olhando meu soro.
- Boa noite. Disse ela sorridente.
- Oi... ahm... que horas são?
- Quase 3h da madrugada.
- Uhm.
- Silencio....
- Meu pai esta ai fora?
- Ele foi ao banheiro, esperou eu entrar para sair, você tem que agradecer pelo pai que tem, é raro um pai ficar no hospital pelo filho, sempre quem fica é a mãe.
Sorri.
- Pela manha eu volto para trocar o soro.
- Obrigado.
- Quer se sentar?
- Quero sim.
- Levanta que eu levanto o encosto da cama.
- Ok.
- Obrigado de novo.
Meu pai abre a porta.
- Tais acordado filho?
- Aham.
- E ai se sentindo bem?
- To bem sim pai, quero ir pra casa, não agüento mais soro.
- Tem que se cuidar.
- Pai.
- Oi.
- O André esta ai? (parece que eu já sentia a presença dele... hehehehe)
- Ele esta lá fora. Não podemos ficar em 2 no quarto.
- Posso falar com ele?
- Eu vou descer pra tomar um café e peço pra ele subir.
- Obrigado pai.
Eu estava com medo de ver o André, o que ele iria me dizer, como ele estava? O que minha mãe tinha dito a ele? Estava ansioso. Ate a porta se abrir.
- Posso entrar?
- Pode.
- E ai? Esta tudo bem? Ele foi entrando e fechando a porta.
- É estou louco pra ir pra casa.
- Hospital não é um lugar agradável.
- É verdade.
Silêncio... ele foi chegando perto e sentando no pé da cama. Quando ele resolve quebrar o gelo.
- Porque você fez isso?
- A mãe cara, tava com tanto medo... e assim contei tudo o que aconteceu, ele sentado apenas me ouvindo, sem me interromper, apenas ouvindo.
- Fernando? Você acha certo o que você fez?
- Não.
- E porque fez então? Falou ele serio.
- Você não veio aqui pra me dar bronca veio? Por favor Dé tudo o que eu menos preciso é de alguém brigando comigo, principalmente meu namorado.
- Nando ninguém esta brigando com você, nos só vamos conversar.
- Pode falar.
- Seu irmão já tinha me contado tudo que você me falou, mas eu quis ouvir a sua versão. Fernando, não é fugindo de seus problemas que eles irão se resolver, essa não será, nem a primeira, nem a ultima vez que você vai se decepcionar na sua vida cara.
- Mas é qu...
- Posso terminar? Agora me escuta, depois você pode falar. Nossa... ate me assustei.
- Ok.
- Como eu dizia, você ainda vai quebrar muito a cara, e daí? Você vai fugir e deixar as pessoas que te ama preocupadas com você? Não acha que isso é egocentrismo de mais? Você não pensa nas pessoas ao seu redor? Ta na hora de você crescer um pouco Fernando, você tem 21 anos, já é um homem perante a lei cara. Quando você cair, e isso vai acontecer varias vezes porque é natural da vida, levante sacode a poeira e segue em frente, só assim você vai crescer, errando e sabendo passar por cima do erro tirando a sua lição. Você me entende nando?
- Entendo... desculpa.
- Não tens que pedir desculpa, agora é se recuperar e bola pra frente garoto, não é porque você vai ser mais homem que você vai deixar de ser o meu neném.
- Hehehhehe... brigado, te amo.
- Eu também te amo.
- Me abraça. Nos abraçamos.
- Nando, eu tenho que ir.
- Porque?
- Amanhã eu trabalho...
- É verdade.
- Fica com Deus, depois nos falamos.
- Beijos, boa noite.
- Fernando?
- Oi.
- Eu te amo seu pirralho.
- Eu também te amo meu gato, mas pirralho não né, já basta o Rodrigo.
- Hahahhahahahha....
Nos beijamos.
Quando ele saiu, fiquei pensando em tudo que ele disse, no meu pai, no manu... porque muitas vezes precisamos que alguém que gostamos muito fale com a gente de forma grossa, ou que briguemos para nos dar conta de algumas coisas? É... como disse o Dé, é a vida... ate a próxima.
Como terminei no conto anterior, estranhei muito a atitude de meu pai, ele sempre foi super carinhoso comigo, e agora me ignorou daquele jeito, mas como disse, eu estava muito cansado para pensar nisso e acabei indo me deitar. Na cama ainda rezei e pedi a Deus proteção, que iluminasse meus paços, agradeci por ser tão amado e ter uma família tão especial.
Acordei umas 11:20 da manhã, estava dormindo somente eu e o mano, o resto já tinha levantado. Depois de ir ao banheiro e cuidar de minha higiene pessoal, fui ate a cozinha para comer alguma coisa, onde encontrei o Dé.
- Bom dia. Eu disse.
- Bom dia Fernando. Disse ele frio.
- O que aconteceu? Falei baixo.
- Não sei mas seu pai esta estranho, ele não falou comigo.
- Aix, espera. Me levantei e fui ate a área onde meu pai estava sentado. Pude reparar que o carro do tio César não estava mais, já deviam ter ido.
- Bom dia pai. Fui ate meu pai para beijá-lo e ele virou o rosto.
- O que foi? Aconteceu algo pai? Perguntei preocupado.
- ENTRA. Foi a única coisa que ele me disse entrando na cozinha sem olhar pra mim. Eu entrei né.
- Pai o que esta acontecendo? Insisti.
- Vai no quarto e chama seu irmão. Rápido! Falou ele brabo.
Fui ate o quarto e acordei o Rodrigo.
- Mano, acorda cara.
- O que foi Fernando, vai te fude. Disse ele.
- O pai cara, esta te chamando, ele ta brabo não fala com ninguém, to com medo.
- O que tu apronto agora seu pirralho? Disse ele levantando e colocando o shorts.
- Não... sei... já falei segurando meu choro.
E assim fomos ate a cozinha onde o Dé estava sentando na mesa parado. Meu pai andando na cozinha. Minha mãe também estava preocupada.
- Fala home de Deus o que você tem? Ele nem dava bola. Entrarmos na cozinha.
- Bom agora que está todo mundo aqui.
- O que esta acontecendo pai. Pergunto o Rodrigo com a cara toda amassada.
- Não tem nada com você Rodrigo, é com o Fernando. Nossa eu gelei.
- O que tem eu pai?
- Eu que te pergunto Fernando! Não tens nada pra contar a sua família? Disse ele me olhando muito mais muito serio.
- N... ao,... pai.... eu engolindo a seco.
- Tem certeza?
- Tenho...
- E você André, não tem nada pra contar? Disse meu pai olhando o André que estava com uma cara de serio também... mas cara quando ele disse isso, eu juro que comecei a chora, olhei pro mano e ele estava me olhando preocupado.
- Não senhor Rômulo.
- Vocês pensam que eu sou idiota? Ahm? Ele falava e olhava pra mim e pro Dé.
- Pai.... eu disse.
- Tudo bem eu refresco a memória de vocês... hoje eu acordei cedo e fui pescar, e sabe o que eu vi na beira mar? Ahm?
Cara eu queria morrer, meu pai viu a gente na beira mar, meu Deus, cara eu desabei no choro, meu irmão ficou muito preocupado, pois eu poderia me ferrar, bom o André ficou do jeito que estava, olhando serio pro meu pai.
- Há quanto tempo vocês estão juntos? Disse ele, olhando pra gente.
- P...aiiii...
- Responde Fernando.
- Quatro meses. Disse o André.
- Quatro meses? Fernando olha pra mim. Disse meu pai, Eu chorava, cara eu já estava soluçando.
- O que esta acontecendo? Disse minha mãe.
- Simples Ana, seu casula namora o André, ele é gay.
- Fernando... minha mãe começou a chorar também, ai eu desabei de vez, ela pôs a mão na boca e ficou espantada.
- Pai se acalma, disse o mano.
- Seu cretino, o que você esta fazendo com o meu menino? Vou chamar a policia. Minha mãe partiu pra cima do André que tentou se esquivar.
- Para mãe. Eu berrei, pela primeira vez eu estava falando. Ela parou e me olhou.
- Para mãe por favor, o André não tem culpa, eu que quis ficar com ele, nada disso estaria acontecendo se eu não quisesse, para m...ã... e...
- Vem comigo mãe. Disse o Rodrigo indo ate minha mãe e fazendo ela sentar numa cadeira.
Silêncio.
- André? Chamou meu pai.
- Fale seu Rômulo. Respondeu o Dé educadamente.
- O que tu que exatamente com o meu filho? Nossa eu congelei mais do que já estava, tinha medo do pai querer bater no André, ele podia me bater, mas não no meu Dé.
- Sinceramente seu Rômulo?
- Sim.
- Eu amo seu filho, e o respeito muito, quero construir uma vida ao lado dele, o seu menino sempre foi e será o meu menino também. Cara eu e o mano nos olhamos, olhamos pra cara do André, nossa que coragem, enfrentar meu pai assim. Putz.
- E Você Fernando? Perguntou meu pai.
- Pai, desculpa, mas eu amo o Dé pai.... não faz nada com a gente por favor.
- Chega Fernando.
- Ai meu bebe, ai Deus... minha mãe. E a Liana meu filho? Vocês namoravam, ela te adora meu filho. Disse minha mãe.
- Mãe a liana é minha amiga, nunca afirmei nada que estava com ela, Desculpa mãe. Eu não sabia de onde estava tirando aquela força pra responder as perguntas e enfrentar aquela situação, acho que ver o Dé manter a postura e falar cara a cara com meu pai me ajudou a levantar minha cabeça também.
- Meu Deus... cara minha mãe tava passando mal.
- Mãe vem comigo. O Rodrigo levou a mãe pro quarto.
- Fernando. Disse meu pai, ele fala sempre com imponência, mas estava chorando também, se segurando, mas estava, cara isso me cortava o coração.
- (silêncio) somente fiquei olhando pra ele.
- Nando, tudo o que eu sonhei na minha vida era formar uma família, vencer na vida e ter meus filhos, pra depois ver eles se casarem e encherem essa casa de crianças correndo e me chamando de vô, nunca me passou pela cabeça isso, ver meu filho se envolvendo com outro homem, sempre foi contra meus conceitos, a gente sempre acha que isso só acontece na casa do vizinho e nunca na nossa, e agora estamos aqui... (ele limpava as lagrimas que escorriam por seu rosto) hoje Fernando não foi fácil pra mim, ver o meu menino nos braços de um homem (ele olhou pro Dé) meu menino Nando... o pai falhou em alguma coisa pra você fazer isso comigo?
- Pai... o senhor sempre foi o melhor pai do mundo... ta doendo ver o senhor chorar assim, mas não posso fazer nada, eu amo o André pai, eu só sinto prazer com outro homem pai... me desculpa... nunca quis decepcioná-lo, tenho orgulho de ter o senhor como meu pa..i... (o mano voltou do quarto e me abraçou)
- Você já sabia Rodrigo?
- Já pai.
- E vocês esconderam de mim? Porque?
- Medo pai, medo do senhor me tranca em casa e não me deixar sair, medo do senhor me bater, medo pai...
- Fernando. O pai te ama meu filho, porque iria te bater? Nossa eu desabei mais ainda.
- Eu também te amo pai.
- Vem aqui, da um abraço no seu pai. Eu olhei pra ele vi ele abrindo os braços e eu corri, cara foi o melhor abraço que eu já recebi na minha vida, nunca me senti tão amado e protegido como nesse abraço do meu pai. Sabe você sempre pensa que o pior vai acontecer, eu imaginava meu pai me surrando, me jogando pra fora de casa e dizendo que eu não era filho dele, mas isso eu nunca esperava...
- Desculpa pai.
- Não peça desculpas meu menino, porque você não esta fazendo nada de errado, o que me interessa agora é te ver feliz, o pai só quer te ver feliz meu filho, só isso...
- Paiiiiiiieeeee... Nos abraçamos mais forte ainda.
- André. Disse meu pai, nos três o olhamos.
- Sim seu Rômulo. Ele também estava chorando.
- Cuida bem do meu menino. Cara eu quase cai nessa hora, sei que estava sendo difícil ele falar isso, mas cara quem não queria um pai assim? Meu pai fez um sinal e chamou o Dé ali com a gente.
- Seu Rômulo eu amo seu filho e cuidarei dele da melhor forma possível.
Nos três nos abraçamos, meu pai pegou em minha cabeça, me fez olhar pra ele e me beijou a testa.
- Você será sempre o menino do pai. Eu só sorri e abracei ele.
Ficamos ali nos abraçando, o mano também foi ate nós (metido) hahahhahah... foi muito bom, tudo, cada palavra que ele me disse, cada olhar dele, do mano, do André, puts muito bom, só tinha um problema, minha mãe. O mano disse que deu um calmante pra ela dormir, tudo bem, mas ainda tinha que encará-la e eu sabia que ela não levaria tudo na boa como meu pai.
Depois disso meu pai foi tomar um banho, eu fui pro quarto deitar e o mano e o André foram juntos, eu não queria conversar com ninguém, nada, só queria ficar no meu canto, pensar como seria a minha vida de hoje em diante.
Acabei pegando no sono e acordando umas 18h, quando acordei estava sozinho no quarto, levantei e fui para a cozinha, minha mãe estava fazendo a janta, meu pai estava molhando a grama e o mano e o Dé eu não avistei. Quando cheguei na cozinha e sentei, minha mãe larga já de cara:
- Tudo o que eu ouvi é verdade Fernando? Puts...
- Que eu sou gay e que namoro o André? É sim mãe... eu tremia que nem vara verde...
- Não me fale o nome dele, já botei aquele Demo... pra correr... disse minha mãe enxugando as lagrimas.
- O que mãe? Você mandou o André embora? Meu sangue tava subindo pra cabeça cara, minha respiração foi aumentando de freqüência e sentia meu coração disparar.
- Sim Fernando, mandei sim, seu irmão foi atrás dele, mas eu quero você longe dele, não esta vendo Fernando que ele ta fazendo sua cabeça, você não é assim...
- CALA BOCA MÃE... cala boca caralho... eu amo o André mãe, dói em você aceitar que eu nasci gay, eu gosto de homem, gosto de sentir um homem sobre mim mãe, gosto... e o meu homem é o André, não me importa o que você acha ou deixa de achar, ele é o meu homem... (nisso meu pai ouviu meu grito e veio correndo)
- Os dois querem fazer o favor de parar com isso. Disse meu pai me segurando.
- Você não veio de mim assim Fernando, vai querer dizer que um homem que trai a mulher já nasceu assim?
- Chega Ana.
- Eu não estou fazendo nada Rômulo, eu estou apenas abrindo os olhos do meu filho, que esta sendo manipulado por aquele demonio, meu menino não é assim... nosso menino Rômulo.
- Cala boca mãe... E eu sou gay sim, se é isso que dói em você... eu sou viado simmmm... eu chorava muito, minha mãe também, cara era uma situação horrivel, eu lembro que suava muito, meu coração estava na boca e meu corpo queimava de ódio de medo de sei lá cara...
- Para de mandar eu cala a boca Fernando, você é o único errado aqui, você vai se afastar dele eu não vou deixar mais você chegar perto daquele rapaz, tu vai fica trancado em casa ate parar com isso...
- Ana chega! Disse meu pai.
- Eu te odeio...
Disse pra minha mãe e sai correndo... fui pro mar cara, meu pai foi atrás de mim, mas voltou quando percebeu que não iria me alcançar... eu não pensava em nada, apenas chorava, chorava muito, fui pra beira mar e fiquei andando, pensando em tudo cara e andando, como viveria, como amaria o André com a minha mãe fazendo isso comigo? Como cara... minha mãe falando aquelas coisas pra mim, minha memória parecia estar contra mim, por mais que eu tentasse esquecer, eu não conseguia tirar da minha cabeça cada frase dita pela minha mãe, cada gesto que ela fazia, tudo, eu pensava no André no que ela poderia ter dito pra ele, eu me culpava por fazer ela sofrer assim, porque eu não nasci hétero pra não ter que passar por essas coisas? Porque eu tinha que fazer as pessoas sofrer assim? Eu queria morrer cara...
Andei muito, lembro que passei da plataforma de pesca que fica a uns 3km da minha casa e continuei andando, no fim acabei adormecendo na arreia da praia depois de ter andado muito, eu nem sabia mais onde estava, andei ate minhas pernas cansarem... quando isso aconteceu sentei na areia, deitei e adormeci com a imagem da minha mãe em minha mente...
Acordei com alguém me chamando, me juntando e me colocando dentro de um carro, o sol estava alto, mal consegui abrir meus olhos, quando me colocaram no carro eu adormeci novamente... voltei a acordar num quarto branco, com alguns aparelhos ligados a mim, olhei para os lados e avistei uma janela, era noite, não reconheci o lugar de imediato, mas confirmei minha suspeita quando uma enfermeira veio trocar meu soro...
- Onde eu to? Perguntei
- Num hospital. Respondeu a enfermeira.
- Porque eu to aqui?
- Você foi achado na praia. Tentei sentar.
- Aiiiiii... meu corpo tava todo dolorido e vermelho. Isso que da ser branco que nem vela.
- Pode ficar quietinho ai, você não esta em condições de levantar.
Me deitei, esperei ela terminar de trocar meu soro e quando ela saiu do quarto fiquei ali pensando no que tinha acontecido, cara era muito foda, tudo voltava na minha mente, o André cara, o que aconteceu com ele? Tinha que falar com ele. Ate que o mano entrou no quarto.
- Manuuuuu... e eu já voltei a chorar mais ainda.
- Porra Fernando que mata a gente do coração seu merda?
- O Dé manu? Cadê o Dé cara? Ele se aproximou e me deu um beijo na testa.
- Não sei. Eu tentei falar come ele, mas no apartamento ninguém atende.
- Silencio.
- Nando? Ta tudo bem carinha, eu não vou deixar que nada aconteça com você, você é meu irmãozinho.
- Ai manu dói cara, tudo fica martelando na cabeça, porque eu tenho que ser assim mano? Porque cara? A mãe manu.
- Hei, calma cara, as coisas não são assim e nem vão se resolver assim.
- Porque a mãe cara? Poxa minha mãe manu.
- Fernando olha pra mim, e o pai em? onde fica ele nisso tudo? Você já esqueceu as coisas que ele te disse? Em?
- Não, mas por que a mãe me disse aquelas coisas cara?
- Você sempre soube que o pai era mais moderno, sempre viveu na cidade, tem um curso superior, ele é uma pessoa de mente mais aberta, já a mãe não, foi criada no interior, religiosa, você sabe Fernando, mas poxa cara de valor a quem te quer bem, o pai ta ali fora sofrendo querendo te ver, como eu também estava.
- Me abraça manu. Cara eu tava muito mal... carente...
- A mãe falou aquelas coisas na hora da raiva Fernando, é difícil pra ela aceitar isso, poxa você que faz psicologia devia saber isso mais do que eu...
- Faço sim mais também so gente... já falei brabo, sempre cara, você só por estar fazendo psicologia tem que ser sempre alegre, amoroso, carismático, entender todo mundo, não pode fica brabo não pode nada... a vai a merda não é pq sou psicólogo que deixo de ser humano.
- Ta desculpa... mas o que eu quero dizer é que...
- Tudo bem mano...
Silêncio...
- Fernando?
- Oi?
- Posso pedir pro pai entrar?
- Pode...
- Vou lá, fica bem pirralho, e não faz mais isso se não tu apanha... ahhahhahaah esse é o Rodrigo que eu conheço.
- Ta bom... primeiro sorriso que eu abri depois de tudo o que aconteceu.
Quando o pai entrou no quarto, eu fiquei completamente sem graça, sei lá tenho que me acostumar com a situação de meu pai saber da minha vida intima.
- Posso entrar? Disse ele na porta, ele também estava constrangido.
- Pode pai.
- Esta tudo bem filho?
- Ta sim pai...
- Filho?
- Fala pai?
- Não faz isso com seu pai, não é fácil pra um velho passar por isso.
- Desculpa... eu... e comecei a chorar...
- Fernando, da um abraço no pai, o pai te ama meu filho, não importa a sua orientação sexual ou qualquer coisa, o pai te ama e vai estar sempre do seu lado. Putssss eu desabei né...
E fiquei ali no melhor dos abraços e dos aconchegos, o abraço do meu pai... deitei no colo dele e fiquei ali ate me sentir melhor...
- Pai?
- Fala filho.
- Como ta o André, quero ver ele pai... por favor...
- Fernando nós estamos tentando falar com ele, mas ninguém atende na casa dele...
- Liga pro celular pai.
- Qual o número? Ai passei pra ele o número que ele gravou na memória do celular
- Depois eu ligo meu filho, agora diz pro pai, porque você fez isso?
- Porque eu tava com medo pai, medo de vocês, medo de perder o Dé, medo pai...
- Fernando e a conversa que tivemos ontem?
- Descul... voltei a chorar.
- Tudo bem meu filho, conversamos depois, da uma abraço no pai...
- Desculpa pai, eu te amo tanto, tenho medo de você não me querer mais como filho...
- Fernando, você sempre vai ser o meu filho. Puts cara, é foda, eu tava muito mal, mesmo cara... só quem já passou por isso sabe do que eu falo.
- E a mãe?
- A sua mãe esta um pouco melhor, depois que você saiu correndo, nós discutimos muito e no fim acabamos sentando e conversando, pra ela é difícil isso, ela foi criada no meio onde a aparência e a moralidade era bem vista, vida rural mesmo, eu não, eu sempre tive acesso a toda e qualquer informação, por isso entendo a sua posição meu filho.
- O Rodrigo já me falou, mas é minha mãe pai, porque logo ela? E a choradeira continua.
- Fernando, olha pro pai, eu vou te contar uma coisa que vai ficar só entre nos dois, nunca contei nada disso a ninguém.
- Pode confiar pai.
- Quando eu tinha a sua idade, um pouco mais novo uns 18 anos acho eu, na minha rua tinha um carinha da minha idade também, um dia estávamos em casa a tarde na minha casa vendo uma revista de contos eróticos que na época era novidade para nós, enquanto líamos estávamos muito excitados e com os hormônios a flor da pele pela idade, nós acabamos tendo uma intimidade.
- Que tipo de intimidade pai? Eu hiper surpreso né.
- Nós transamos. Por isso Fernando que eu sei o que você sente, mais ou menos.
- Você é gay pai? Eu queria me enfiar no chão quando percebi o que perguntei.
- Não, deixe eu terminar primeiro. Ele ficou assustado com a minha pergunta, nunca fui tão direto. Hahahahahhaha
- Nós transamos, mas depois ficamos sem nos falar por uns 2 anos, na época era algo completamente horrendo, e o que aconteceu entre nós foi apenas curiosidade de adolescente, rolou como vocês dizem, e eu percebi que não era o meu ramo.
- Hahahahhahhahhahah... desculpa pai mas tenho que rir. Eu me afinava, tentando me controlar mais eu fui obrigado.
- HAHAHAHAHA... meu pai também soltou umas gargalhadas.
- Pai?
- Fala meu garoto.
- Obrigado por ser esse pai que o senhor é pra mim.
- Não faço mais que a obrigação meu filho. Nós abraçamos.
- Pai?
- Oi.
- O senhor deu ou comeu?
- Fernando!
- Há pai fiquei curioso. Ahahahahahah o mais cara de pau.
- Eu vou pra casa tomar um banho, trocar de roupa e pegar uma roupa pra você. Falou ele se levantando e trocando de assunto.
- Liga pro Dé pai.
- Oi ligo sim meu filho, agora descansa você tem que repousar.
- Ok.
Me deitei e fiquei ali pensando em nossa conversa, sabe não era tão fácil assim pra mim, tudo que minha mãe me disse ficava martelando em minha memória, era estranho, ao mesmo tempo em que eu entendia a situação dela, não me sentia bem em saber se ela ficou daquele jeito por minha causa. Tudo era muito difícil... assim fiquei ate dormir.
Acordei com a enfermeira olhando meu soro.
- Boa noite. Disse ela sorridente.
- Oi... ahm... que horas são?
- Quase 3h da madrugada.
- Uhm.
- Silencio....
- Meu pai esta ai fora?
- Ele foi ao banheiro, esperou eu entrar para sair, você tem que agradecer pelo pai que tem, é raro um pai ficar no hospital pelo filho, sempre quem fica é a mãe.
Sorri.
- Pela manha eu volto para trocar o soro.
- Obrigado.
- Quer se sentar?
- Quero sim.
- Levanta que eu levanto o encosto da cama.
- Ok.
- Obrigado de novo.
Meu pai abre a porta.
- Tais acordado filho?
- Aham.
- E ai se sentindo bem?
- To bem sim pai, quero ir pra casa, não agüento mais soro.
- Tem que se cuidar.
- Pai.
- Oi.
- O André esta ai? (parece que eu já sentia a presença dele... hehehehe)
- Ele esta lá fora. Não podemos ficar em 2 no quarto.
- Posso falar com ele?
- Eu vou descer pra tomar um café e peço pra ele subir.
- Obrigado pai.
Eu estava com medo de ver o André, o que ele iria me dizer, como ele estava? O que minha mãe tinha dito a ele? Estava ansioso. Ate a porta se abrir.
- Posso entrar?
- Pode.
- E ai? Esta tudo bem? Ele foi entrando e fechando a porta.
- É estou louco pra ir pra casa.
- Hospital não é um lugar agradável.
- É verdade.
Silêncio... ele foi chegando perto e sentando no pé da cama. Quando ele resolve quebrar o gelo.
- Porque você fez isso?
- A mãe cara, tava com tanto medo... e assim contei tudo o que aconteceu, ele sentado apenas me ouvindo, sem me interromper, apenas ouvindo.
- Fernando? Você acha certo o que você fez?
- Não.
- E porque fez então? Falou ele serio.
- Você não veio aqui pra me dar bronca veio? Por favor Dé tudo o que eu menos preciso é de alguém brigando comigo, principalmente meu namorado.
- Nando ninguém esta brigando com você, nos só vamos conversar.
- Pode falar.
- Seu irmão já tinha me contado tudo que você me falou, mas eu quis ouvir a sua versão. Fernando, não é fugindo de seus problemas que eles irão se resolver, essa não será, nem a primeira, nem a ultima vez que você vai se decepcionar na sua vida cara.
- Mas é qu...
- Posso terminar? Agora me escuta, depois você pode falar. Nossa... ate me assustei.
- Ok.
- Como eu dizia, você ainda vai quebrar muito a cara, e daí? Você vai fugir e deixar as pessoas que te ama preocupadas com você? Não acha que isso é egocentrismo de mais? Você não pensa nas pessoas ao seu redor? Ta na hora de você crescer um pouco Fernando, você tem 21 anos, já é um homem perante a lei cara. Quando você cair, e isso vai acontecer varias vezes porque é natural da vida, levante sacode a poeira e segue em frente, só assim você vai crescer, errando e sabendo passar por cima do erro tirando a sua lição. Você me entende nando?
- Entendo... desculpa.
- Não tens que pedir desculpa, agora é se recuperar e bola pra frente garoto, não é porque você vai ser mais homem que você vai deixar de ser o meu neném.
- Hehehhehe... brigado, te amo.
- Eu também te amo.
- Me abraça. Nos abraçamos.
- Nando, eu tenho que ir.
- Porque?
- Amanhã eu trabalho...
- É verdade.
- Fica com Deus, depois nos falamos.
- Beijos, boa noite.
- Fernando?
- Oi.
- Eu te amo seu pirralho.
- Eu também te amo meu gato, mas pirralho não né, já basta o Rodrigo.
- Hahahhahahahha....
Nos beijamos.
Quando ele saiu, fiquei pensando em tudo que ele disse, no meu pai, no manu... porque muitas vezes precisamos que alguém que gostamos muito fale com a gente de forma grossa, ou que briguemos para nos dar conta de algumas coisas? É... como disse o Dé, é a vida... ate a próxima.
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